22 de março é dia de luta contra a reforma da previdência e as privatizações

Escrito por Caroline Santos Ligado .

Em Sergipe, o 22 de março, dia de mobilização nacional contra a reforma da previdência em Sergipe será marcado também pela luta contra as privatizações.

Pela manhã, a partir das 9h, acontece assembleia geral unificada onde serão discutidos encaminhamentos de luta pelo reajuste do piso e os impactos da reforma da previdência na carreira do magistério.

À tarde, o Ato Unificado contra Reforma da Previdência e Privatizações se inicia a partir das 15h em frente à DESO, pois no dia 22 de março se comemora o Dia Mundial da Água e a empresa estatal que é responsável pelo abastecimento da maioria dos municípios sergipanos ainda está sob o risco de privatização.

A Reforma da Previdência é ruim para a classe trabalhadora

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) milhares de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados.

Toda a classe trabalhadora é prejudicada, com particular ênfase nas mulheres, trabalhadores rurais e integrantes do BPC – Benefício de Prestação Continuada.

Para o magistério (onde mais de 80% da categoria é composta por mulheres) a reforma da previdência fará com que as professoras trabalhem 15 anos a mais (de 25 anos de contribuição para 40 anos) para terem acesso a aposentadoria integral.

Sem contar que o modelo de capitalização proposto pelo ministro Paulo Guedes (que é o mesmo implantado no Chile) pode deixar a situação ainda pior.

A reforma imposta em 1981 pelo ditador Augusto Pinochet – com a ajuda de uma patota de economistas formados na Escola de Chicago – acabou com a contribuição do estado e dos patrões, tanto na Previdência quanto na saúde. Cada trabalhador passou a poupar individualmente para a própria velhice, depositando cerca de 10% dos salário em contas administradas por bancos privados.

Trinta e oito anos depois, o fracasso é provado em números. Quando foi apresentada, a capitalização pinochetista prometia um retorno de 70% do salário médio das contribuições. Mas hoje, a primeira leva de aposentados recebe em torno de 35% de sua renda média.

Não às privatizações

A luta contra as privatizações se justifica pela continuidade da política de desmonte das companhias de saneamento e do avanço do projeto de privatização do setor e também dos mananciais de água do país, como já sinalizava o governo golpista de Temer e agora do seu sucessor, Jair Bolsonaro, que tem como bandeira de governo a entrega total das estatais e dos recursos minerais e naturais do país ao capital privado.

“Neste sentido, chamamos os trabalhadores e a sociedade para se somarem, no dia 22 de março, à nossa Caminhada, para juntarmos forças contra mais esse desmonte do patrimônio público e de entrega das nossas riquezas aos grandes grupos econômicos nacionais e estrangeiros, como pretende Bolsonaro. Estaremos, durante o percurso, dialogando com a população sobre a importância da água potável como recurso finito e cada vez mais escasso, e a necessidade de mantê-la como um direito humano inegociável; assim como também vamos cobrar dos governos mais investimentos nas nossas companhias de saneamento, para que elas possam fornecer serviços de qualidade à população e garantir saúde, porque investir em água e saneamento é política pública de saúde”, explicou Sérgio Passos, secretário geral do SINDISAN.

Com informações da CUT Nacional e Sindisan