Saúde pública em Sergipe: caso de polícia

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Por Roberto Silva Santos

Na última quarta-feira, 13 de Janeiro, o Sindicato dos Médicos-SINDIMED, de forma honrosa, foi a delegacia de polícia para denúncia o descaso da Secretaria de Estado da Saúde e do Governo do Estado com a saúde dos sergipanos. A denúncia dos médicos diz respeito a suspensão do atendimento do serviço de Oncologia dos Hospitais Cirurgia e João Alves, hoje chamado de Hospital de Urgência de Sergipe-HUSE. Esses dois hospitais são os únicos onde o serviço funcionava. No hospital Cirurgia a máquina estava vencida e não foi tomado nenhuma atitude para recuperá-la. Já no HUSE a máquina quebrou e não foi tomado nenhuma atitude para consertá-la.

O resultado dessa falta de compromisso do Governo do Estado foi centenas de famílias angustiadas, pois o serviço de radioterapia ficou suspenso indefinidamente para as pessoas que necessitavam do tratamento. Na avaliação do SINDIMED, a atitude é resultado da ineficácia da Secretaria de Estado da Saúde em dá respostas positivas, com relação aos serviços de saúde, que a população sergipana espera. A suspensão do serviço de oncologia é mais uma face da difícil situação da saúde pública no Estado.

Atualmente, os serviços de saúde amargam a difícil realidade de um sindicato (SINTASA-CTB) que está de braços dados com o Secretário da Saúde Rogério Carvalho(PT). Inclusive, o Presidente do SINTASA Augusto Couto tem, sistematicamente, dado afirmações, nos meios de comunicações, que é parceiro do Secretário Rogério. As denúncias de assédio moral são recorrente, remoções sem justificativas, como forma de perseguição e três(03) anos de Governo Déda sem nenhum tipo de valorização salarial.

Para completar a realidade caótica desses bravos servidores, estão amargando a implementação, pelo Estado, das Fundações Públicas de direito privado. O Governador Marcelo Déda (PT), juntamente com o Secretário Rogério carvalho, estão realizando um processo, sem volta de privatização da saúde pública sergipana. Todo sistema de saúde é gerido pelas Fundações. Os servidores perderam a estabilidade no emprego, perderam gratificações e estão entregue a vontade dos diretores das Fundações. Quando esses diretores não forem mais o servidor trabalhando na unidade de saúde, coloca a disposição ou são removidos, de forma unilateral para outras unidades de saúdes.

As Fundações transformaram os trabalhadores da saúde em mendigos. Salários achatados e gratificações congeladas é a dura realidade desses bravos e sofridos servidores. A realidade está ficando insustentável. Os médicos não querem mais trabalhar para as Fundações por não ter nenhum tipo de valorização para esses profissionais. A população, nesse cenário, é quem sofre com o caos da saúde no Estado.

Vale ressaltar, que as Fundações tem posicionamento contrário do PT Nacional em resolução do último Congresso Nacional do PT em 2009. Tem posicionamento contrário da CUT em resolução aprovada no último Congresso Nacional da CUT em 2009. O Governo Lula retirou de pauta, no Congresso Nacional, o projeto de tramitava sobre Fundações. Somente, em Sergipe temos que conviver com essa situação lamentável.

Entendemos que a indignação de todos e todas é fundamental para revertermos essa situação de caos. Talvez, somente sendo tratada como caso de polícia é que essa realidade possa melhorar tanto para os servidores que estão sofrendo o “pão que o diabo amassou” quanto para a população que necessita dos serviços de qualidade.

fonte: http://www.eitacola.blogspot.com/

Entenda a polêmica sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

por Luiz Carlos Azenha

Definiu um leitor do Nassif que “a montanha pariu um rato”. Seria uma boa imagem se, depois de tantos litros de tinta, tantas páginas de jornal, tantos minutos em emissoras de rádio e televisão dedicados à polêmica do Plano Nacional de Direitos Humanos não extraíssemos absolutamente nada.

Não foi o caso. Podemos dizer que a polêmica pariu uma tremenda discussão sobre Direitos Humanos e renovou o ímpeto daqueles que lutam para aprofundar a democracia brasileira e fazer valer direitos não apenas aos latifundiários da terra e do espaço eletromagnético. Um leitor do Viomundo — a quem peço perdão antecipado por não ter anotado o nome — apontou o nexo entre esses dois grupos por trás da polêmica.

Não é por acaso que, do lado de lá, sustentando a teoria doidivanas de que o PNDH representa algum tipo de “cobertura” a um “golpe autoritário” no Brasil, estavam os editorialistas da Folha, do Estadão, as páginas da revista Veja, o Ali Kamel, o Boris Casoy apud Ives Gandra Martins, a Confederação Nacional da Agricultura (da Kátia Abreu), a OAB paulista (a mesma do “Cansei”), setores conservadores da Igreja, o José Nêumanne, o Alexandre Garcia e uma infinidade de outros personagens menores.

O leitor Gustavo Paim Pamplona disse, em comentário, que o terremoto no Haiti — e as trágicas mortes de Zilda Arns e dos militares brasileiros — acabou abortando a primeira grande “crise” de 2010, que na verdade é mais uma de muitas. Quem é leitor do site acompanhou conosco o caos aéreo, a epidemia inexistente de febre amarela e a devastação da gripe suína, em que alguns ingredientes que vimos agora já estavam presentes: a desinformação acoplada a um discurso apocalíptico dos adversários do governo Lula.

Já dava para notar para onde caminharia a “crise”, não fosse pelo infortúnio caribenho: iria bater às portas da Casa Civil e de Dilma Rousseff.

Há quem diga que foi tudo tramado por José Serra ou assessores dele: a crise perfeita. Presidente da República em férias, a musa da febre amarela vaza um relatório que ainda não tinha chegado ao Ministério da Defesa dando conta de que a FAB montou uma espécie de pódium aeronáutico com medalhinha de ouro para o jato sueco, medalhinha de prata para o jato americano e medalhinha de bronze para o jato francês, justamente o preferido do presidente da República.

Some-se a isso o descontentamento militar com detalhes do Plano Nacional dos Direitos Humanos, especificamente com o estabelecimento de uma comissão da verdade para apurar os crimes cometidos pela “repressão política” durante o regime militar. Eram esses os ingredientes do caldo cozido no fogo da mídia.

Resisto em acreditar em maquinações que requeiram a articulação de mais de meia dúzia de pessoas. Mas o “modo de operação” é razoavelmente conhecido: os jornais repercutem as notícias uns dos outros, que ganham perna nos telejornais e… vira uma bola de neve, especialmente atraente num ciclo de poucas notícias.

Vi isso ao vivo, nos tempos em que eu era repórter da TV Globo: sai na Veja, ganha pernas no Jornal Nacional de sábado, sai nos jornalões de domingo e segunda-feira tem “crise”. Ou seja, é uma fórmula um tanto desgastada.

É importante considerar, nesse caso, que em um negócio bilionário como a compra de caças há sempre muito dinheiro de lobistas. Não é por acaso que tanto na Folha quanto no Estadão — este em editorial — se falou que a solução era “adiar” o negócio. A quem interessa “adiar”? A Washington, com certeza: os Estados Unidos não querem que o Brasil feche uma parceria estratégica com a França, injetando europeus militarmente no Hemisfério Sul, porque com isso perdem poder e dinheiro. Muito dinheiro.

É inegável que algum desconforto militar houve com o PNDH. Não no tom descrito pela musa da febre amarela, segundo o qual os militares temiam a “depredação” de instalações militares. Ela disse que os militares “imaginam que o resultado dessas propostas seja a depredação ou até a invasão de instalações militares que supostamente tenham abrigado atos de tortura e não admitem o constrangimento da retirada de nomes de altos oficiais de avenidas pelo país afora”.

Era só o que faltava para o repertório de piadas brasileiras: sequestro relâmpago de tanque de guerra pelo MR8.

Que a jornalista tenha tido a coragem de escrever isso, mesmo atribuindo a uma fonte, no pé de uma reportagem sobre a crise — uma das primeiras — diz muito da qualidade da mídia brasileira, em que jornalistas são guiados, quando não cavalgados, pelas fontes.

Tem a má fé e tem a desinformação, o despreparo, a preguiça mental de repórteres e editores. Em tempos de internet, os PNDHs I, II e III estavam lá o tempo todo, para quem quisesse ler e entender. O próprio Viomundo foi um dos primeiros a falar disso, depois de ver no Paulo Henrique Amorim um vídeo com a votação em que a proposta para formar a Comissão da Verdade foi aprovada por 26 votos contra dois de representantes do Ministério da Defesa, na conferência nacional de Direitos Humanos de 2008, que rascunhou o PNDH III.

Foram dias até a mídia chegar — graças à rádio CBN — ao Paulo Sergio Pinheiro, organizador do PNDH II, que esclareceu o nexo entre a Conferência de Viena e o PNDH I, em 1996. O Brasil, junto com a Austrália, é que propôs o conceito dos planos nacionais. Há repórteres que até agora não entenderam o caráter meramente propositivo do plano, de definir diretrizes gerais. O fato de que o PNDH resulta de um decreto presidencial não o torna lei. Cada um daqueles pontos do plano, para se tornar lei, terá de fazer todo o trâmite legislativo no Congresso Nacional.

A falta desse entendimento ou a má fé — é difícil dizer quando é preguiça e quando é malícia — resultou em abordagens inacreditáveis, como a já famosa reportagem do Jornal da Band que junta tudo o que pode haver de pior no Jornalismo: deveria ser gravada e mostrada nas salas de aula pelos professores como exemplo de como não fazer.

Para uma aula nas sutilezas manipulativas do Ali Kamel, recomendo essa aqui. Também não é novidade. O Rodrigo Vianna foi o primeiro a denunciar isso e as provas, evidências e testemunhos só fazem crescer, como registra quase diariamente o Marco Aurélio Mello.

E tem também a grosseria pura e simples, em rede nacional de TV.

Esses três momentos da TV brasileira são a justificativa para a Conferência Nacional de Comunicação recém-realizada. Ajudam a explicar porque alguns empresários do setor evitaram a conferência: eles querem ter o direito eterno de usar um bem público do qual são concessionários para mentir, forjar, deturpar e distorcer informações, sem dar qualquer satisfação à sociedade.

Ao constatar isso, há quem queira reviver no Brasil de hoje os anos 60, trazendo de volta os antigos e mal resolvidos embates ideológicos. Há, aliás, um bom artigo do Rodrigo Vianna sobre o momento que vivemos.

Mas, francamente, acho contraproducente trazer de volta as memórias da rua Maria Antonia [quando os direitistas do Mackenzie enfrentavam os esquerdistas da Faculdade de Filosofia da USP], que pertencem a outro tempo. Há que se investigar o passado, punir os criminosos que cometeram seus crimes em nome e em defesa de um regime ilegítimo. Ponto.

De outra parte, se algumas centenas de brasileiros se engajarem na defesa dos princípios expressos no PNDH, a “crise militar” terá valido a pena. E a contribuição de todos vocês, que ajudaram a disseminar informação a respeito, foi e continua sendo valiosa. É um assunto muito importante para ficar nas mãos de poucos em Brasília.

Mais uma vez ficou provado que a mídia tem poder — mas bem menos do que imagina. Eu diria até que cada vez menos aquele grupinho de editores do eixo Rio-Brasília-São Paulo pode manobrar a opinião pública. Das dezenas de reparos feitos ao PNDH, houve apenas uma “correção”, acordada entre os ministros do governo Lula, muito embora há quem diga que a pequena mudança descaracterize o essencial, abrindo a possibilidade de equiparar torturadores aos que pegaram em armas contra o regime militar. A ver.

Mas é bom prestar atenção em duas coisas que a “crise do PNDH” deixou claro: dessa vez, o caldo da mídia foi engrossado por algumas organizações — CNA, OAB-SP, setores da igreja, setores militares, a extrema-direita — que ensaiaram uma coalizão conservadora que não havia mostrado o rosto em situações anteriores.

É importante que aqueles que se dizem de esquerda não contribuam com o crescimento e o fortalecimento dessa coalizão, com palavras e atos doidivanas. Na História brasileira, como destacou o Rodrigo Vianna, o PSD [antigo partido político, que ficava sempre entre a UDN e o PTB, uma espécie de centro político, hoje ocupado pelo PMDB] é o pêndulo: quem perde o centro, perde o poder. Quem perde a razão, também.

Leiam o livro “1964 — A Conquista do Estado”. Vale a pena.

As manifestações mais hidrófobas que vimos durante a “crise militar” mostram que os conservadores brasileiros estão perdendo a razão. Eles dispõem dos meios para propagar suas mensagens. Dispõem do oportunismo político de alguns. E dispõem de uma fatia da classe média urbana brasileira, pequena, que está absolutamente convencida de que tem um chavista no ralo do banheiro — e a culpa é do Lula. Tenho uma vizinha, telespectadora assídua do JN, que está ameaçando o cãozinho de estimação com o grito: “Cuidado, o Vanucchi vem te pegar”.

Disseminar informação de qualidade e um debate franco e honesto é a melhor forma de evitar o inchaço da legião de celerados. Descomprimir a imensa panela de pressão que é um país injusto como o Brasil requer paciência e cuidado, especialmente quando mudanças rápidas colocam em xeque um modelo concentrador de renda, de terra e de poder. Nesse contexto, Direitos Humanos representam uma ameaça por serem exatamente o que são: universais

Bloco Caranguejo Elétrico oferece desconto para filiados ao SINTESE

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Para fortalecer a tradição do carnaval e promover momentos de lazer para seus filiados o SINTESE firmou parceria com o bloco sergipano de carnaval "Caranguejo Elétrico". Será o ponto de encontro dos professores de Sergipe.

Para os filiados ao SINTESE que querem cair na folia, os kits caem de R$ 60 para R$ 40, e podem ser adquiridos na sede do sindicato.


O bloco
No pré-caju 2009
o Caranguejo Elétrico traz a orquestra Spok Frevo, do Recife (PE), considerada o ícone do frevo moderno, que promete balançar os foliões. Esse ano os foliões podem esperar para se divertir no bloco no domingo, dia 25 de janeiro. Com uma média de três mil foliões, o objetivo do Caranguejo Elétrico é fazer um trabalho de conscientização social, mostrando a destruição dos mangues e do próprio caranguejo.


Mais informações pelos telefones  2104-9800

Terra será desapropriada por dano ambiental no Pará

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Fonte: Agencia Pulsar Brasil

Este é o segundo caso de desapropriação de terra privada para reforma agrária baseado em danos ao meio ambiente no Brasil. Desta vez a desapropriação será no Pará, um dos estados que mais desmatam no país.

O decreto federal publicado no dia 8 de dezembro aponta a fazenda Escalada do Norte, que fica em Rio Maria, sudoeste do Pará, como culpada de grandes danos ambientais. A primeira desapropriação por danos ambientais foi em Felisburgo, Minas Gerais, no ano passado.

A fazenda Escalada do Norte desmatou 174 hectares em área de preservação permanente, e no lugar plantou pasto para o gado. Além disso, houve desmatamento também em áreas próximas de rios e córregos, o que pode levar à morte de nascentes de água doce na localidade. Uma vez desapropriada, a fazenda poderá abrigar 290 famílias de assentados, em sua área total de 14, 8 mil hectares. As informações são do INCRA. (pulsar)

Sistema de transporte de Aracaju: caos à vista?

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Roberto Silva dos Santos, professor da  Rede Estadual

E da Rede Municipal de Aracaju, Direção de Comunicação

do SINTESE  e Secretário de Juventude da CUT-Sergipe

 

A falta de atenção da Prefeitura de Aracaju em relação ao transporte público da Cidade é revoltante. Apesar do Prefeito Edivaldo Nogueira (PC do B) ter anunciado hoje, dia 05, a entrega de 35 novos ônibus, o problema do transporte público da capital é caótico. Quem quiser confirmar, tal afirmação, é muito fácil. Preciso, apenas, viajar nos ônibus do Sistema Integrado de Transporte e ouvir as mais diversas reclamações dos usuários:  trabalhadores, desempregados, estudantes e donas de casas.

Por mais que a frase de efeito utilizada pelo Prefeito ser muito convincente: “Aracaju é a cidade da qualidade de vida”. Percebe-se que isso não parecer ser o sentimento dos usuários do sistema integrado de transporte: atrasos permanentes, motoristas pressionados pelas empresas para chegarem no horário e estressados, ônibus sujos e velhos na grande maioria, lotação excessiva nos horários de chegada e saída dos trabalhadores do emprego e passagens muito caras.

O que podemos observar em relação ao transporte da capital é que as políticas priorizadas pela SMTT-Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito são apenas: proibição de estacionamento e a política de multas. Sobre essa última, há denúncias feitas pelos Agentes de Trânsito municipais nos meios de comunicações da cidade, da existência de orientações para que multem os veículos deliberadamente. Apesar de a denúncia ter sido negada pelo Superintendente da SMTT Antônio Samarore, fica a dúvida no ar.

Entretanto, em relação ao transporte público ai é que o caos está cada vez mais próximo.  A Prefeitura de Aracaju não realiza licitação. O lobby dos empresários é muito forte e as gestões municipais empurram uma para outra para não se comprometerem com o “todo poderoso” SETRANSP- sindicato das Empresas de Transporte Público. Este sindicato, possui grande influência na Câmara Municipal de Aracaju e na Assembléia Legislativa que impede que aconteça qualquer tipo licitação ou ação da Prefeitura que venha melhorar a qualidade do sistema de transporte para a população. A melhoria do sistema  significa mais gastos para as empresas de ônibus e menos lucros e isso eles não aceitam e nem permitem.

O resultado disso são ônibus velhos, sucateados que quebram o tempo todo e superlotados. O sofrimento da população trabalhadora, desempregados, estudantes e donas de casas que utilizam esse meio de transporte é visível tanto nas rodas de conversas quanto dentro dos próprios ônibus.

A Prefeitura quando anuncia algum tipo de obra para “melhorar o trânsito da capital” são obras voltadas para o transporte individual através da construção de pontes e vias. Essa situação é motivada pelo poder que tem a indústria automobilística no país que movimenta bilhões e as gestões governamentais que tem implementado políticas para estimular a venda de carros de passeio. Já o transporte coletivo que é utilizado pela massa da população dos grandes centros urbanos sempre é esquecido.

Não há política para melhorar os serviços e reduzir o tempo de viajem dos aracajuanos. E, também, não há nenhuma obra que vise construir corredores de ônibus.  Em vez disso, reserva-se cada vez mais espaços para os carros de passeio.

A licitação do transporte coletivo é necessário e precisa sair das promessas de campanhas eleitorais. Durante o processo de licitação deve-se garantir a participação da população na decisão dos trajetos das linhas e no valor das passagens, pois hoje essas decisões são exclusividade da SMTT que na maioria das vezes não agradam a população. A Prefeitura precisa trocar, praticamente, todos os ônibus, pois a maioria deles não tem condições de funcionamento. Mas precisa-se, também, ocorrer o barateamento das passagens para garantir o efetivo uso dos ônibus pela população mais pobre, bem como a gratuidade para desempregados e estudantes subsidiadas pelo poder público.

É preciso reorientar a política de transporte da capital. Caso contrário, num tempo muito breve a situação chegará ao caos vivenciado, atualmente, pelos grandes centros urbanos onde o trânsito está insustentável. Sabemos que ainda é tempo para que se reorientem as políticas públicas no sentido de estimular a população a utilizar mais o transporte coletivo com a melhoria da qualidade, redução do tempo de viajem, mais linhas disponíveis e passagem mais baratas. A licitação ou a estatização do transporte público são os caminhos para que, de fato, tenhamos, um dia, qualidade de vida em Aracaju.