Guerra das Malvinas completa 30 anos; conheça a história das ilhas

Escrito por Renata Giraldi, da Agência Brasil Ligado . Publicado em Mundo

Brasília – O aniversário de 30 anos do começo da Guerra das Malvinas (ou Falklands, para os britânicos) será lembrado hoje (2) com uma série de cerimônias e discursos na Argentina. No total, 255 soldados britânicos e 650 argentinos morreram no conflito. As celebrações, que também ocorrerão na Inglaterra, marcam um momento de novas tensões entre os dois países.

Recentemente a Argentina voltou a manifestar seu direito às ilhas, mas a Grã-Bretanha se mantém determinada a garantir a soberania na região, no Atlântico Sul. A Grã-Bretanha controla as Malvinas desde 1833, mas a Argentina diz que o território pertencia à Espanha, devendo ser herdado pelo país sul-americano com a sua independência.

A Argentina solicitou a abertura de negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas, mas o governo britânico diz que não há nada para se discutir, se não houver consentimento dos moradores.

Veteranos argentinos fizeram uma vigília durante a madrugada. Além disso, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, visitará o Porto de Ushuaia hoje para uma cerimônia em homenagem aos soldados argentinos mortos no conflito. Ela vai acender uma "chama eterna" no local. Na madrugada passada, veteranos de guerra fizeram uma vigília.

A derrota das forças argentinas no conflito contribuiu para o fim do regime militar liderado pelo general Leopoldo Galtieri – preso, acusado de "incompetência" na guerra. A primeira-ministra britânica na época, Margaret Thatcher, não participará das celebrações, pois sofre com vários problemas de saúde.

Britânicos

O conflito também será lembrado na Inglaterra, onde veteranos de guerra e parentes dos mortos farão uma cerimônia especial no Memorial Nacional Arboretum, em Staffordshire, na Região Oeste do país. Uma única vela será acesa como um gesto de memória aos mortos.

A Grã-Bretanha acusa a Argentina de tentar impor um bloqueio à população local, depois de proibir embarcações com a bandeira de Falklands em seus portos. A medida também foi adotada pelos demais países do Mercosul.