Rejeição de propostas une grevistas dos Correios e setor bancário

Escrito por Radioagência NP, Jorge Américo. Ligado . Publicado em Brasil

Uma passeata juntou grevistas do setor bancário e dos Correios na tarde desta sexta-feira (30), na capital paulista. As duas categorias tiveram as propostas de pautas rejeitadas e decidiram permanecer em greve. No caso dos Correios, as negociações deverão ser mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O último levantamento indicou que 7.672 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de todo o país interromperam o atendimento desde o início da greve.

Os bancários pedem 12,8% de aumento sobre pisos e salários, além de maior participação nos lucros. Os banqueiros ofereceram 8% de reajuste. A proposta foi rejeitada, segundo a secretária geral do sindicato que representa a categoria na cidade de São Paulo e região de Osasco, Raquel Kacelnikas.

“Eles não repassam [os lucros] proporcionalmente ao esforço dos trabalhadores ou ao resultado que eles adquiriram. Imaginar que eles repassem o crescimento de 20% [nos lucros do primeiro semestre] para nós é porque não conhece os banqueiros.”

Kacelnikas revela que os empregadores não aceitam rediscutir as metas, consideradas abusivas. Eles dizem ser um assunto de gestão, que só pode ser tratado entre os dirigentes das instituições.

“Não é só o aumento [o motivo da greve]. Tem a ver com as condições de trabalho e com as metas abusivas. O trabalhador, para cumprir a meta, precisa ir à noite e aos finais de semana. Isso é inaceitável. Inclusive, faltam trabalhadores bancários. O setor bancário é o segmento que menos contrata, que menos conseguiu gerar empregos.”

Os seis maiores bancos que operam no Brasil lucraram R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre de 2011. Segundo análise feita pelo Dieese, esse valor representa um crescimento médio de 20%.

 

Governador de Minas se nega a pagar o Piso e proposta de R$712 leva trabalhadores à greve de fome

Escrito por Sind-UTE/MG Ligado . Publicado em Brasil

Educadores de Minas realizam atos e permanecem acampados na Assembleia Legislativa

Trabalhadores/as estão no hall das Bandeiras, na ALMG, acampados desde a última terça-feira (20/9), após a Assembleia Estadual da categoria. A iniciativa busca exigir abertura de negociação com o governo para a implantação do Piso Salarial. Na manhã desse sábado houve uma interrupção de água, sob alegação da lavagem de caixa d’água. Também na ALMG, os educadores Abdon Geraldo Guimarães e Marilda de Abreu Araújo permanecem em greve de fome desde às 14h da última segunda-feira, 19/9. Os trabalhadores/as que estão acampados e em greve de fome pretendem manter as manifestações até que seja aberta negociação com o governo de Minas.

 

Na manhã de sexta-feira (23/9), aproximadamente 200 educadores/as, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, promoveram manifestação em frente ao Ministério Público. Na ocasião, acontecia a solenidade de entrega da medalha José Lins do Rego, da qual estava prevista a participação do governador Antonio Anastasia. O objetivo era mostrar o descaso do Governo com a educação mineira.

 

Os trabalhadores exibiram faixas e cartazes e proferiram palavras de ordem, como "Com luta, com garra, o Piso sai na marra" e “É greve, é greve, até que Anastasia pague o Piso que nos deve”. A categoria esta paralisada desde o dia 8/6, pelo cumprimento da lei federal 11.738/08, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).

 

Além disso, os educadores/as permanecem em vigília na ALMG por tempo indeterminado, e tem Assembleia Estadual, no dia 27/9, terça-feira, no pátio da ALMG. No local, eles vão definir as novas estratégias e os rumos para o movimento.

 

Greve de fome– Permanecem sem se alimentar os trabalhadores/as Abdon Geraldo Guimarães e Marilda de Abreu Araújo. Eles estão em greve de fome desde as 14 horas de segunda-feira (19/9) e vão permanecer assim até o Governo negociar com a categoria. O estado de saúde dos educadores/as é estável.

Proposta insuficiente leva bancários à greve a partir de terça-feira

Escrito por Leticia Cruz, Rede Brasil Atual Ligado . Publicado em Brasil

São Paulo – Fracassou a nova rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na tarde desta sexta-feira (23), em São Paulo. A entidade patronal propôs reajuste salarial de 8%. A oferta foi avaliada insuficiente pelos representantes da categoria. Com isso, a expectativa é de greve nacional a partir de terça-feira (27). Assembleias serão realizadas na noite anterior em todo o país.

A proposta dos banqueiros também não atende a  nenhuma das outras reivindicações dos trabalhadores, como aumento da participação nos lucros ou resultados (PLR) e valorização do piso salarial. Os negociadores da Fenaban também não apresentaram qualquer proposta para as reivindicações de emprego e melhores condições de trabalho. Segundo o Comando dos Bancários, os 8% representam aumento real de 0,56% – diferença de apenas 0,19 ponto percentual em relação à proposta anterior. Os bancários reivindicam aumento de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação).

Sem avanços nas negociações, estão mantidas as assembleias que serão realizadas às 19h da segunda-feira (26) para organizar a greve por tempo indeterminado, a partir do dia seguinte. “Além de apresentar proposta insuficiente para o índice, não trouxeram nada para a valorização do piso, para melhorar a PLR e as condições de trabalho, principalmente no que se refere ao fim das metas abusivas e a garantia de emprego, questões fundamentais para os bancários”, protestou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

“Contamos com todos os bancários na assembleia de segunda-feira, na quadra (do sindicato da categoria), para organizarmos a paralisação ainda mais forte que a do ano passado. Ficou claro que só assim os banqueiros vão entender a insatisfação da categoria. Os trabalhadores sabem que somente muita mobilização pode mudar esse quadro”, completou a presidenta do sindicato.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, lamentou que os bancos insistam em esgotar todas as vias de entendimento, sem valorizar os trabalhadores do setor. "Desde o início apostamos no processo de negociação, mas agora vamos intensificar a mobilização da categoria em todo o país para realizar uma greve forte, a fim de arrancar dos bancos

Campanha do plebiscito sobre a divisão do Pará começa nesta terça

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Brasil

São Paulo - Começa nesta terça-feira (13) o período de campanha do plebiscito pela divisão do estado do Pará em três, com criação de outros dois territórios, de Carajás e de Tapajós. Os eleitores paraenses irão às urnas em 11 de dezembro deste ano, porém o resultado será apenas consultivo já que cabe à Câmara dos Deputados e ao Senado decidirem sobre a criação ou não dos novos estados. É primeira vez no Brasil que a criação de um estado é decidida em plebiscito.

A partir desta terça-feira já está liberada a campanha nas ruas. No rádio e na TV, porém, a propaganda só começa no dia 11 de novembro, um mês antes do plebiscito. Cada frente terá como limite de gasto R$ 10 milhões, valor estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que corresponde a quase o dobro do que gastou o governador Simão Jatene (PSDB) para se eleger em 2010. Há cinco registros protocolados na Justiça Eleitoral do estado, duas frentes a favor e três contra a divisão do estado.

O material da campanha a favor da criação dos novos estados está sendo criado pelo marqueteiro Duda Mendonça. As peças divulgadas têm como cores básicas o verde e amarelo. Enquanto a campanha contrária à separação terá as cores azul, branco e vermelho, com destaque para o número 55, que deverá ser digitado na urna eletrônica por aqueles que defendem a manutenção da unidade do estado.

Mapa de divisão do atual território do Pará em três unidades da federaçãoNesta quinta-feira (15), os deputados estaduais se reunirão em sessão especial na Assembleia Legislativa  para debater a possibilidade de divisão do Pará com criação de outros dois estados. Proposta pela líder do PR, Raimundo Santos, a sessão servirá para debater o tema, sem apontar caminhos a serem seguidos no plebiscito.

Os paraenses deverão responder a uma única pergunta, se aceitam ou não a divisão do território em três unidades da federação. Se a divisão for aprovada pelos eleitores e confirmada pelo Congresso Nacional, Carajás ficaria com as regiões sul e sudeste do atual Pará, com 1,6 milhão de habitantes. Tapajós, a oeste, ficaria com 1,3 milhões de pessoas. O restante permaneceria sendo nomeada como Pará, com 4,5 milhões de habitantes.

Pesquisa analisa a cobertura da mídia sobre o MST durante a CPI

Escrito por http://www.intervozes.org.br/ Ligado . Publicado em Brasil

Uso de termos negativos, pouca relevância dada às bandeiras do Movimento e exclusão do MST como fonte. O que já era percebido pelos movimentos sociais agora foi comprovado em pesquisa que analisou cerca de 300 matérias sobre o MST em TV, jornal impresso e revistas. A pesquisa foi realizada com apoio da Fundação Friedrich Ebert e da Federação do Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (FITERT).

 

O relatório, intitulado “Vozes Silenciadas”, analisou as matérias que citaram o MST em três jornais de circulação nacional (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo); três revistas também de circulação nacional (Veja, Época e Carta Capital); e os dois telejornais de maior audiência no Brasil: Jornal Nacional, da Rede Globo, e Jornal da Record. O período pesquisado foi de 10 de fevereiro a 17 de julho, duração das investigações de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o MST.

O estudo

 

MST é retratado como violento e suas bandeiras recebem pouco destaque. A pesquisa concluiu que o movimento, na maioria dos casos, não era central nas matérias que o citam. O tema predominante foi as eleições (97 inserções), com uma grande diferença em relação ao segundo lugar, o Abril Vermelho (42 inserções). A CPMI foi tema apenas de oito matérias (ou 2,6% do total). Nas matérias sobre eleições, o MST não apareceu nos debates sobre políticas agrárias, mas sim como ator social mencionado de forma negativa pelos dois principais candidatos do pleito nacional. O Movimento aparece em segundo lugar no ranking de fontes ouvidas (em primeiro lugar estão matérias que não ouvem nenhuma fonte). Porém, essa colocação representa apenas 57 ocorrências num universo de 301 matérias.

 

Quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao MST e suas ações. O termo que predominou foi “invasão” e seus derivados, como “invasores” ou o verbo “invadir” em suas diferentes flexões. Ao todo, foram usados 192 termos negativos diferentes, entre expressões que procuram qualificar o próprio MST ou suas ações.

 

A maioria dos textos do universo pesquisado cita atos violentos, o que significa que a mídia faz uma ligação direta entre o Movimento e a violência. Não bastasse essa evidência, dentre as inserções que citam violência, quase a totalidade (42,5% do total de matérias) coloca o MST apenas como autor.

 

Confira aqui a íntegra da pesquisa.