São Domingos: Sem salário de setembro, professores e professoras fazem vigília na prefeitura

Escrito por Luana Capistrano Ligado . Publicado em Redes Municipais

Mais um mês chega ao fim e mais uma vez professores e professoras da rede municipal de São Domingos são obrigados a vivenciar o terror do atraso de salários. Novamente, o prefeito, Pedro Silva, não cumpre o calendário de pagamento e professores e professoras até o momento não receberam o salário do mês de setembro.


Diante deste cenário absurdo, educadores e educadoras decidiram que a aula nesta quarta-feira, 03, seria uma aula de cidadania, e seguiram para o prédio da prefeitura de São Domingos onde fazem vigília à espera de uma resposta concreta, por parte do prefeito Pedro Silva, sobre quando os salários de setembro serão pagos.

A situação de atraso no pagamento de salários tem sido uma triste realidade na vida dos professores e professoras de São Domingos, desde o início do ano de 2018. Para ter uma ideia da gravidade da situação, os professores e professoras só receberam seus salários em dia nos meses de janeiro e fevereiro, no demais meses o salário foi pago com atraso.

Não satisfeito em pagar atrasado, o prefeito Pedro Silva, ainda se utiliza outra prática cruel: o parcelamento do salário. Ou seja, além da impontualidade no pagamento, os professores e professoras têm que engolir o fatiamento de seus salários.

O tenebroso cenário, vivido pelos professores e professoras de São Domingos, foi alvo moção de repúdio aprovada pelos participantes da XIV Conferência Estadual de Educação, ocorrida entre os dias 12 e 14 de setembro.

Além disso, nos últimos três anos (2016, 2017 e 2018) prefeitura de São Domingos não cumpre com o pagamento do reajuste do piso salarial de professores e professoras. Vale destacar que o reajuste do piso salarial dos professores é previsto por Lei Nacional (11.738/2008), que é clara ao determinar que o piso salarial deve ser reajustado anualmente, sempre no mês de janeiro, para professores e professoras da rede pública de todo o Brasil.

A prefeitura também não está pagando o adicional de 1/3 para professores e professoras que têm o direito após tempo de serviço.

“A situação vivida em São Domingos é muito triste, além de ser negado o direito ao reajuste do piso por três anos consecutivos, os professores ainda vivem com o monstro do atraso de salários. Sabemos que trabalhadores e trabalhadoras dependem de seus salários para sobreviver. Imagine-se na situação de não saber quando vai receber seu salário, e ainda, quando o recebe, ele vem de forma parcelada, isso é um pesadelo para qualquer mãe ou pai de família, que precisa colocar comida a mesa, que tem suas contas para honrar. Salário não é favor. Trabalhamos e temos o direito de receber em dia e de forma integral. O que a prefeitura tem feito é desumano”, pontua a coordenadora da subsede do SINTESE na região Agreste, professora Rita de Cássia.