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O Brasil está totalmente descolado do debate econômico internacional

Escrito por Caroline Santos Ligado . Publicado em XVI Congresso

“O golpe no Brasil não foi feito por armas, mas sim por togas. E esse governo tem uma sanha anti-trabalhador e anti-nacionalista jamais vista na história do Brasil” Guilherme Santos MEllo“O golpe no Brasil não foi feito por armas, mas sim por togas. E esse governo tem uma sanha anti-trabalhador e anti-nacionalista jamais vista na história do Brasil” Guilherme Santos MEllo

Enquanto economistas do mundo já fazem o debate da necessidade de mais investimentos do Estado na economia e do fortalecimento do patrimônio nacional, no Brasil o governo Temer faz o contrário, entrega o patrimônio e se desresponsabiliza pelo desenvolvimento do país.

Essa foi uma das falas de Guilherme Santos de Mello, professor da Unicamp que abriu os trabalhos do XVI Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação iniciado na última quarta, dia 08, no Iate Clube de Aracaju falando sobre “A conjuntura internacional e brasileira frete as políticas econômicas que promovem cortes dos direitos sociais e trabalhistas”.

Ele fez um retrospecto histórico das crises econômicas e políticas, mostrando que cada uma delas traz fatos recorrentes (crise externa e dependência, dilemas do subdesenvolvimento, financiamento do estado, mídia liberal-conservadora, influência externa) e “uma novidade para o debate político”. Dessa vez as novidades que a crise econômica trouxe para o debate política no Brasil foram: golpe sem revolução, viés fortemente anti-estatal e anti-social, judiciário assumindo papel central, descolamento do debate econômico mundial e velocidade do desmonte dos instrumentos públicos. ““O golpe no Brasil não foi feito por armas, mas sim por togas. E esse governo tem uma sanha anti-trabalhador e anti-nacionalista jamais vista na história do Brasil”, disse Guilherme.

E mostrou em dados que esta, devido a conjuntura internacional, é a pior crise econômica da história do Brasil e ela é tão aguda devido as opções político econômicas do governo golpista, principalmente no que tange a Emenda Constitucional 95 (PEC 55). Caso ela não seja revogada o que acontecerá é a implosão total do estado brasileiro.

Guilherme também colocou que no Brasil as crises econômicas e políticas costumam vir acompanhadas de interdições do debate. E na crise atual é preciso desinterditar o debate sobre o Estado. “É preciso que a classe trabalhadora tome para si o debate de qual papel o Estado deve exercer no sentido de desenvolver o país. Pois temos um trunfo. A população brasileira é contra esse projeto”, finalizou.