Tsipras renuncia e convoca eleições antecipadas na Grécia

Escrito por Opera Mundi Ligado . Publicado em Mundo

TELESUR / TT

"Fizemos o que pudemos", disse Tsipras ao anunciar a renúncia

São Paulo – O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou hoje (20) que vai renunciar e propôs à nação eleições antecipadas.

A imprensa local fala na possível data de 20 de setembro para o pleito. Apesar da renúncia, Tsipras só sairá do cargo quando for formado um bloco para o novo governo.

"Eu apresentarei minha renúncia, bem como a renúncia do meu governo ao presidente da República", declarou o premiê em discurso ao vivo na televisão grega.

"Mas eu me sinto na obrigação de submeter meu balanço ao seu julgamento. Vou perguntar ao povo grego. Vocês vão decidir quem vai dirigir o povo grego no futuro", acrescentou à população.

"Nós estamos hoje em uma situação sem precedentes. Nós não conseguimos obter o acordo que nós esperávamos, mas foi o melhor acordo. Em momentos difíceis, nós devemos nos ater e conquistar o que mais importa: nosso país e nossa democracia. Obrigado, Grécia", disse. 

A decisão vem poucas horas após o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) dar sinal verde ao desembolso inicial de € 23 bilhões a Atenas, possibilitando o governo grego a pagar uma dívida no valor de € 3,4 bilhões ao Banco Central Europeu (BCE).

Segundo analistas internacionais consultados pela Ansa, mesmo com a convocação, Tsipras pode se lançar candidato novamente e ganhar novo fôlego para governar a Grécia. Porém, não se sabe como outros parlamentares do Syriza vão reagir em meio ao racha dentro do partido.

Com o anúncio do premiê, esta será a segunda eleição do ano para os gregos. Em 25 de janeiro, o Syriza venceu a disputa com 36% dos votos. Como a legenda ficou a apenas duas cadeiras da maioria absoluta no parlamento (149 dos 300 assentos), ela se aliou aos Gregos Independentes, legenda da direita nacionalista, para conseguir formar uma coalizão antiausteridade.

Na ocasião, Alexis Tsipras chegou a declarar que a troika (BCE, FMI e Comissão Europeia) e austeridade eram “coisas do passado” na Grécia, prometendo renegociar a dívida pública de € 321 bilhões com a troika, além de encerrar com as privatizações.

Morre o escritor Eduardo Galeano

Escrito por Página 12 Ligado . Publicado em Mundo

Montagem CUT

Página 12

O escritor e jornalista uruguaio, autor de livros emblemáticos como “As veias abertas da América Latina”, “Memória do Fogo” e “O Livro dos Abraços”, faleceu nesta segunda-feira, 13 de abril, em Montevidéu, aos 74 anos. O juri que lhe entregou o doutorado honoris causa da Universidade de Havana, em 2001, o definiu como “um recuperador da memória real e coletiva sul-americana e um cronista do seu tempo”.

Eduardo Germán Hughes Galeano nasceu em Montevidéu, no dia 3 de setembro de 1940. Era filho de Eduardo Hughes Roosen e de Lucía Ester Galeano Muñoz, de quem tomou o sobrenome para assinar como escritor e jornalista. Quando era um adolescente, começou a publicar caricaturas no El Sol, um pasquim socialista do Uruguai, com o pseudônimo de Gius. Apesar de ser oriundo de uma família de classe alta, ele trabalhou como operário numa fábrica de inseticidas e pintor de cartazes, entre outros ofícios.

Seus primeiros passos no jornalismo foram no início dos Anos 60, como editor do semanário Marcha e do diário Época. Depois do golpe de Estado em seu país, no dia 27 de junho de 1973, foi preso, mas libertado posteriormente, e então se instalou na Argentina. Em Buenos Aires, foi diretor da revista cultural e política Crisis, fundada por Federico Vogelius (1919-1986): “aquele foi um grande exercício de fé na palavra humana, solidária e criadora (….) por acreditar na palavra, nessa palavra, Crisis escolheu o silêncio. Quando a ditadura militar a proibiu de dizer o que ela tinha que dizer, se negou a seguir falando”, disse anos depois sobre o fechamento da publicação, que aconteceu em agosto de 1976.

A ditadura argentina, presidida por Jorge Rafael Videla, colocou seu nome numa lista negra de condenados políticos, o que o obrigou a se exilar na Espanha. Ali, ele escreve a trilogia Memória do Fogo (Os Nascimentos, 1982; As Caras E As Máscaras, 1984 e O Século Do Vento, 1986) onde revisita a história do continente latino-americano.

Cronista do seu tempo, a visão de uma América Latina unida foi refletida em sua narrativa, através de obras como Los Días Siguientes (1963) (não tem título em português), Vagamundo (1973), O Livro dos Abraços (1989), Patas Arriba: La Escuela del Mundo al Revés (1998) (não tem título em português).

Em 1985, regressou a Montevidéu, quando Julio María Sanguinetti assumiu a presidência do país através de eleições democráticas. De volta ao seu país natal, juntou-se com Mario Benedetti, Hugo Alfaro e outros escritores e jornalistas para fundar o semanário Brecha. Posteriormente, criou sua própria editora: El Chanchito. Ademais, integrou a Comissão Nacional Pró Referendo (entre 1987 e 1989), constituída para derrubar a Lei de Anistia, promulgada em dezembro de 1986, para impedir o julgamento de crimes cometidos durante a ditadura militar em seu país (1973-1985).

A obra de Eduardo Galeano recebeu galardões em diversas partes do mundo, como o Prêmio Casa das Américas, em 1975 e 1978, o Prêmio do Ministério da Cultura do Uruguai em 1982, 1984 e 1986, o American Book Award de 1989, o Prêmio Stig Dagerman de 2010 e o Prêmio Alba das Letras, em 2013.

Quando recebeu o doutorado Honoris Causa da Universidade de Havana, em 2001, o escritor disse: “Eu amei esta ilha da única maneira que é, digna de fé, com suas luzes e sombras”, enquanto o juri definiu o escritor e jornalista com a certeza de se tratar de “um recuperador da memória real e coletiva sul-americana e um cronista do seu tempo”.

Em 2004, escreveu uma “Carta ao Senhor Futuro”, que sintetiza seus anseios. “Estamos ficando sem mundo. Os violentos chutam ele como se fosse uma bola. Jogam com ele, esses senhores da guerra, como se ele fosse uma granada de mão; e os mais vorazes o espremem como um limão. Nesse passo, temo que, mais cedo que tarde, o mundo poderia não ser mais que uma pedra morta girando no espaço, sem terra, sem água, sem ar e sem alma”, advertiu o escritor nessa carta. “Disso se trata, senhor Futuro. Eu lhe peço, nós lhe pedimos, que não se deixe desalojar. Para estarmos, para sermos, necessitamos que o senhor siga estando, que o senhor siga sendo, que nos ajude a defender sua casa, que é a casa do tempo”.

Moção de solidariedade ao povo palestino

Escrito por CNTE Ligado . Publicado em Mundo



A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica pública no Brasil, vem manifestar seu irrestrito apoio ao Povo Palestino, repudiando veementemente os ataques israelenses realizados nos últimos dias com a justificativa, sem provas, do assassinato de três jovens colonos, filhos de famílias que ocupam terras palestinas.

Para a CNTE, é uma lástima a morte dos jovens, porém não é justificável a punição coletiva aos palestinos, mediante o lançamento de bombas, destruindo cidades e casas, e o uso de armas químicas que ferem e matam aleatoriamente civis, inclusive crianças e adolescentes.

Ao tempo que lastimamos e condenamos as mortes dos jovens israelenses, também o fazemos com o genocídio de mais de 1.500 crianças e adolescentes palestinos, entre os anos 2000 e 2013, provocado pelas ações militares e de “segurança” de Israel. Destacamos que nem ao menos se trata de uma guerra – o que também sempre é condenável -, pois o povo palestino, além de não ter território garantido para mais de 700 mil pessoas, não possui armas, aviões, exército. Trata-se, evidentemente de um genocídio gerado pela ganância, por interesses políticos descabidos, pela xenofobia e pela violência intercomunitária.

Nada justifica a agressão do governo de Israel, cujo pano de fundo verdadeiro é a tentativa de destruir a unidade das forças políticas palestinas, anunciada pelo acordo entre a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e o Hamas, que resultou na formação de um novo governo de unidade nacional, o que fortaleceria a luta histórica do Povo Palestino.

Expressamos toda a nossa solidariedade para com a nação palestina e conclamamos a comunidade internacional para frear a agressão israelense que ameaça a segurança e a paz na região. Especialmente o Conselho de Segurança da ONU, que até então mantem injustificável silêncio sobre o massacre, precisa se manifestar, intervindo imediatamente para cessar os crimes em curso contra o povo palestino.

Brasília, 10 de julho de 2014.

Roberto Franklin de Leão
Presidente 
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE

Agências de espionagens utilizam aplicativos para rastreamento de suspeitos

Escrito por Rodrigo Giordano - Carta Maior Ligado . Publicado em Mundo

Ao executar o aplicativo Angry Birds - baixado por mais de 1 bilhão de pessoas em todo mundo - qualquer um pode ter seus dados (localização, idade, sexo) acessados pela NSA (National Security Agency) e seu homólogo britânico, a GCHQ (Government Communications Headquarters).


É o que apontam documentos confidenciais entregues aos jornais The Guardian, The New York Times e ao site ProPublica, pelo delator e ex-funcionário da NSA, Edward Snowden. As agências têm trabalhado juntas desde 2007 na coleta de cada vez mais dados de suspeitos de terrorismo e outros alvos, e nos últimos anos os smartphones têm sido cada vez mais utilizados na tarefa.

As agências tiram vantagem do que chamam de "leaky apps", aplicativos que transmitem informações de volta para seu criador, havendo nessa passagem uma tecnologia de rastreamento colocada por empresas de propaganda. Um relatório secreto mostrou que apenas atualizando seu Android (sistema operacional para dispositivos móveis), um usuário envia mais de 500 linhas de dados sobre a história e uso do telefone. Tais informações ajudam as agências de propaganda a traçarem perfis detalhados de usuários baseado na forma como usam o aparelho e quais sites e aplicativos utilizam. As agências de espionagem, então, recolhem essas informações, explorando-as e comparando com as que já possuem.

Os espiões possuem interesse particular no Google Maps, pela facilidade com que permite descobrir a localização de um alvo. Postagens nas versões mobile de redes como Facebook, Twitter e Flickr, permitem saber que lugares o usuário andou visitando. Mas o alcance de informações vai ainda mais longe. Um documento secreto da Inteligência Britânica mostra que é possível coletar dados como orientação sexual e ideologia política de um usuário através de determinados aplicativos e funções de um smartphone.

Já era sabido que as agências buscavam rastrear alvos através de cookies gerados por buscas no google ou qualquer outro site do tipo. No entanto, as informações transmitidas pelos aplicativos oferecem muito mais dados. Os documentos não especificam quanto de informação é coletada por dia ou quantos usuários são afetados, mas deixam claro que a quantidade de dados é bem vasta.

A NSA já gastou mais de 1 bilhão de dólares em seus esforços de vigilância através de celulares para encontrar alvos. O aparelho é substancialmente usado por suspeitos de terrorismo no planejamento de atividades. A agência afirma que já evitou ataques e prendeu suspeitos graças ao serviço.

O foco nos aplicativos, porém, mostra como ferramentas de lazer, usadas no dia a dia e aparentemente inofensivas, podem se tornar instrumentos de espionagem. A NSA, respondendo questões sobre o programa, afirmou que não busca perfis de americanos comuns, mas que isso pode ocorrer acidentalmente. A agência fez questão de ressaltar que existem leis de proteção para tais casos e que eles se estendem a "cidadãos estrangeiros inocentes". Já a GCHQ recusou comentar sobre qualquer programa específico, mas disse que todas suas atividades estão de acordo com as leis britânicas. Companhias citadas nos documentos, como o Google, disseram desconhecer o programa.

Apesar de recentemente anunciar novas restrições, a fim de proteger a privacidade de americanos e estrangeiros comuns, as quais incluem a limitação do uso de dados através de celulares, o presidente Barack Obama não citou o uso de aplicativos e funções de smartphones.

*com informações de Guardian, The New York Times e ProPublica

 

A evolução contínua da Al-Qaeda 3.0

Escrito por Bruce Riedel - Al Monitor Ligado . Publicado em Mundo

Reproduzido do site Carta Maior

 

As organizações ligadas a Al-Qaeda e suas ideias estão prosperando em todo o mundo árabe como nunca antes, devido ao fracasso da Primavera Árabe.

Há menos de três anos, a Al-Qaeda, a organização e sua ideologia, estava na defensiva, em retirada. Osama bin Laden, o seu carismático fundador e líder, havia sido morto na cidade paquistanesa de Abbottabad. Muitos de seus homens mais próximos, incluindo o paquistanês Ilyas Kashmiri e o iemenita-americano Anwar al- Awlaki, tinham sido caçados e mortos por drones . A narrativa da Al- Qaeda segundo a qual só a Jihad violenta e o terror podem trazer a mudança para o mundo muçulmano ficou em baixa quando ditadores foram derrubados na Tunísia e no Egito por protestos relativamente pacíficos. A Irmandade Muçulmana, velha adversário da Al-Qaeda , parecia pronta para dominar a política árabe e demonstrar que a verdadeira mudança era possível sem terror.

Awlaki previu o retorno da Al-Qaeda. Escrevendo em seu diário em língua inglesa Inspire, Awlaki descreveu o despertar árabe como um "tsunami" de mudanças que inevitavelmente beneficiaria a Al-Qaeda. Ele disse que as esperanças de reformistas e democratas seriam quebradas por setores reacionários contrarrevolucionários e que o colapso da lei e da ordem beneficiaria a Jihad global.

No início de 2014, o quadro é muito diferente de 2011. A ascensão de filiais da Al-Qaeda tem sido mais dramática no chamado Crescente Fértil, de Beirute a Bagdá. A Al- Qaeda no Iraque, erroneamente proclamada como derrotada, reviveu com o Estado Islâmico do Iraque e a Al-Sham (ISIS) e está mais mortal do que nunca. Hoje, está lutando novamente para assumir o controle da província de Anbar. Houve também o nascimento de uma “franquia” síria, Jabhat al-Nusra, que agora participa também da disputa pelo poder na Síria. Juntos, ISIS e Jabhat al-Nusra estão tentando destruir  centenárias fronteiras da região, traçadas por Londres e Paris, após a Primeira Guerra Mundial. Milhares de jihadistas de todo o mundo muçulmano, muitos deles da Europa, reuniram-se na Síria para se juntar à luta contra o regime de Bashar al-Assad. A violência sectária entre sunitas e xiitas está se multiplicando, alimentando o fogo que a Al- Qaeda há muito cultiva.

Filial da Al-Qaeda no Líbano, as Brigadas Abdullah Azzam estão tentando importar a guerra civil síria para o país. Batizadas com o nome do militante palestino e ex-parceiro de Bin Laden no Afeganistão na década de 1980, as brigadas assumiram a autoria do ataque à embaixada iraniana em Beirute, em novembro do ano passado, e desde então têm sido associadas a outras explosões de carros-bomba. A recente prisão no Líbano de seu líder, Majid bin Mohammad al- Majid, um saudita, não é suficiente para acabar com as ações do grupo. Claro, a Al-Qaeda está recebendo enorme apoio no Líbano em função do apoio explícito do Hezbollah ao regime de Assad em Damasco e de seus próprios carros-bomba acionados em Beirute.

O pós-Primavera árabe da Al-Qaeda no ano passado, que eu apelidei de Al-Qaeda 3.0, teve seus contratempos. Há cerca de um ano, a intervenção francesa no Mali rompeu o maior santuário da Al-Qaeda. Os combatentes fugiram para novos santuários na Líbia e em Níger, e agora várias filiais da Al-Qaeda e movimentos solidários estão prosperando no deserto da Líbia sem lei. Filiaias da Al-Qaeda no Iêmen ainda são perigosas, atacando regularmente militares e policiais em todo o país. A organização também mantém células adormecidas na Arábia Saudita e recruta dissidentes sauditas para aprender a lutar a jihad na Síria.

As perspectivas mais promissoras da Al-Qaeda estão provavelmente no Egito. O golpe que restaurou uma ditadura militar no país mais populoso do mundo árabe validou a ideologia e a narrativa da Al-Qaeda aos olhos de jihadistas em toda parte. O exército egípcio está conduzindo os extremistas da Irmandade Muçulmana diretamente para as portas da Al-Qaeda. Desde o golpe de julho de 2013, houve 260 ataques terroristas somente na Península do Sinai, além de outros em diversas cidades do Vale do Nilo, praticamente todos os dias. O maior grupo terrorista do país, Ansar al-Bayt Maqdisi, ou Ansar Jerusalém, não faz segredo de seu apoio a Ayman al-Zawahri , o sucessor egípcio de Bin Laden.

O ano de 2014 verá provavelmente um aumento da violência jihadista em todo o Egito. Altas patentes militares se tornarão alvos de assassinato, assim como diplomatas da Arábia Saudita e de outros países do Golfo que estão financiando o governo militar. Embaixadas e instituições ocidentais também serão alvo. A indústria do turismo, vital para a economia do Egito, permanecerá em crise.

Esses avanços no Egito, Iraque , Líbano e Síria colocaram a Al-Qaeda e seus afiliados numa posição de força em relação a Israel como nunca tiveram. Não é por acaso que o líder da Jabhat al-Nusra escolheu o nome de guerra Mohammad al-Golani. Ele quer lembrar os sírios de sua província e de seu inimigo último. A escolha de nomes de Ansar Bayt al-Maqdisi também faz questão de  lembrar Jerusalém como a meta final de jihadistas em todos os lugares. Israel continua a ser um alvo difícil para a Al -Qaeda, mas as suas ambições são abundantemente claras.

A Al- Qaeda 3.0 é mais dispersa e descentralizada do que seus antecessores. Seus líderes, como Golani e Muhammad al- Baghdadi, são figuras mais secretas e evasivas do que Bin Laden, Zawahiri e Abu Musab Zarqawi , o jordaniano que fundou a Al-Qaeda no Iraque. Eles mantiveram suas identidades em segredo melhor do que Awlaki ou Kashmiri, obviamente, para evitar a morte. Só em 25 de dezembro do ano passado que o mundo viu uma fotografia de Golani, ou pelo menos alguém que a inteligência iraquiana diz ser Golani.

Nos sombrios campos de refugiados de sírios no exílio na Jordânia e na Turquia, nos terrenos baldios das favelas do Cairo e de Alexandria e por toda a Arábia, a chamada Primavera Árabe produziu apenas frustração, humilhação e desespero, um quadro bem distante das esperanças levantadas há três anos. O despertar árabe não acabou, e seu resultado final está longe de ser claro, mas hoje a previsão mais segura é que a quarta geração da Al-Qaeda já está se formando nos campos de refugiados e favelas em todo o Oriente Médio.

(*) Artigo publicado originalmente em Al Monitor

(**) Tradução: Marco Aurélio Weissheimer