Após pressão SEDUC recua e ouvirá comunidades escolares do Francisco Portugal e 15 de Outubro

Escrito por Caroline Santos Ligado .

Foto: ASCOM/SEDUC

Em audiência ocorrida na tarde da última segunda, dia 21, o secretário de Educação, Josué Passos determinou, após proposta apresenta pelo SINTESE, que a Diretoria de Educação em Aracaju – DEA irá ouvir as comunidades das escolas estaduais Prof. Francisco Portugal (no Augusto Franco) e 15 de Outubro (no Getúlio Vargas). A plenária na Escola Estadual Prof. Francisco Portugal acontece na quarta, dia 23, a partir das 19h e na Escola Estadual 15 de Outubro acontecerá na quinta, dia 24, com início às 7h30.

A decisão da SEDUC veio após a audiência, professores, professoras e estudantes das duas escolas colocaram a sua discordância com o fechamento do turno noturno (no caso do Francisco Portugal) e da extinção da escola (15 de Outubro).

As duas comunidades escolas foram pegas de surpresa pelo anúncio do fechamento. Na terça da semana passada (dia 15), estudantes e professores da escola Professor Francisco Portugal fizeram um ato em defesa do turno noturno. Para todos fechar o turno noturno da escola vai deixar muita gente sem possibilidade de continuar os estudos.

No início da reunião, a diretora da Diretoria de Educação em Aracaju – DEA, Eliane Passos, relatou estudos feitos pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – SEDUC para determinar o reordenamento da rede estadual mostram que estas duas escolas mais a as escolas São José, Lourival Fontes, Lourival Baptista, Coelho Neto, General Valadão não possuem quantitativo suficiente de matrículas para continuarem funcionando.

Para o SINTESE, mais uma vez, a SEDUC erra ao não ouvir as comunidades escolares. “Não dá para balizar uma decisão como esta (de fechar turnos e escolas) somente na frieza dos números. Mas o que continua acontecendo é que a SEDUC decide as ações, repassa para as diretorias das escolas e estas, por conseguinte, somente repassam para a comunidade escolar, como uma determinação. É preciso dialogar, debater com quem está no chão da escola,”, disse a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

A presidenta ainda reafirmou que sem diagnóstico preciso e diálogo com as comunidades escolares qualquer ação de fechamento seja de turmas, turnos ou escolas irá aprofundar ainda mais a perda de matrícula e, consequentemente, a perda de recursos na rede estadual.