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Greve dos caminhoneiros: é preciso ir além da diminuição do preço do diesel

Escrito por Direção Executiva do SINTESE Ligado . Publicado em Rede Estadual

Desde a última segunda, 21, que o Brasil vive uma greve de caminhoneiros. A principal pauta é a redução do preço do diesel, que a exemplo da gasolina e do gás, teve aumentos sucessivos e abusivos, corroendo o poder de compras da população.

O que acontece com o preço dos combustíveis é fruto da política golpista do governo ilegítimo de Temer de mudar a política de preços da Petrobrás. A Petrobrás hoje apesar de ter a maior parte das suas ações nas mãos do governo, passou a favorecer os acionistas e não o povo. O preço dos combustíveis hoje segue uma lógica de mercado, ou seja, seu objetivo principal é dar lucro e não fomentar o desenvolvimento do país.

Esse aumento exorbitante dos preços dos combustíveis tem origem na mudança da política da Petrobrás que reduzir a produção de refino de petróleo para exportar petróleo bruto e importar o combustível refinado. Essa política interessa apenas as petrolíferas estrangeiras e prejudica o conjunto da população brasileira.

E por atravancar o desenvolvimento do país que caminhoneiros decidiram paralisar suas atividades. E num país que escoa sua riqueza através das rodovias, uma paralisação como esta desestabiliza não só a vida cotidiana, mas também é mais um ponto na crise política e institucional em que vive o Brasil.

A pauta apresenta pela categoria é complexa, mas acaba não representando os anseios da classe trabalhadora. Ao colocar apenas a redução do preço do diesel e também a redução de impostos (PIS/PASEP, COFINS) acabará colocando a conta da política privatista do governo ilegítimo de Temer nas costas de toda a classe trabalhadora.

Atentos a esse novo cenário os petroleiros, que já vem denunciando a política entreguista de Temer, estão construindo uma greve por tempo indeterminado. Na pauta, além da manutenção dos empregos, a retomada da produção interna de combustíveis, fim das importações da gasolina e outros derivados, contra as privatizações e, principalmente, contra o desmonte do Sistema Petrobrás.

Para o SINTESE a luta dos caminhoneiros é válida, mas é necessário ir além da reivindicação em baixar o preço do diesel, para que o que pode parecer um ganho hoje não prejudique ainda mais a classe trabalhadora amanhã.

Inclusive estamos atentos ao chamamento da Federação Única dos Petroleiros que aponta para mobilizações nos próximos dias.

Intervenção militar não

O clima de instabilidade no país tem sido, inclusive, terreno fértil para que algumas forças conservadoras espalhem de que a situação do Brasil só será resolvida com intervenção militar. Temos que combater essa ideia. Não será com intervenção militar e, consequentemente, uma ditadura que os problemas do país serão resolvidos. O que precisamos é de mais democracia, mais ação popular. O povo brasileiro deve conduzir seus caminhos. O que o Brasil precisa é sair dessa política de entreguismo e privatização.

Suspensão das atividades no SINTESE

Em virtude do cenário de desabastecimento no Estado com consequente suspensão das aulas da rede estadual e a instabilidade o transporte público, o SINTESE estende a decisão de suspender o atendimento em sua sede central nesta segunda-feira, dia 28