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Medalha Manoel Bomfim homenageia professor símbolo da resistência à violência na escola

Escrito por Mandato Dep. Est Ana Lúcia Ligado . Publicado em Sociedade


Na próxima segunda-feira, 16, a Assembleia Legislativa de Sergipe, por meio da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, homenageia com a outorga da Medalha Manoel Bomfim, o educador Carlos Christian Almeida Gomes, professor da rede estadual que se tornou símbolo de resistência à violência na escola após ter sobrevivido a tiros recebidos durante seu exercício profissional. A homenagem acontece às 17h no plenário da ALESE.

Concedida pela Assembleia Legislativa de Sergipe anualmente na semana que engloba o Dia dos Professores, a honraria foi instituída pela Resolução 26/2010, de autoria da deputada estadual Ana Lúcia.

“O objetivo é homenagear professores sergipanos que prestaram relevantes serviços ao nosso Estado e que mudaram suas próprias vidas e a vida de estudantes e outros professores para defender uma política de educação de qualidade social”, explica a autora da resolução que permitiu a entrega da homenagem, deputada estadual Ana Lúcia.

A homenagem a Carlos Christian foi motivada pela sua resiliência e força diante do ato de extrema violência ao qual foi submetido, quando foi alvejado com quatro tiros por um estudante dentro da escola Olga Barreto, no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, unidade de ensino em que Christian ensinava, em agosto de 2014.

“De vítima, Carlos Cristian tornou-se um símbolo de força, coragem e resistência ante a violência que tem tomado as escolas da rede pública, como reflexo da própria sociedade autoritária e excludente em que estamos inseridos”, destacou Ana Lúcia.

Manoel Bomfim
Médico, sociólogo, professor, historiador e pesquisador da área da pedagogia, da psicologia, e da biologia, o patrono da Medalha, Manoel Bomfim, contribuiu profundamente com as teorias educacionais e é considerado um dos maiores sociólogos da América Latina.

Em sua vasta obra, ele analisa profundamente as origens das desigualdades sociais na América Latina e defende que, para superar a condição de subdesenvolvimento do continente, é preciso fazer uma verdadeira revolução educacional.