Professores dão 4,6 ao governo Déda na Educação

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Rede Estadual

provafinal09

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NOTA DO GOVERNO DÉDA
NOTA DOS PREFEITOS

Os 4,6 dados pelos professores à gestão de Marcelo Déda em seu terceiro ano de gestão ainda não permitiram que ele “passasse de ano” com relação a forma como seu governo encara a Educação. Mesmo a nota sendo maior que a dos anos anteriores (3,4 em 2007 e 3,6 em 2008) a média ainda está abaixo de cinco.

Nas redes municipais, a maior nota foi dada pelos professores de Carmópolis a gestão da prefeita Esmeralda Cruz, com 7,4. A menor nota foi para o prefeito de Itabi, Rubem Feitosa Melo, com 0,3.

Na avaliação do sindicato a média baixa do governo estadual se deve a vários fatores. A não implantação da Gestão Democrática é um dos fatores que mais influenciaram no voto dos professores, a própria construção do processo de implementação do piso salarial, que foi muito tenso, também contribuiu. A falta de reforma das escolas foi outro ponto que pesou desfavoravelmente na votação.

“Apesar da dificuldade para a implantação o fato do piso salarial já estar em vigor na rede estadual foi predominante para o aumento da nota para o governo estadual, mas a gestão da Secretaria da Educação ainda está muito longe de proporcionar uma educação pública de qualidade”, disse Joel Almeida, presidente do SINTESE.

Panetone

A irreverência também teve parte no ato público de final de ano do sindicato.

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Um enorme painel com a foto do governador do Distrito Federal, José Arruda, envolvido no escândalo de corrupção, estava disponível no ato para que as pessoas pudessem acertá-lo. Quem acertasse ganhava um panetone de presente. “Nos atos públicos o SINTESE sempre procura ter um espaço para interação com o público, sempre ligado algum fato político. Ano passado tivemos as sapatadas no Bush e agora o panetone de Arruda”, disse o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva.

Redes municipais

A maioria das gestões municipais teve notas abaixo de 5,0 e a implantação do piso salarial foi fator preponderante na decisão dos educadores em reprovar os prefeitos. Dos 74 municípios, 31 ainda não implementaram o piso, sendo que em oito as negociações já foram encerradas, mas ainda falta a aprovação da lei.

Em 23 municípios a negociação não foi fechada e isso refletiu e muito nas notas dadas pelos educadores. Em 17 municípios as notas ficaram abaixo de 2,0. Somente 10 administrações municipais tiveram notas maiores que 5,0.

Os professores também responderam de forma negativa àqueles que implantaram o piso, mas retiraram direitos, a exemplo de Estância. A administração de Ivan Leite teve nota 2,1. “O prefeito acabou com a carreira do professor, foi totalmente de encontro a princípio da lei que é de valorizar o educador”, disse a professora Markilina Santos.

Os professores de Areia Branca estão muito insatisfeitos com a administração do prefeito Andelino Santos. “O prefeito só faz promessas, mas não faz a parte dele para implantar o piso salarial. A lei deve ser cumprida. A nota refletiu a insatisfação e a indignação dos professores com o prefeito”, disse Maria Aparecida do Vale, professora da rede municipal de Areia Branca.