Professores da rede estadual continuam paralisação

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Rede Estadual

A programação para o terceiro dia de paralisação inclui nova vigília no parlamento e a partir das 15h nova assembléia no Instituto Histórico e Geográfico para avaliar o movimento. Os educadores da rede estadual decidiram na assembléia geral na manhã desta segunda-feira, que continuam paralisados. À tarde eles fizeram vigília na Assembléia Legislativa. A programação para o terceiro dia de paralisação inclui nova vigília no parlamento e a partir das 15h nova assembléia no Instituto Histórico e Geográfico para avaliar o movimento.

Um dos motivos para a continuidade da paralisação é a reunião da Mesa Permanente de Negociação que acontece às 17h na sede da Secretaria da Fazenda. Segundo presidente do SINTESE, Joel Almeida, os professores esperam um indicativo positivo da mesa. O que foi discutir hoje será avaliado amanhã pelos professores. Ele disse também que há uma possibilidade de se começar a construir uma greve por tempo indeterminado.

Outro ponto definido na assembléia foi o repúdio aos novos diários de classe apresentados pela Secretaria de Estado da Educação. O diário é um grande livro com mais de 300 páginas. A novidade é que será único, ou seja, todos os professores vão colocar as notas no mesmo diário. Há um espaço onde o Comitê Pedagógico da escola e os diretores poderão fazer comentários sobre o professor, ou seja, eles serão monitorados, o pode gerar um inquérito administrativo e futuras perseguições. Para completar ainda há uma ficha de turma, onde o professor também será avaliado pelas respostas que der sobre sua turma. Os professores avaliaram que o novo modelo constrange e tem com princípio exercer um controle ainda maior nos educadores, retirando sua autonomia. Os educadores decidiram que farão um ato de desagravo em frente a sede da Inspeção Escolar, com data a horário a ser definidos.

Ato público

No primeiro dia de paralisação os educadores realizam ato público no Calçadão da João Pessoa. Os professores fizeram panfletagem e dialogaram com as pessoas que transitavam pelo centro comercial. Para interagir ainda mais com o público o SINTESE apresentou uma encenação onde os personagens Bel Quebra-Barraco, Mortência, Chuquinha e o Bobo da corte mostraram como é “implementada” a política educacional da rede estadual. O ato contou também com a participação dos agentes de trânsito, guardar municipais e agentes penitenciários que estão em greve.

Falta de comando

O estopim para a decisão de paralisar as atividades aconteceu depois que o sindicato apresentou aos professores o resultado da audiência com o secretário de Educação, José Fernandes Lima. Na avaliação da comissão de negociação do SINTESE a audiência não foi produtiva, pois o secretário José Fernandes Lima, não deu encaminhamentos concretos para os pontos da pauta de reivindicação que não foram cumpridos ano passado (PROID, gratificação por interiorização e gestão democrática) e também não sinalizou positivamente para nenhum dos pontos da campanha salarial 2008. Na avaliação do sindicato foi como se as reivindicações da categoria não tivessem sido analisadas pela SEED, não há retorno concreto de encaminhamento para nenhum dos pontos da pauta de reivindicação dos professores.

Na audiência ficou clara a inoperância do secretário em comandar a secretaria. Qualquer negociação a ser feita com o sindicato depende da anuência do secretário da Fazenda, Nilson Lima e dos assessores. “Ficou claro para nós que as pessoas que dão as cartas na SEED são a secretária adjunta, Hortência Barreto, a diretora de Educação, Izabel Ladeira e o assessor Juquinha, o secretário não tem autonomia e segurança para responder a nenhum dos nossos questionamentos”, disse o professor Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do sindicato.