Belivaldo mantém discurso de crise e provoca pânico nos servidores

Escrito por Caroline Santos Ligado .

Foto: Marco Vieira - ASN

Governador diz na ALESE que enviará medidas duras para “estancar os gastos” com folha de pagamento

A depender do governador Belivaldo Chagas, os servidores públicos estaduais vão passar mais um ano de arrocho. Ao mostrar a situação financeira do Estado na Assembleia Legislativa - ALESE, o chefe do poder executivo deixa claro que a valorização dos servidores públicos não está na prioridade de seu governo.

E como não houve debate, pois, os deputados não tiveram a oportunidade de questionar o governador a partir do que foi apresentado, os servidores e também de aprovados nos últimos concursos (principalmente da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) fizeram com que a saída do governador da ALESE foi sob vaias e gritos de vergonha, vergonha.

Ladainha do Estado Quebrado

Sobre as finanças, o governador não trouxe nada de novo. Voltou a falar que o poder executivo sergipano já está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, que o Estado de Sergipe não tem recursos para cumprir suas obrigações. Reclamou também do “excesso de recursos vinculados” e, mais uma vez, colocou o déficit Previdência como a principal causa da crise financeira do Estado de Sergipe.

“O governador insiste no discurso da crise financeira, mas não aponta nenhum dado novo que explique efetivamente os motivos dela existir, pois os dados disponibilizados pela Secretaria da Fazenda e enviados para o Tribunal de Contas mostram que a arrecadação cresceu (no que diz respeito ao ICMS) e o repasses do Fundo de Participação dos Estados – FPE também houve crescimento”, aponta a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

A dirigente também avalia que ao dizer que a saída para a “crise financeira” é estancar o crescimento das despesas com a folha dos servidores em atividade e aposentados também não é novidade. O magistério está sem o reajuste do piso previsto na Lei Federal 11.738/2008 desde 2015 e os servidores da administração geral não têm sequer a revisão inflacionária desde 2013.

Belivado Chagas encerrou sua fala solicitando o apoio dos deputados para que aprovem projetos de lei que serão encaminhados à casa legislativa com medidas duras para conter a denominada pelo governo, crise financeira.

O cenário é de apreensão, pois o governador não explanou sobre quais seriam essas “medidas duras”.

“Apesar de estar na considerada Casa do Povo, o governador só falou e foi embora, sem permitir o efetivo debate e com isso espalha o pânico entre os servidores efetivos e a indignação naqueles que mesmo aprovados em concurso público ainda não foram chamados”, aponta a presidenta do SINTESE.

Assembleia

Nesse cenário é fundamental que os professores e professoras estejam na assembleia que acontece no dia 22, às 9h no Instituto Histórico e Geográfico para que sejam definidas ações de luta para a garantia do reajuste do piso na carreira.