Entidades voltam a protestar contra aumento da tarifa de ônibus

Escrito por Juliana Sobral - CUT/SE Ligado . Publicado em Brasil

Repúdio a qualquer proposta de aumento da tarifa de ônibus, mobilidade urbana e um novo modelo de transporte público em Aracaju. Com estes preceitos, entidades políticas e sindicais, estudantes e trabalhadores sergipanos foram às ruas da cidade na manhã desta terça-feira, 25, por volta das 6h30, para realizarem mais um ato público e demonstrarem indignação quanto à proposta de aumento da tarifa de ônibus de 16,67% (R$ 2,10 para R$ 2,45).

Para a CUT, antes de propor o reajuste da tarifa é preciso discutir a qualidade do transporte, além de democracia e transparência no serviço público de transportes. A CUT propõe ainda a renovação da frota de ônibus, fiscalização do número de pessoas que viajam em pé nos veículos e entende que o valor da tarifa é muito alto dada a distância percorrida pelos ônibus, se comparado a outras capitais do país.
E para que o protesto chamasse atenção, integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), além de estudantes da UFS e IFS, se concentraram na Praça da Bandeira e iniciaram o ato com gritos de ordem, faixas arqueadas e distribuição de panfletos pelo trânsito que ali formava. “A Prefeitura tem o dever de oferecer aos aracajuanos um transporte público digno. Para isso, é preciso municipalizá-lo, ou seja: deixá-lo fora da iniciativa privada”, disse Lucas Gama, militante do PCB.

Aqueles que dependem do transporte público para a locomoção diária dizem participar de uma verdadeira maratona; o direito de ir e vir, com mobilidade, foi aos poucos substituído pelo direito ‘abarrotado’. “Para trabalhar tenho que pegar três conduções e quase sempre sigo em pé, apoiado nas portas. Você acha que eu devo realmente pagar esse absurdo? Parte do meu salário é pra pagar passagem”, afirmou o assistente de pedreiro Thiago Silva da Cunha.

Segundo Leandro Sacramento, representante do PSOL e do Movimento Não Pago, já faz duas semanas que a sociedade é mobilizada para coleta de assinaturas de um abaixo assinado lançado no último dia 21. “Assim, formalizaremos um documento que será encaminhado e protocolado na Prefeitura Municipal de Aracaju e na Câmara de Vereadores. Entramos com uma ação junto ao Ministério Público para que isso seja possível”, ressaltou.
Mas como já se sabe, a luta na capital continuará enquanto o poder público municipal não convocar as entidades populares a participarem de debate e da definição sobre a tarifa de ônibus. Em declaração pública, o representante da prefeitura Bosco Rollemberg afirmou que a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) está analisando as planilhas de custos das empresas e que, certamente a sociedade será convocada discussão.