BC acredita que fim da exclusividade bancária estimula redução dos juros

Escrito por Stênio Ribeiro Repórter da Agência Brasil Ligado . Publicado em Brasil

Como-fazer-dinheiro-rpidoBrasília – O fim da exclusividade bancária, aprovado pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira (14), vai estimular a livre concorrência e contribuir para a redução das taxas de juros cobradas pelos bancos, afirmou hoje (19) o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro (Denor) do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.

Segundo ele, a partir de agora, o correntista pode fazer operações no banco de sua escolha e não apenas na instituição em que é cliente. A nova regra vale, inclusive, na tomada de empréstimos consignados em folha de pagamento. O cliente tem direito de portabilidade da conta, mesmo que esteja vinculada ao recebimento de salário.

O fim da exclusividade vale, no entanto, apenas para os contratos novos. Os contratos antigos, com cláusula de exclusividade, continuam sendo respeitados, lembrou Sérgio Odilon.

Analistas de mercado, entretanto, recebem a notícia de possível redução dos juros bancários com algum ceticismo. Principalmente diante da estimativa de elevação da taxa básica de juros (Selic), que está em 10,75% ao ano e, de acordo com o boletim Focus, pode chegar a 11,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por determinar o valor da taxa básica de juros, se reúne na noite de hoje (19).

O vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, lembra que, depois de quatro meses seguidos em queda, os juros bancários subiram nos meses de novembro e dezembro, em razão da retomada do processo de inflação que desencadeou expectativas de elevação da taxa Selic a curto prazo.

De acordo com pesquisa da Anefac, a taxa média de juros bancários chegou a 6,79% ao mês em dezembro, o que dá 119,97% ao ano - mais de 11 vezes a taxa básica de juros que serve de parâmetro para os custos bancários. Dessa forma, segundo ele, se os bancos mantiverem essa margem, cada elevação na Selic corresponderá a reajustes nas taxas bancárias. Miguel de Oliveira ressalta que o cenário de pressões inflacionárias leva a expectativas de mais aumentos na Selic ao longo de 2011.


Edição: Lílian Beraldo

Defesa Civil confirma mais de 500 mortes na região serrana do Rio

Escrito por Thaís Leitão Repórter da Agência Brasil Ligado . Publicado em Brasil

TeresopolisRio - O número de mortes confirmadas pela Defesa Civil devido às chuvas na região serrana do Rio já supera 500, depois de três dias de resgate. Segundo as autoridades, o número deve ser ainda maior porque há locais que foram bastante atingidos e que permanecem praticamente ilhados, sem acesso pelas equipes de resgate.

Durante a madrugada de hoje (14), o trabalho de buscas foi mantido apenas em Nova Friburgo. Nos municípios de Teresópolis e Petrópolis as buscas foram interrompidas por causa da falta de iluminação e devido à chuva que caiu durante a madrugada, mas os serviços já foram retomados no início da manhã de hoje. Alguns bairros desses municípios continuam sem luz e sem água e boa parte do comércio permanece de portas fechadas.

Uma equipe de cerca de 250 garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) segue para Friburgo para ajudar na limpeza da cidade. Também estão sendo enviados para a região carros-pipa e pás mecânicas.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, vai sobrevoar a cidade de Teresópolis agora de manhã e, em seguida, visitará o município, onde percorrerá os bairros Caleme e Posse e irá ao Ginásio Pedrão, onde estão desabrigados e desalojados. À tarde, Cabral sobrevoa o município de Petrópolis e depois pousará no distrito de Itaipava, onde percorrerá os bairros Vale do Cuiabá e Benfica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a chuva poderá voltar a atingir as cidades da região serrana nesta sexta-feira.

O governo do estado informou que cerca de 10 mil pessoas foram atingidas pela tragédia.

Edição: Graça Adjuto

Foto reporter Vladimir Platonow/ABr

Revisão de reajuste do mínimo é praticamente consenso no Congresso

Escrito por Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil Ligado . Publicado em Brasil

Brasília - Independentemente da postura do PMDB de debater melhor a proposta do governo de aumentar o salário mínimo para R$ 540, a revisão do reajuste é praticamente um consenso entre os parlamentares a começar pelo próprio líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo ele, o ideal é que os partidos deixem de lado “disputas políticas” e discutam o assunto tecnicamente, com base no princípio que o salário mínimo é parte de uma política de desenvolvimento para o país.

Vaccarezza disse à Agência Brasil que, por força dessas discussões, é praticamente impossível aprovar a medida provisória em fevereiro. Para ele, a votação da matéria deve ocorrer em meados de março.

O também petista Paulo Paim (RS), que construiu sua história parlamentar – na Câmara e no Senado – com a bandeira de defesa de aumento real do salário mínimo e das aposentadorias, tem conversado informalmente com a bancada do partido no Senado. “A visão que tenho sentido nessas conversas é a de que somente o entendimento e o diálogo [com os partidos] é que vai definir o valor do salário mínimo.”

Paim considera possível aumentar o reajuste e alcançar os R$ 550. “Os R$ 540 nós sabemos que não vai ficar, uma vez que é inconstitucional porque não corrige o salário nem pela inflação do período [no caso em questão, o ano de 2010].”

O senador quer inserir nos debates que serão travados no Congresso a partir de fevereiro, a troca do fator previdenciário pela revisão da idade mínima de aposentadoria. O senador considera injusto que o servidor público da administração federal se aposente com 55 anos, no caso de mulheres, e 60 para os homens, enquanto, para os trabalhadores do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), essas idades são de 60 e 65, respectivamente.

A cúpula do PMDB, que nesta semana antecipou o debate de revisão do salário mínimo proposto pelo Executivo, evita, agora, discutir o assunto antes de fevereiro. O receio é que a mídia continue vinculando a decisão à disputa do partido com o PT por cargos no segundo escalão do governo.

Entretanto, é comum entre os parlamentares que comandam as decisões do partido que será muito difícil para o Congresso aprovar um salário mínimo apenas com a correção da inflação. Os peemedebistas ressaltam que a política em vigor de recuperação do poder de compra do salário mínimo foi construída no Congresso a partir de conversas entre as lideranças e centrais sindicais.

O líder do PDT na Câmara, Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, porém ressaltou que o partido insistirá na emenda apresentada à medida provisória, fixando o valor do salário mínimo, em 2011, em R$ 580. Ele considerou, no entanto, “um sinal positivo” a possível revisão do valor estabelecido em medida provisória. “Vamos ver se resolve com o diálogo. Vou para Brasília na semana que vem”, disse o parlamentar que pretende conversar com representantes do governo para analisar a questão.

O presidente nacional do PP, Francisco Dornelles (RJ), por sua vez, disse que o partido reunirá sua bancada para analisar a medida provisória e um possível aumento além do proposto. “O salário mínimo causa um maior impacto nas folhas [de pagamentos] da Previdência Social e nos municípios”, explicou o senador. Dornelles alertou que não se poder querer reajustar o salário mínimo sem uma análise prévia e técnica das consequências que o novo valor causará aos cofres das cidades.

Na oposição, o PSDB ainda não definiu a estratégia que adotará nos debates sobre o mínimo. Na campanha de 2010, o então candidato do partido à Presidência, José Serra, defendeu um salário mínimo de R$ 600 para 2011. Já o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), tem tido que a tendência da legenda é adotar uma posição conjunta com os tucanos.

Edição: Talita Cavalcante

Tráfico planejou seqüestrar filho de Lula

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Folha de S.Paulo - Tráfico tramou sequestrar filho de Lula - 04/01/2011

Tráfico tramou sequestrar filho de Lula

Investigação da PF revela que plano de traficante era negociar sua liberdade e a de outros presos, entre eles o chefe do PCC

Plano, discutido entre 2007 e 2008 dentro de presídio em MS, foi apurado após denúncia do traficante Abadia

HUDSON CORRÊA
DIANA BRITO
DO RIO

Uma investigação da Polícia Federal revela detalhes de como o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, planejou, de dentro do presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), o sequestro de Luís Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula.

Discutido entre dezembro de 2007 e agosto de 2008, o sequestro foi evitado pela PF, mas os supostos envolvidos, incluindo Beira-Mar, respondem a uma ação penal na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul sob acusação de formação de quadrilha em razão da tentativa.

As investigações da PF em 2008 indicam que o traficante pretendia negociar sua liberdade e a de outros presos -entre eles Marcos Hebas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo- em troca da soltura do filho de Lula.

Beira-Mar estaria contrariado com a prisão de sua ex-mulher, em 2007, e com a segurança no presídio.

A trama começou a ser investigada a partir de denúncia do traficante colombiano Juan Carlos Abadia, em janeiro de 2008.

Na época, Abadia estava no presídio de Campo Grande, assim como Beira-Mar.

O traficante colombiano revelou o plano de sequestro à direção da penitenciária. Contou que Beira-Mar já tinha cerca de 200 fotos da rotina de Luís Cláudio.

Abadia foi submetido e aprovado no teste conhecido como detector de mentiras.

O colombiano, segundo a polícia, decidiu delatar o antigo companheiro de presídio para negociar a transferência de sua mulher, presa em São Paulo, para outra instituição no mesmo Estado.

A transferência, segundo diz a investigação, não se concretizou. O colombiano então parou de passar informações. Em 2008, foi extraditado para os EUA.

FINANCIAMENTO

As investigações da PF afirmam que o próprio Abadia financiaria o sequestro junto com Beira-Mar. Este, de acordo com o colombiano, gastaria US$ 500 mil para executar o plano.

Após a denúncia de Abadia, um policial federal se infiltrou no esquema fazendo-se passar por um representante do colombiano.

No dia 11 de julho de 2008, esse policial conversou e gravou um diálogo com um emissário de fora do presídio a serviço de Beira-Mar.

"Quem te mandou foi o próprio Beira-Mar?", pergunta o policial disfarçado.

"Ele mesmo", responde Leandro de Oliveira, o contato de Beira-Mar.

"Ele falou para eu levar 350.000 e...", disse o policial.

"Lá no Rio vão te levar até o braço direito dele, do Beira-Mar. E o convidado [o sequestrado] vai ser o preparador físico do Palmeiras [Luís Cláudio, então auxiliar de preparação física do clube de futebol]", responde Leandro.

Relatório da PF do Rio de Janeiro, de 2008, aponta que a definição do alvo está embasada no "constrangimento a ser causado ao presidente da República diante da ciência de que a decisão pela libertação [dos presos] será política; e a facilidade de execução do plano fundada na qualidade/quantidade de segurança do alvo".

O policial infiltrado também se encontrou com o advogado Vladimir Búlgaro, que defende o assaltante de banco José Reinaldo Girotti. Também preso em Campo Grande, ele confirmou o plano para a direção do presídio.

Clique aqui para ir à notícia

Brasil envia ajuda para vítimas de enchentes na Venezuela

Escrito por Rede Brasil Atual Ligado . Publicado em Brasil

De acordo com a Agência Venezuelana de Notícias (AVN), essa é a segunda remessa de ajuda humanitária enviada pelo Brasil para o país vizinho.

Luís Díaz Curbelo informou que parte do material enviado pelo Brasil será encaminhada à região de Zulia, uma das áreas mais afetadas pela chuva, onde há vários abrigos improvisados para o atendimento às vítimas. Nessa área vivem várias famílias descendentes de indígenas.

De acordo com as autoridades venezuelanas, vários países latino-americanos e europeus se comprometeram a enviar ajuda para as vítimas da Venezuela. Houve promessas por parte dos governos da Bolívia, do Equador, de Cuba, da Argentina, do Uruguai e da Rússia, além da Indonésia, da Espanha e do Japão, entre outros.

Em nome do governo da Venezuela, o vice-almirante Diego Guerra agradeceu a ajuda enviada pelo Brasil, que contou para isso também com o apoio da populações que fez doações para os venezuelanos.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi até as regiões mais atingidas na Venezuela para verificar de perto a situação das vítimas. Morales percorreu várias áreas do país, ao lado de Chávez, para ouvir as principais queixas das vítimas.

Fonte: Agência Brasil