Falta de valorização e diálogo com professores e professoras marcam gestão da prefeitura de Salgado

Escrito por Luana Capistrano Ligado . Publicado em Redes Municipais

A falta de comprometimento e o fechamento do espaço de diálogo tem sido uma característica da MANCHETE SALGADO 13 11 19gestão do prefeito de Salgado, Duilio Siqueira Ribeiro. O prefeito havia se comprometido, que no mês de setembro, receberia professores e professoras em audiência, mas até agora nenhuma data foi marcada. A situação do magistério municipal de Salgado é crítica.

Professores e professoras da rede municipal de Salgado amargam perdas financeiras e de direitos assegurados pelo Estatuto do Magistério. Se junta a isso, a falta de transparência por parte da prefeitura na utilização dos recursos públicos. A administração municipal se recusa a entregar as folhas de pagamento do magistério para que o SINTESE possa fazer estudos como base nas folhas, a fim de buscar soluções para a crise que os professores e professoras têm enfrentado.

O salário dos professores ainda é o de 2013. Embora a prefeitura tenha dado aos professores o reajuste dos anos 2017 e 2018, a Lei que assegura o reajuste anual do piso salarial ao magistério público (Lei Federal 11.738/2008), não foi cumprida em Salgado nos anos de 2014, 2015, 2016 e 2019, com isso professores e professoras amargam perdas salariais imensas.

A prefeitura deve também aos professores e professores as férias de 2018 (1/3 e 1/6) e de 2019 (1/6). Além de não cumprir com o pagamento da gratificação de 1/3 adicional, que todos os professores e professoras têm direito a partir de 20 anos de serviço. Atualmente, mais de 50 professores de Salgado estão com este direito negado.

Sem diálogo

A ideia da audiência de setembro seria justamente para fazer a entrega das folhas de pagamento do magistério. O prefeito, Duilio, havia se comprometido com o SINTESE, no dia 10 de setembro, em sua última audiência com representantes do Sindicato no município, que no dia 25 de setembro receberia novamente o SINTESE, entregaria as folha e traria uma proposta concreta para sanar as dívidas com os professores.

Mas no dia 24 de setembro, o prefeito enviou ofício ao SINTESE desmarcando a audiência. De lá para cá o canal de diálogo se fechou e nenhuma nova audiência foi marcada.

“Com muito custo conseguimos esta audiência com o prefeito no início de setembro. Duilio tem ignorado os professores de Salgado e não se abre ao diálogo. O mais curioso é que durante sua campanha o prefeito prometeu que a educação e professores seriam valorizados, mas não é isso que está ocorrendo. O Cenário que temos hoje em Salgado é o seguinte: Professores e professoras não estão tendo seus direitos respeitados e a educação pública não é priorizada”, coloca o coordenador da subsede do SINTESE, na região Centro Sul, professor Ginaldo dos Santos