União e força de comunidade evita fechamento de escola no bairro América, em Aracaju

Escrito por Luana Capistrano Ligado .

Novamente de forma abrupta e sem diálogo, a Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc) queria fechar mais uma unidade de ensino. Desta vez o alvo foi a Escola Estadual Mestre Euclides, localizada no bairro América, em Aracaju, que atende a crianças do 1º ano ao 5º ano do ensino fundamental.

Em reunião com a DEA, comunidade consegue reverter fechamento da Escola

Sem qualquer justificativa plausível, a Seduc tinha a intenção de fechar a Escola Estadual Mestre Euclides e encaminhar os estudantes para a Escola Estadual Dom Vicente Távora (também no Bairro América), ainda no ano letivo de 2019. Ao tomar ciência da situação a comunidade escolar se uniu e decidiu que não abririam mão da Escola.

Para os moradores do bairro América a Escola Estadual Mestre Euclides faz parte da identidade do bairro, nela muitas gerações de moradores aprenderam a ler e a escrever e seu espaço é reconhecido pela comunidade como fundamental para aquela região.

Nesta quinta-feira, 7, representantes da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), se reuniram com professores, pais, mães e funcionários da escola. Na reunião, a comunidade escolar apresentou argumentos e mostrou a importância da Escola Estadual Mestre Euclides para as famílias do bairro.

A partir das ponderações da comunidade, a Seduc voltou atrás e decidiu manter a Escola Estadual Mestre Euclides em funcionamento. Para o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, que esteve presente na reunião desta quinta-feira, a intervenção da comunidade escolar foi fundamental para reverte a decisão.

“Sem a menor sombra de dúvida que foi a força e a união da comunidade, que consegui reverter a decisão da Seduc. É muito bonita a relação que os moradores do bairro América têm com a Escola Estadual Mestre Euclides, é perceptível a relação de pertencimento e identidade com a escola. O fechamento do prédio seria muito sentido pelos moradores. Por isso, mais uma vez reafirmamos que é fundamental, antes de qualquer decisão, a Seduc parar e escutar as comunidades escolares. O fechamento de uma escola mexe com a vida das pessoas, com suas relações do cotidiano e não pode ser tratado com a mesma frieza que se abre ou fecha qualquer porta. Estamos falando de pessoas e de suas vidas, não se pode fazer pouco caso disso”, coloca o vice-presidente do SINTESE.