Canindé: Pressão de professoras e professores faz com que prefeito receba a categoria

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Cansados da inconsistência política e negação de direitos garantidos por Lei, professoras e professores de Canindé de São Francisco, fizeram uma vigília na porta da prefeitura, nesta quinta-feira, dia 3, com o intuito de abrir canal de diálogo com a gestão do município e cobrar uma série de dívidas que a mesma acumula junto ao magistério da rede municipal de ensino.

A mobilização rendeu frutos e o prefeito, Joselildo Almeida Pank do Nascimento, recebeu dirigente do SINTESE em audiência no final da manhã de hoje. Os representantes das professoras e professores levaram uma extensa pauta de cobranças ao prefeito. Foi ela: Não pagamento do 1/6 ferial de 2023 (o pagamento deveria ter ocorrido no mês passado); pagamento dos passivos de 2020 (férias); pagamento do retroativo do piso de 2023; precatórios do FUNDEF; pagamento do empréstimo junto ao Banese do décimo terceiro de 2022; pagamento de 50% do 13º salário na data de aniversário do professor.

Logo após a audiência, a categoria se reunião em assembleia e partir do proposto pela gestão municipal de Canindé decidiu aguardar até o próximo dia 10 de agosto o pagamento de 1/6 ferial de 2023. Caso o pagamento não seja efetivado a categoria mais uma vez fará vigília na porta da prefeitura, no dia 11 de agosto.

Foi deliberado também aguardar por uma outra audiência que ficou marcada para o dia 24 de agosto, onde serão debatidos passivos trabalhistas de 2020, retroativo do piso e 13°salário.

A categoria está em Estado Permanente de assembleia.

“Embora cansados, os professores e professoras não abandonaram a luta. E com essa luta aqui, hoje, já conseguimos marcar audiências, abrir o canal de diálogo e vislumbrar a possibilidade de negociação. Esperamos que o prefeito entenda que ao negar direitos dos professores, ao não valorizar a nossa categoria, tão importante para a população, ele também está negando o futuro de nossas crianças e jovens, está virando as costas para a educação do município. Estamos abertos ao diálogo e a negociação sempre”, enfatiza o coordenador geral do SINTESE na região do Alto Sertão, professor Cloverton Santos.