Brasil quer apoiar Cuba na ampliação do atendimento à saúde e no desenvolvimento agrícola

Escrito por Renata Giraldi - Agência Brasil Ligado . Publicado em Mundo


Paralelamente, as autoridades brasileiras e cubanas querem incentivar o turismo. Por isso, um dos acordos negociados visa ao estímulo à competitividade entre as empresas aéreas, apresentando opções de preços e qualidade nos serviços.

Na saúde, as parcerias definem apoio para o fortalecimento da  Rede Cubana de Bancos de Leite Humano. O objetivo é por em prática ações que intensifiquem as pesquisas relativas ao combate e tratamento do câncer e ampliem os estudos e o monitoramento do controle da qualidade de medicamentos em Cuba e no Brasil.

O governo brasileiro se dispõe ainda a apoiar em Cuba a qualificação da prestação de serviços odontológicos. Também está sendo negociado adotar um modelo de pesquisas para estudos relativos a dados  geológicos e recursos minerais. Há ainda propostas para capacitar técnicos da Empresa de Serviços Tecnológicos de Cuba na área de metrologia.

Em fase de aperfeiçoamento e estímulo à produção agrícola, Cuba quer aproveitar o conhecimento dos cientistas brasileiros para capacitar especialistas em novos processos tecnológicos desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no que se refere ao combate às pragas que atingem várias culturas, principalmente a soja e o pimentão.

Também deve ser assinado um acordo sobre serviços aéreos cubanos para estimular a competitividade entre as empresas, oferecendo mais opções aos consumidores. A idéia é permitir que esses serviços sejam oferecidos com bons preços e garantir, ao mesmo tempo, segurança operacional e aviação de alto nível.

Cuba é o único país socialista das Américas. Com o fim da União Soviética, o país passou a sofrer de forma mais intensa os efeitos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. Porém, vários países da região mantêm relações econômicas intensas com os cubanos, como é o caso do Brasil. Só no ano passado, o comércio entre o Brasil e Cuba envolveu US$ 642 milhões.

Nos últimos dois anos, o governo Castro estimula a abertura econômica, adotando medidas que visam à autonomia dos cidadãos. Há ainda várias restrições a essas ações, mas o governo promete intensificá-las.

Edição: Graça Adjuto

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff deve assinar hoje (31) em Havana, capital cubana, vários acordos bilaterais para a ampliação de parcerias. A proposta é incrementar projetos científicos e tecnológicos nas áreas de saúde, agricultura, ciências e do setor aéreo. No que depender do governo brasileiro, os cubanos terão apoio para avançar na produção agrícola e expandir a rede pública de atendimento à saúde.

Desemprego atinge mais de um milhão de jovens na Inglaterra

Escrito por Marcelo Justo - Carta Maior Ligado . Publicado em Mundo

A crise econômica está golpeando com força os jovens. No Reino Unido, o desemprego juvenil superou a barreira do milhão de pessoas e ninguém parece ter esperança de que as coisas melhorem neste 2012. Uns porque nunca tiveram expectativa de outra coisa, outros porque as portas abertas estão fechando e não há maneira de abri-las: este ano a matrícula universitária custará uns 16 mil dólares e a ajuda estudantil secundária desapareceu. O artigo é de Marcelo Justo.

“Eu tive 20 anos e não permitirei que digam que é a idade mais linda da vida”. A famosa frase de Paul Nizan tem mais peso do que nunca na Europa atual e não por razões existenciais.

A crise econômica está golpeando com particular força os jovens. No Reino Unido, o desemprego juvenil superou a barreira psicológica do milhão de pessoas e ninguém parece ter esperança de que as coisas melhorem neste 2012. Uns porque nunca tiveram expectativa de outra coisa, outros porque as portas abertas estão fechando e não há maneira de abri-las: este ano a matrícula universitária custará uns 16 mil dólares e a ajuda estudantil secundária desapareceu. Neste cenário, não surpreende que os estudantes estejam engrossando as filas da prostituição para financiar uma carreira que melhore, sem oferecer garantias, sua perspectiva de trabalho.

Em uma tentativa de capturar e transmitir a gravidade da crise, a ONG Barbados, que defende os direitos dos menores, chamou os jovens de “futuros pobres”. Em alguns casos, o futuro não é mais que a continuação do passado: levam a pobreza inscrita desde o nascimento. Nos bairros londrinos de Tottenham, Lewisham, Hackney, nos bolsões pobres das grandes cidades, em Manchester e Liverpool, Birmingham e Newcastle, há muito que se abandonou toda esperança. Durante a onda de saques que sacudiram o Reino Unido em agosto, cerca de 80% dos saqueadores presos tinha menos de 25 anos.

Em sua mensagem de ano novo, anunciada neste domingo, a máxima autoridade da Igreja Anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, exortou os britânicos a não demonizar os jovens. Pediu aos britânicos que abandonem a hostilidade para com os jovens. “É uma tragédia que existam saques quando podemos ver o que se pode conseguir com esses jovens quando essa energia é canalizada positivamente em um contexto de segurança e amor”, assinalou o Arcebispo. Mas como advertiu David Lammy, deputado trabalhista por Tottenham, o bairro onde iniciaram os incidentes, não há uma consciência social ou política sobre a gravidade e urgência do tema. “Precisamos de políticos de todos os partidos que atendam estes problemas ou os saques podem voltar a acontecer”, vaticina Lammy.

E não há sinais de que o governo esteja escutando. A primeira reação aos distúrbios foi desclassificá-los como mero vandalismo juvenil de gangues descontroladas. O primeiro ministro David Cameron suavizou um pouco suas próprias palavras falando da desintegração moral da sociedade e prometendo uma investigação dos fatos, mas a política socioeconômica do governo não variou um centímetro.

Em seu comparecimento ante o Parlamento, em outubro, o ministro de Finanças, George Osborne, reafirmou o plano de austeridade do governo que contempla uma redução de 140 bilhões de dólares no orçamento do período 2011-2015. Os programas juvenis, dizimados pelos cortes, não receberam nenhuma nova fonte de financiamento. O bairro de Tottenham é um claro exemplo do abismo social que existe em um dos países mais ricos do planeta.

É a zona com maior desemprego de Londres e uma das 10 mais pobres do Reino Unido: os clubes da juventude desapareceram logo depois de o orçamento municipal ter sofrido um corte de 75%.

Economia sem rumo

A aposta da coalizão conservadora-liberal democrata é que o setor privado compensará o draconiano encolhimento do Estado. Até aqui, essa aposta não deu resultado. Entre julho e setembro de 2011, cerca de 67 mil pessoas perderam seu emprego estatal: o setor privado só criou 5 mil novos postos. Segundo o prestigiado Chartered Institute of Personnel and Development, essa situação piorará este ano com a demissão de cerca de 120 mil servidores públicos. Charlotte Foster, uma menina de 21 anos que terminou o ano passado a universidade, resumiu ao Daily Telegraph sua falta de expectativas. “No melhor dos casos passarei de um emprego temporal a outro. Com tantas demissões vai ser muito difícil. Há gente com 10 anos de experiência no mercado buscando trabalho”, declarou ao jornal.

Se a estratégia da coalizão para o conjunto da sociedade faz água, para os jovens ela naufragou em meio ao nada. Uma das medidas de austeridade da coalizão que mais os afetaram foi a triplicação do valor das matrículas universitárias, que entra em vigor este ano, e a eliminação da ajuda a estudantes secundário. As massivas manifestações entre outubro de 2010 e março do ano passado tiraram os jovens da situação de letargia política das últimas duas décadas, mas não conseguiram evitar a reforma da lei da educação.

Com custos subindo às nuvens e sem acesso a empregos temporários, muitos estudantes estão recorrendo a variadas formas de prostituição. “Com todos os cortes que ocorreram, muitas estudantes se prostituem para escapar da pobreza. Com esse tipo de trabalho, é possível, em uma noite, cobrir mais ou menos os gastos da semana”, assinala Sarah Walker, de um grupo de defesa dos trabalhadores do sexo, o English Colective of Prostitutes (ECPL).

Um estudo da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, revelou que cerca de 25% das “strippers” e “lap-dancers” da capital eram estudantes. Outra investigação da Universidade de Londres mostrou que 16% das universitárias estavam dispostas a se prostituir para pagar seus estudos e cerca de 11% contemplava a possibilidade de trabalhar em agências de acompanhantes. “A maioria são estudantes que acabam de iniciar a universidade ou estudantes adultos que querem um título. O governo sabe que o trabalho sexual é uma maneira de escapar dessa situação, mas isso não parece importar muito”, assinala Walker.

Em meio ao desalento, a União de Estudantes se comprometeu a continuar com os protestos para mudar a política universitária da coalizão. Em novembro, quase um ano depois de o parlamento aprovar a triplicação do valor das matrículas, milhares de estudantes se manifestaram por uma mudança de política. A maioria não estava diretamente afetada pela medida que só entrará em vigor para a camada que ingressa na universidade em setembro deste ano. 2012 promete ser um ano movimentado.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Agora, a Itália

Escrito por Arnaud Parienty - http://www.revistaforum.com.br Ligado . Publicado em Mundo

Enquanto a Alemanha continuar prisioneira do dogma absurdo que proíbe o BCE de emprestar dinheiro aos Estados, a crise vai continuar. Para além do psico-drama grego, esta crise está centrada na Itália.


Uma vez dissipada a cortina de fumaça mediática, todos percebem que não houve acordo na cúpula europeia de 26 de outubro: Ninguém sabe como será alimentado o FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), nem quais serão as suas missões. Ora, enquanto a Alemanha continuar prisioneira do dogma absurdo que proíbe o BCE (Banco Central Europeu) de emprestar dinheiro aos Estados, a crise vai continuar. Para além do psico-drama grego, esta crise está centrada na Itália.

O objetivo essencial da “cúpula” europeia era criar um mecanismo de empréstimo à Itália, de forma a limitar a especulação sobre a dívida italiana. A “cúpula” falhou dramaticamente. Por isso, agora é sobre a Itália que a crise se vai desenvolver, e durante bastante tempo, sem dúvida. Esta situação pode parecer surpreendente, na medida em que a Itália tem finanças públicas quase equilibradas e está longe da situação de especulação que desequilibrou os bancos de outros países. Contudo, a situação deste país é preocupante. Ela ilustra perfeitamente o atual impasse europeu.

A armadilha da dívida

Suponhamos um Estado em equilíbrio, que para pagar aos funcionários, os apoios sociais e os investimentos públicos não gasta mais do que cobra em impostos. O saldo primário do orçamento, isto é, sem o pagamento do serviço da dívida, é nulo. Mas apesar disso a sua situação é deficitária, devido ao serviço da dívida (pagamento dos juros e reembolso de uma parte do capital). Este déficit vai aumentar a dívida. Mas a taxa de endividamento (dívida/PIB) depende também do denominador: se o PIB aumentar mais do que a dívida, a taxa de endividamento diminui.

Como primeiro passo do raciocínio, a evolução da dívida em relação ao PIB depende de quatro elementos. O primeiro é o próprio nível da dívida, em relação ao PIB. Como sabe qualquer pessoa que tenha comprado a sua habitação em prestações, existe um limite ao montante que pode ser consagrado em cada ano ao reembolso da dívida. Quando a dívida é muito elevada, esse montante serve principalmente para pagar os juros da dívida, de forma que o montante da dívida não diminui. Suponhamos que um país possa consagrar no máximo 5% do seu rendimento (o PIB) ao seu reembolso, sendo este máximo determinado pelo montante que os credores estão dispostos a emprestar em cada ano. Se a dívida representa 40% do PIB e a taxa de juro é de 3%, o pagamento de juros absorve 1,2% do PIB e é possível reduzir o endividamento em 3,8 pontos do PIB por ano. Pelo contrário, se a dívida atingiu 120% do PIB, o pagamento de juros absorve 3,6% do PIB e a dívida só pode ser reduzida 1,4 pontos do PIB por ano.

O segundo elemento é a taxa média de juro da dívida: quanto mais elevada for essa taxa, maior será o peso da dívida. No caso da Itália, se a taxa de juro for a que o Reino Unido paga, 2%, para uma dívida que representa 120% do PIB, os juros representam 2,4% do PIB a pagar em cada ano. Se a taxa de juro for a que a Itália paga atualmente, 6,4% nos empréstimos a 10 anos, os juros representam 7,68% do PIB! Se esse nível for possível, levará a um rápido crescimento da dívida. Se esse nível for impossível, porque o país está comprometido com os seus parceiros a não ultrapassar o déficit de 3% ou porque o país não encontra empréstimos para financiar esse déficit, o país deve reduzir a despesa pública e aumentar os impostos, com risco de travar o crescimento.

O crescimento, precisamente, é o terceiro elemento. Ele funciona em sentido positivo, reduzindo a taxa de endividamento. De fato, imaginemos uma dívida de 1,8 bilhão para um PIB de 1,5 bilhão. O endividamento é de 120%. Se o crescimento for de 3%, durante um ano, o PIB será de 1,545 bilhão, mantendo-se a dívida, de forma que a taxa de endividamento baixou 3,5 pontos, baixando para 116,5%.

Um quarto elemento funciona no mesmo sentido: a subida dos preços, que aumenta o PIB sem aumentar a dívida (se ela for subscrita a taxa fixa, o que é normalmente o caso).

Em resumo, na ausência de déficit primário, a dívida evolui em função do seu montante inicial, da taxa de juro, da taxa de crescimento da economia e da subida dos preços. Mas estes quatro elementos não são independentes uns dos outros. Eis o segundo passo do raciocínio. A interação mais evidente é que um excedente orçamental permite reduzir o montante da dívida, mas reduz ao mesmo tempo o crescimento, de forma que é preciso muita austeridade para conseguir uma pequena baixa da dívida. A elevação do endividamento aumenta os riscos de falência, e como tal a taxa de juro pedida pelos credores... e por conseguinte a dívida. A inflação aumenta o PIB, mas também a taxa de juro.

Estas interações complicam a busca de uma solução.

A equação italiana

A Itália tem dois problemas: uma dívida elevada e um crescimento quase nulo desde há quinze anos. Esta ausência de crescimento faz com que, apesar de uma gestão muito prudente das finanças públicas, a taxa de endividamento aumente. A Itália está pois ameaçada pelo efeito “bola de neve” da dívida: ela aumenta por si só e fica completamente fora de controle.

Esta situação é evidentemente inquietante. Apresenta-se assim atualmente:

Dívida / PIB - 120%

Taxa de juro – 6,4%

Taxa de crescimento – 0,5%

Subida dos preços – 2,7%

Enquanto os economistas calculam que a taxa de juro, a longo prazo, deveria ser igual à taxa de crescimento mais a subida dos preços, constata-se que há atualmente uma enorme diferença entre as duas: 6,4% - 0,5% - 2,7% = 3,2%. A taxa de endividamento aumenta portanto mecanicamente 3,2% x 120% = 3,8% por ano, aproximadamente.

Certamente, a solução preconizada pela Alemanha, e portanto pela Europa, que consiste em acentuar a austeridade, não terá mais sucesso na Itália do que na Grécia ou em Portugal. Como é que a Itália pode sair desta situação? É possível agir em três questões.

Um mecanismo claro que elimine todo o risco de falência sobre a dívida italiana chegaria para que as taxas de juro baixassem 2% ou 3%, o que seria suficiente para estabilizar a dívida. O mais simples seria evidentemente que o BCE declarasse que compra dívida italiana em certas circunstâncias (por exemplo, se as taxas ultrapassarem um determinado valor, pois o nível das taxas de juro faz parte dos objectivos intermédios do BCE). Mas será necessário muito suor, sangue e lágrimas (e uma mudança de governo) para que a Alemanha aceite um tal sacrilégio.

Na sua ausência, resta o FEEF, Mas quem vai aprovisioná-lo? Certamente não será a França, que tem um endividamento preocupante. E os emergentes fizeram saber claramente, sob a influência do Brasil, que só financiarão a Europa através do FMI, meio para eles aumentarem os seus direitos de voto naquela instituição. Resta a Alemanha, que um dia terá de escolher entre renunciar aos seus princípios ou pagar.

O crescimento italiano pode acelerar? Isso suporia importantes mudanças estruturais: eficácia do Estado, qualidade do sistema financeiro e peso do crime organizado levantam problemas difíceis para resolver. Quanto à inflação ela não deverá aumentar, o BCE velará por isso.

Ou seja, há todas as razões para estar pessimista.

Artigo de Arnaud Parienty, professor de economia, publicado em alternatives-economiques.fr/blogs Traduzido por Carlos Santos para Esquerda.net.

Foto de eleven1967/flickr.

Venezuela comemora 6º ano de erradicação do analfabetismo

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Mundo

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, destacou hoje (29) a ajuda que recebeu do governo cubano com o método educativo "Eu posso sim" [Yo sí puedo]. A Venezuela comemora hoje o 6º aniversário da declaração do país como território livre de analfabetismo.



Durante uma chamada telefônica com os promotores do Grande Pólo Patriótico, reunidos no Teatro Teresa Carreño, o mandatário saudou "esse milhão e meio de compatriotas que aprenderam a ler e escrever, alguns com 80 anos e mais".

Chávez felicitou "Cuba Revolucionária, que pôs a nossa disposição seu método Yo sí puedo e toda a experiência de Fidel Castro e do povo cubano. Obrigado, Cuba; Obrigado, Fidel, neste aniversário".

Chávez lembrou que, há seis anos, a Venezuela foi declarada território livre de analfabetismo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), devido à aplicação da Missão Robinson, que chegou aos lugares mais recônditos do país para oferecer a possibilidade de aprender a ler e escrever a pessoas que no passado não tiveram esta oportunidade.

Entre outros pontos, o programa contribui com a capacitação integral e presta apoio às iniciativas socioprodutivas dos estudantes, sem levar em conta a idade e sexo. Inclui indígenas, reclusos, afrodescendentes, imigrantes, integrantes da Missão Negra Hipólita e pessoas com necessidades especiais.

Fonte: Prensa Latina

Brasil e Cuba se unem para desenvolver pesquisa contra o câncer

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Mundo

Os governos de Cuba e do Brasil começarão a desenvolver pesquisas conjuntas sobre medicações contra o câncer, divulgou nesta quarta-feira (12) o CIM (Centro de Imunologia Molecular) da industria biotecnológica cubana, em Havana.


A gerente de comercialização da CIMAB, empresa encarregada da distribuição dos produtos da CIM, Norkis Arteaga, afirmou que se tratam de "cinco pesquisas" a respeito do uso de um anticorpo específico em casos da enfermidade detectados "no colo do útero, no esôfago, no sistema nervoso, na cabeça e no pescoço".

Arteaga acrescentou, em uma entrevista concedida à agência cubana de notícias Prensa Latina, que uma espécie diferente será testada em "tumores de pulmão".

Ela também disse acreditar que uma série de convênios firmados com o Brasil recentemente consolidarão a cooperação bilateral nas áreas de saúde. "É da vontade do governo brasileiro assimilar a tecnologia cubana para produzir estes compostos", publicou a agência. De acordo com a gerente, o centro estatal está expandido seus mercados na América Latina, na Ásia e na África.

Fonte: Ansa