Tragédia: estudante é esfaqueado no Colégio Estadual Senador Walter Franco, em Estância

Escrito por Luana Capistrano Ligado .

Na última sexta-feira, 3, uma tragédia atingiu o Colégio Estadual Senador Walter Franco, em Estância, um estudante de 17 anos, matriculado no ensino médio em tempo integral, foi esfaqueado na quadra esportiva da unidade de ensino, no horário do intervalo.

Fachada do Colégio Estadual Senador Walter Franco (Foto: reprodução/ Google Maps)

De acordo com relatos, dois homens, encapuzados, invadiram o Colégiom e deferiram golpes de faca contra o estudante. Por sorte, o jovem foi socorrido pelos colegas e levado ao hospital local pelo coordenador do Colégio. O diretor, do Colégio Estadual Senador Walter Franco, informou que o adolescente teve alta, ainda na tarde de sexta-feira, e passa bem.

Após o ocorrido os homens que esfaquearam o estudante fugiram do local. Ainda não há pista sobre a identidade dos homens que cometeram este ato bárbaro, nem qual a motivação do crime.

Falta de segurança

O fato chocou toda a comunidade escolar e causou pânico entre os estudantes, além de grande comoção. Desde que se iniciou o ano letivo de 2018, o Colégio Estadual Senador Walter Franco foi transformado, de forma impositiva, pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), em Centro Experimental de Ensino Médio em Tempo Integral.

A falta de segurança na unidade de ensino é uma das queixas constantes da comunidade. O Colégio já foi alvo de bandidos outras vezes, e não é a primeira vez que invadem a Unidade de ensino para agredir um estudante.

“Já ocorreu outros casos de violência contra estudantes no Colégio Estadual Senador Walter Franco, não é a primeira vez. O governo vai às unidades de ensino, impõe o Ensino Médio em Tempo Integral e sequer assegura o mínimo para os estudantes. Nossos adolescentes estão largados a própria sorte dentro das escolas estaduais de Sergipe. Falta segurança e estrutura digna para professores e estudantes. Quantas tragédias mais terão que acontecer nas escolas estaduais para que o Governo do Estado se conscientize que urge a necessidade de desenvolver políticas públicas conjuntas, envolvendo a comunidade escolar, órgãos governamentais e diversos setores da sociedade, para combater de forma efetiva a violência nas escolas e em seus arredores? Estamos fartos de medidas paliativas”, coloca a coordenadora do SINTESE, na região Sul do estado, professoras Maria Augusta.