SINTESE questiona Ipesaúde sobre o aumento exorbitante na contribuição dos servidores de Lagarto e Simão Dias

Escrito por Super User Ligado . Publicado em Redes Municipais

Na manhã desta terça, 23, o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva WhatsApp Image 2019 04 24 at 17.26.40dos Santos, acompanhado da coordenadora da subsede Centro Sul, Lúcia Morais e docentes das cidades de Lagarto e Simão Dias estiveram eu audiência com o diretor presidente do Ipesaúde, Christian Figueiredo.

Na pauta o aumento exorbitante da contribuição dos servidores municipais das duas cidades para o Ipesaúde. “Viemos entender o que motivou aumentos tão fora da realidade dos servidores públicos municipais”, apontou o professor Roberto.

Professores e professoras contam que os aumentos ultrapassaram a casa dos 100% em diversos casos e com isso muitos servidores não renovaram o convênio com o Ipesaúde.

“Até o mês de abril pagava algo em torno de R$800, quando fui imprimir o boleto para pagar no mês de maio levei um susto, o valor para manter o plano está em R$1.800, mais que duplicou e não tenho condições de arcar com isso”, conta o Paulo Oliveira de Santana, professor da rede municipal de Lagarto. 

De acordo com o diretor presidente do Ipesaúde, os aumentos se deram por um reajuste dos valores das tabelas que foram aprovadas em lei específica em 2018 e que não houve contestação por parte das prefeituras.

Para o SINTESE, as administrações municipais deveriam ter dialogado com o conjunto dos servidores sobre essa nova realidade, pois o aumento foi uma surpresa, principalmente, pelos percentuais incidentes. “No caso específico de Simão Dias e Lagarto não há contrapartida dos municípios, são os servidores que pagam toda a cota e em alguns casos às coparticipações. Por isso não compreendemos esse aumento exorbitante. Esperamos que através do diálogo consigamos resolver a questão”, explica Lúcia Morais.

O diretor-presidente do Ipesaúde informou que no próximo mês será enviado projeto de lei para a Assembleia Legislativa no sentido de fazer os pagamentos das mensalidades convênios municipais daqueles que já são beneficiários do Ipesaúde fiquem no patamar dos servidores do Estado. Os novos valores seriam cobrados apenas para aqueles que aderirem ao plano após aprovação da lei.

Encaminhamentos

O SINTESE irá dialogar com o Ministério Público nas comarcas de Simão Dias e Lagarto para intervir a favor dos servidores que já estão no Ipesaúde no sentido de ampliar o prazo de vencimento dos valores cobrados no mês de abril, até que o projeto de lei seja aprovado, para que não haja prejuízo para os servidores. O sindicato também irá marcar audiência com os gestores das duas cidades para dialogar sobre alternativas de contrapartida das prefeituras.