Podcast: Números do IR denunciam precariedade de salários no Brasil

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

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Os números sobre a população declarante do imposto de renda mostram uma realidade não aparente. De acordo com a Receita Federal, é esperado que este ano 25, de um total de quase 190 milhões de pessoas, façam a declaração. No entanto, ela só é necessária para quem recebe pouco mais de 16 mil reais por ano, o equivalente a quase 1,4 mil por mês. Descontados os autônomos e população sem carteira assinada, nota-se a precariedade salarial que atinge cerca de 80% da população brasileira.


fonte: http://www.radioagencianp.com.br/

Especulação imobiliária pressiona por “higienização” do centro de São Paulo

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

Patrícia Benvenuti,

da Redação


O processo de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo tem inquietado também movimentos populares de moradia, que temem um acelerado avanço dos despejos no centro da capital paulista.

 

A preocupação se baseia nas possíveis mudanças em relação às Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que são espaços destinados à construção de imóveis populares para famílias de baixa renda.

 

De acordo com a revisão proposta pelo Executivo, algumas áreas deixariam de fazer parte das Zeis, especialmente na região central da cidade.

 

Para o integrante do Movimento de Moradia do Centro (MMC) Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, a medida prejudicará a luta dos trabalhadores que reivindicam habitação.

 

"Eles [Prefeitura] querem, de uma vez por todas, acabar com algumas possíveis vantagens que a gente poderia ter. Para poder não implementar, eles vão tirar algumas áreas”, garante.

 

 

São Vito

O caso do prédio do São Vito, para Gegê, é um exemplo disso. Junto com o edifício Mercúrio, também localizado no Parque Dom Pedro, o São Vito deve ser demolido para dar lugar a uma praça em frente ao Mercado Municipal e a um estacionamento subterrâneo.

 

A área, no entanto, faz parte de uma Zeis, o que impede, de acordo com o Plano Diretor vigente, que seja usada para fins que não sejam de caráter social.

 

Gegê, por isso, acredita que a intenção da Prefeitura, com a revisão do Plano, é regularizar a utilização destes espaços para outras finalidades.

 

"Quando eles falam de revisão o que eles querem: é que essa área deixe de ser Zona de Interesse Especial e passe a ser qualquer outra coisa”, afirma.

 

 

Interesses

O militante lamenta que o Plano Diretor do município esteja tomando rumos distintos do que as organizações desejavam quando ajudaram a elaborá-lo.

 

“É uma lástima porque, depois de São Paulo estar 20 e tantos anos sem Plano Diretor, tínhamos esse Plano, que é bem avançado. Se nós tivéssemos condição de implementar, o município de São Paulo ganharia muito”, avalia.

 

A responsabilidade pela não implementação e mudança do Plano, na avaliação de Gegê, é a da Prefeitura de São Paulo e o do governo do Estado, aos quais acusa de estarem atrelados a interesses privados.

 

“Os dois governos, do José Serra e do Gilberto Kassab, têm todo o interesse em fazer essa revisão ao modo deles”, explica Gegê, que vai além com as críticas: “São governos descompromissados, com compromisso só com a especulação imobiliária, que querem urgentemente mexer nisso aí”, salienta.

 

Higienização

Com a perda das Zeis, assegura Gegê, deve se intensificar a chamada política de “higienização” do centro de São Paulo, que consiste na expulsão da população que reside ou trabalha na região em direção às periferias.

 

A higienização, segundo o integrante do Movimento de Moradia do Centro, começou no final do governo de Paulo Maluf, na década de 1990, com a retirada de meninos e meninas que viviam em situação de rua.

 

Foi no início da gestão de Gilberto Kassab, no entanto, que a política foi retomada com força, tendo agora, como alvo, todos os moradores de rua, além de vendedores ambulantes, prostitutas e carroceiros.

 

”Você passa hoje e vê um grupo de rua acampado em um canto, no outro dia você passa e esse povo não está mais. Aí você pergunta, onde foi parar esse povo? Foi levado para as periferias das periferias, nos albergues que não são albergues. É uma forma de tirar o pessoal para deixar o centro bonito”, denuncia o militante.

 

Copa do Mundo

Gegê também aposta que, com a aproximação do mega evento esportivo no Brasil em 2014, deve se intensificar o processo de “limpeza” no centro de São Paulo.

 

A pressa da Prefeitura em alavancar o projeto “Nova Luz”, a fim de revitalizar o bairro da Luz e acabar com a área próxima conhecida como “Cracolândia,” constitui um exemplo, para o militante, da preocupação do poder público com a imagem da cidade para a competição.

 

“Para mim a questão da revisão do Plano Diretor está junto com a Copa 2014. Porque aí eles convencem algumas pessoas de que a cidade não pode ter característica de cidade suja e faz essa limpeza, essa higienização”, argumenta.

 

Ele recorda, ainda, que capitais como Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte têm realizado ações semelhantes, mostrando que a higienização deve se estender a todas as cidades candidatas a sede dos jogos.

 

“Esses governadores e prefeitos precisam mostrar a cidade sem esse povo. E a única forma é fazendo o que eles estão fazendo. Querem mostrar que São Paulo e as cidades que vão receber a Copa são cidades limpas, bonitas”, finaliza.


FONTE: BRASIL DE FATO

'Mataram Irmã Dorothy' estreia sexta-feira(17) nos cinemas

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

http://www.theykilledsisterdorothy.com/

 

A partir do próximo dia 17 de abril, nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém, estreia o documentário “Mataram Irmã Dorothy”. O título trata do brutal assassinato da freira americana Dorothy Stang, 73 anos, morta com seis tiros, em 2005, em Anapu, no
interior do Pará.

 

Narrado pelo ator Wagner Moura, o filme revela bastidores do controvertido julgamento dos assassinos da missionária americana, que teve novos desdobramentos na última terça-feira, quando a justiça anulou o caso e pediu a prisão de Vitalmiro Bastos, o Bida, apontado como suposto mandante do crime.

 

O longa-metragem, de 94 minutos, também investiga as razões da morte da freira, bem como sobre os verdadeiros mandantes do crime. Ano passado, “Mataram Irmã Dorothy” venceu o Prêmio do Público e Grande Prêmio do Júri no Festival South by Southwest; recebeu menção honrosa do júri no FIC Brasília; e participou das seleções oficiais do Festival do Rio e Mostra Internacional de São Paulo.

FONTE: BRASIL DE FATO