315 estudantes para dois banheiros: realidade de escola municipal em povoado de Santo Amaro das Brotas fere integridade e dignidade de estudantes

120

Trezentos e quinze (315) estudantes em uma escola, 2 banheiros para uso. Não, não é uma situação hipotética ou em uma narrativa de um mundo distópico, como nos livros de Margaret Atwood, esta é a realidade da Escola Municipal Manoel José da Cruz, no povoado Aldeia, em Santo Amaro das Brotas.

A escola tem 4 banheiros. Um está interditado; um sendo usados pelos funcionários da escola e os outros dois restantes pelos estudantes.

Esta situação que podemos chamar de, no mínimo, vergonhosa está ocorrendo porque a fossa séptica da Escola está cheia e quando os estudantes dão descarga os dejetos voltam pelo vaso, deixando o banheiro cheio de excrementos, com cheiro insuportável e impróprio para o uso.

O que torna essa história toda ainda mais inacreditável (embora seja completamente real) é que há banheiros novos na Escola Municipal Manoel José da Cruz, banheiros que foram feitos a pouco tempo, mas que permanecem trancados, não disponíveis para o uso dos estudantes.

É importante dizer que o que está acontecendo na Escola Municipal Manoel José da Cruz é uma violência contra 315 meninas e meninos que lá estudam. É inaceitável em níveis éticos, morais e legais.

Não há explicação possível para justificar um cenário em que estão disponíveis para uso apenas 2 banheiros para 315 estudantes, e o mais terrível, existem banheiros que foram reformados, mas que a administração da escola não colocou para uso.

Queremos respostas: Por que os banheiros novos não estão sendo usados? Onde estão as autoridades responsáveis por cuidar da integridade de nossas crianças e adolescentes diante de uma situação como essa? O que está acontecendo prefeitura e secretaria municipal de educação de Santo Amaro da Brotas?

“Ter banheiro, em condições de uso, é o mínimo de dignidade que se espera de uma escola, mas nem esse mínimo está sendo ofertado aos 315 estudantes da Escola Municipal Manoel José da Cruz. Estamos fazendo a denúncia desta situação absurda e vamos cobrar junto a prefeitura e aos órgãos responsáveis que tomem alguma atitude o mais rápido possível. O certo é que como está hoje, não pode ficar. É um desrespeito a dignidade humana dos estudantes, é uma violência e não vamos assistir a tudo isso de braços cruzados”, coloca a coordenadora geral do SINTESE, na região do Vale do Cotinguiba, Rita de Cássia.