Dirigentes e professores filiados ao Sintese participam do 32º Congresso da CNTE

Escrito por Ass.Comunicação Sindical - SINTESE Ligado . Publicado em Brasil

Professor Joel Almeida assume a Secretaria de Imprensa e Divulgação da entidade nacional dos trabalhadores em Educação.

No domingo, 19, encerrou o 32º Congresso da CNTE . Um congresso importantíssmo cujo debate girou sobre os desafios para a construção de uma escolar pública de qualidade em todos os seus aspectos. De Sergipe, participaram 49 delegados da capital e do interiore um convidado. Como integrantes de uma corrente sindical nacional denominada Articulação de Esquerda, o grupo escreveu uma tese para o congresso, que após longo debate passou por uma fusão com a inscrita pela Militância Socialista, outra corrente nacional do movimento sindical.

A resolução foi extremamente elogiada por todos os segmentos, colaborada por defesas consistentes dos temas em foco feitas pelos integrantes da Articulação de Esquerda.. Coube ao professor Joel Almeida fazer a defesa em Plenário da Conjuntura Nacional e do Balanço Politico da Cnte, à professora Ivonete Cruz coube a análise da Política Educacional Brasileira, ao professor Roberto Silva coube a defesa da tese nos trabalhos em grupo e ao Professor Raul Pietricovsky, do Distrito Federal, coube a análise da Política Sindical no Brasil.

Durante o Congresso a deputada estadual Ana Lúcia, de Sergipe, foi homenageada pela sua contribuição à educação brasileira como ex-dirigente da CNTE e parlamentar. Houve também a entrega de um belo presente ao Sintese, uma tela pintada por artistas de rua Haitianos em contrapartida a uma ajuda humanitária feita por diversos sindicatos brasileiros, incluindo o SINTESE.

Ao final do Congresso, foi reeleito para presidente da CNTE, o professor Roberto Leao, de São Paulo, e como vice, o professor Milton Canuto de Alagoas. A Corrente Articulação de Esquerda estará representada na direção da CNTE com dois representantes: o professor Joel Almeida, agora como Secretário de Imprensa e Divulgação da CNTE e a professora Cândida Rosseto, do Rio Grande do Sul assumiu uma das secretarias executivas da entidade.

72 escolas públicas sergipanas receberão recursos do “Mais Cultura nas Escolas”

Escrito por Caroline Santos Ligado . Publicado em Brasil

Setenta e duas escolas públicas do ensino fundamental e do ensino médio inovador localizadas em 27 municípios sergipanos fazem parte de um conjunto de 1.001 escolas que estão na primeira lista de unidades selecionadas para receber recursos do programa Mais Cultura nas Escolas. A comissão interministerial de avaliação do programa vai divulgar mais uma lista em 10 de fevereiro e outra em 10 de março próximos.

Pelas previsões, serão atendidas mais cinco mil escolas este ano, com repasses do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que variam de R$ 20 mil a R$ 22 mil. O valor por escola é definido de acordo com o número de estudantes matriculados. O investimento no ano será de R$ 100 milhões.

De acordo com a secretária substituta de políticas culturais do Ministério da Cultura, Juana Nunes, a comissão interministerial optou por divulgar as escolas por etapas, no período de janeiro a março, em razão do grande número de projetos habilitados para o Mais Cultura e também para evitar atrasos no calendário. Juana explica que os planos de atividades culturais das escolas selecionadas serão publicados pelos ministérios da Cultura e da Educação e repassados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela transferência dos recursos às unidades de ensino. A escola deve investir a verba na contratação de serviços culturais, conforme plano de trabalho aprovado pela comissão interministerial.

Iniciativa dos ministérios da Educação, da Cultura e do Desenvolvimento Social, o Mais Cultura tem entre as finalidades promover a circulação de cultura nas escolas, contribuir para a formação de público no campo das artes e desenvolver uma agenda de formação integral de crianças e jovens. As atividades podem ser desenvolvidas dentro ou fora das escolas, durante o ano letivo, por um período mínimo de seis meses.

Levantamento realizado pelos três ministérios mostra que das 14,3 mil escolas habilitadas a participar do programa, 67% têm alunos atendidos pelo programa Bolsa-Família do governo Federal. Desse total de escolas, 13,6 mil adotaram a educação em tempo integral; 675 implantaram o ensino médio inovador e 251, os dois sistemas.

Os recursos do PDDE serão repartidos de acordo com o número de matrículas registradas no último Censo Escolar, conforme tabela.

 

 

Confira as escolas sergipanas que estão na primeira lista clicando AQUI

  

Com informações do MEC

Em 2014, a CNTE vai seguir na luta!

Escrito por CNTE Ligado . Publicado em Brasil

Recomeçar significa tentar de novo. Significa mais uma vez! Significa não desistir nunca! Em 2014, a CNTE vai seguir na luta! Queremos um PNE eficiente com a garantia de 10% do PIB para a Educação Pública. Queremos a aplicação da Lei do Piso em todos os estados e municípios! Começaremos o ano da maneira como terminamos, lutando sem trégua e sem rendição acreditando ser possível o que dizem impossível. Acreditar na Educação é preciso!

Pochmann defende redução da jornada de trabalho

Escrito por Diap Ligado . Publicado em Brasil

 

Em evento recente realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, o economista e professor Marcio Pochmann discutiu a mudança do sistema produtivo, industrial e de serviços para compensar a desigualdade na distribuição dos lucros obtidos com o trabalho – a maior parte deles concentrada nas mãos das empresas.

         “Para chegar ao tipo de produção do trabalho imaterial – desempenhado pelo trabalhador da área de tecnologia e qualquer profissional da área de serviços, com os avanços tecnológicos e as mudanças estruturais que estão ocorrendo no mundo – o profissional trabalha em torno de 18 a 19 horas por dia para o benefício apenas da empresa”, explicou.

         O economista argumenta que esse avanço tecnológico e a nova cultura de organização social e econômica da sociedade provocam uma expropriação cada vez maior do tempo de trabalho do cidadão, que não está mais restrito aos limites da empresa na qual ele trabalha.

         Pochmann destacou também que as empresas exigem cada vez mais capacitação de seus profissionais, mas esta qualificação excede seu tempo de trabalho, destruindo o momento destinado ao descanso e ao lazer.

         “O trabalhador está produzindo muito além do que a jornada e o seu trabalho físico proporcionavam antigamente pela empresa. Por isso, é justo que se reduza a jornada de trabalho para 12 horas semanais, que seriam adequadas para contrapor esse acúmulo de capital que vem ocorrendo devido ao trabalho imaterial”, argumentou.

         A análise do palestrante evidencia, portanto, que o trabalhador concentra uma sobrecarga de trabalho, uma vez que ele está produzindo riqueza e recursos que serão destinados para as empresas sem a justa distribuição para os trabalhadores.

            Papel dos sindicatos

         A redução da jornada de trabalho, segundo Pochmann, está ligada ao processo de formação do trabalhador. “É preciso diminuir o tempo de trabalho para ele ter como estudar e se qualificar, ter acesso à diversão e cultura”, pontuou.

         Para Pochmann, o movimento sindical precisa entender que a questão da capacitação do trabalhador é ponto fundamental para o seu fortalecimento. “Os sindicatos devem incentivá-la para que o aperfeiçoamento não fique nas mãos dos empresários ou do Estado. A educação do trabalhador deve e precisa ser um espaço de atuação sindical também”, defendeu.

         O palestrante argumenta que a qualificação e a capacitação são um trunfo importante para os sindicatos negociarem mais e melhores direitos para os trabalhadores. Além disso, propõe a retomada do papel social, de discussão política, como instituição-base para o trabalhador.

            Investimentos em educação

         Na análise de Marcio Pochmann, o jovem só deve entrar para o mercado de trabalho após sua formação no ensino superior, que o prepara melhor para enfrentar a realidade de sua carreira.

         Para o economista, o Brasil tem um importante desafio na educação: fazer o conhecimento ter papel fundamental na vida dos trabalhadores e de toda a sociedade. Na análise do especialista, conhecimento é sistematização e análise de informações, não apenas a obtenção da informação pura, simples e em grande quantidade.

         O Brasil gasta, hoje, 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com educação. Marcio Pochmann fez uma comparação entre os gastos com capacitação da Petrobras e do governo brasileiro. A primeira investiu R$ 400 milhões no aperfeiçoamento de seus 60 mil profissionais, enquanto o Ministério do Trabalho gastou R$ 127 milhões para capacitar todos os seus trabalhadores.

         “Se não houver pressão da sociedade, este cenário não vai mudar. É um momento estratégico, no qual podemos fazer a história com nossas mãos. Nada nos impede de fazer essa mudança. Talvez apenas o medo, mas eventos como este seminário nos dão força para exigir a garantia de igualdades de condições sociais e educacionais para os brasileiros”, argumentou.

            Realidade do capitalismo

         Sob o panorama da trajetória do capitalismo ? que, segundo Pochmann, até 1914 se organizava na forma de impérios, não como estados nacionais -, o economista ressaltou que há um processo de concentração do capital e enfraquecimento das instituições, o que ele considera a mais grave crise do sistema.

         Para tentar conter este cenário, o professor explica que o Brasil precisa voltar a ter a capacidade de criar políticas nacionais. “Nós não sabemos mais criar uma política monetária autônoma, por exemplo. O Brasil representa entre a sexta e a sétima economia do mundo, mas as políticas nacionais estão ameaçadas porque as empresas se organizam na forma de cadeias produtivas”, enfatizou sobre o poder de interferência das grandes corporações na economia e na política.

         Sobre a realidade do trabalho no Brasil, Marcio Pochmann estabelece grandes desafios com os quais o movimento sindical precisa estar atento. Em 2030, a previsão é de que a população brasileira chegue a 207 milhões de habitantes, com a perspectiva de mais mortes do que nascimentos a partir daquele ano.

         Um outro aspecto está relacionado ao perfil etário nacional. Segundo o economista, o Brasil terá uma população idosa para a qual não estará preparado – há atualmente três milhões de idosos com 80 anos; em 2030, serão 20 milhões.

         “Há uma agenda a ser construída para essa realidade. E também é necessário ampliar os ganhos, a participação nos lucros e a rentabilidade do trabalhador”, concluiu Marcio Pochmann. (Fonte: Sindpd-SP)

Escolas rurais terão até R$ 32 mil para garantir fornecimento de água e esgoto

Escrito por Yara Aquino Repórter da Agência Brasil Ligado . Publicado em Brasil

 

Brasília - Resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) publicada na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União estabelece a destinação de até R$ 32 mil para garantir o abastecimento apropriado de água e esgoto sanitário em escolas públicas municipais, estaduais e distritais de educação básica no campo.

A resolução leva em consideração a necessidade de uma política educacional voltada à realidade diferenciada das escolas do campo e de desenvolver ações para melhorar a qualidade do ensino e elevar os índices de desempenho de estudantes de instituições rurais.

Os recursos são destinados nos moldes do Programa Dinheiro Direto na Escola. O dinheiro será liberado em favor das escolas com Unidade Executora Própria (UEX) que tenham declarado, no censo escolar do ano anterior ao do repasse, a inexistência de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário e ainda não tenham sido beneficiadas.

O montante que cada escola receberá será calculado de acordo com o número de estudantes. A liberação dos recursos ficará condicionada à validação do Termo de Declaração e Compromisso e ao preenchimento do Plano de Aplicação pelos diretores das escolas disponível na internet, acompanhado de anexo contendo de três a cinco fotos do prédio escolar onde será feito o investimento.

Os recursos financeiros de que trata esta resolução deverão ser usados até 31 de dezembro do ano seguinte ao do repasse.

Edição: Talita Cavalcante