Dia 13: Vigília na Assembleia Legislativa em defesa do piso e por liberdade e autonomia sindical

Escrito por Caroline Santos Ligado .


Professoras, professores e demais servidores públicos estaduais estarão em vigília na Assembleia Legislativa de Sergipe - ALESE em defesa de revisão salarial e também por liberdade e autonomia sindical.

Para o magistério é mais uma agenda de luta em defesa do reajuste do piso e pela recuperação da carreira. O SINTESE irá dialogar com os deputados e deputadas estaduais de que é fundamental que o Governo do Estado cumpra a lei do piso e aplique o reajuste de 4,17% em todos os vencimentos iniciais e apresente um plano de recuperação da carreira do magistério.

“Os planos nacional e estadual preveem a valorização do magistério, ambos são leis e precisam ser cumpridos e para isso ser feito é preciso adotar o que está previsto na lei do piso e no plano de carreira, ambos estabelecem que o reajuste é para todos. O governador não pode ter o discurso de que Educação é prioridade e ao mesmo tempo não valorizar os professores e professoras que são um dos pilares desse processo”, afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Os demais servidores também lutam pelo reajuste, pois os que fazem parte da administração geral (submetidos ao PCCV – Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos) estão sem reajuste desde o ano de 2013. A situação é tão grave que mais de 4 mil servidores têm o vencimento inicial menor que o salário mínimo.

Liberdade e autonomia sindical

Além das questões que envolvem salários, os servidores públicos estaduais também pautam a liberdade a autonomia sindical. Lideranças vão dialogar com os parlamentares no sentido de que a ALESE aprove projeto de lei que garanta a autonomia e liberdade sindical para suas ações e também para garantir o desconto em folha das contribuições mensais dos sindicatos.

A ação dos sindicatos que representam os servidores públicos estaduais é uma resposta a Medida Provisória 873, considerada pelo movimento sindical um atentado contra a autonomia dos sindicatos e contra a liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras. A MP 873 impede o desconto em folha da contribuição sindical mensal, mesmo autorizada pelo trabalhador, como já vem acontecendo há décadas. A MP 873 que atinge a organização sindical foi assinada pelo presidente Bolsonaro e pelo ministro da Economia Paulo Guedes na sexta-feira à noite, dia 1º de março, em pleno período carnavalesco.