Descaso: Escolas municipais de Lagarto estão abandonadas à própria sorte

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Imagine chegar a uma escola e de cara já se deparar com esgoto correndo a céu aberto, não só na porta da unidade de ensino, mas também dentro dela. Imagine tentar usar o banheiro da escola e não ter nenhuma maçaneta na porta para garantir sua privacidade, se quer usar o banheiro a porta fica apenas “encostada”. Tampa e assento de vaso? Isso é até luxo. Imagine muros com rachaduras que chegam a passar a mão de uma pessoa adulta e pilares próximos a ruir. Imaginou como seria estudar em escolas assim?

Infelizmente, em Lagarto isso não fica somente no campo da imaginação, essa é a realidade vivida diariamente por crianças e jovens matriculados na rede municipal de ensino

Diante do descaso da gestão da prefeita, Hilda Ribeiro, com a educação do município, o SINTESE enviou ofício ao Ministério Público Estadual no qual solicita que o órgão faça intervenção e cobre, junto a gestão municipal, medidas cabíveis para solucionar os graves problemas.

Falta de servidores

A gritante situação de abando das escolas, fez com que professoras e professores de Lagarto fossem a 21 unidades de ensino da rede municipal, com o intuito de verificar in loco os principais problemas enfrentados por cada comunidade escolar em seu dia a dia.

Além dos problemas relacionados a estrutura física, outro problema é falta de servidores públicos nas escolas. Faltam merendeiras, pessoal de apoio, vigilantes, cuidadores e até professoras e professoras.

A falta de merendeiras gera mais um grave problema: falta de alimentação escolar para os estudantes. Sabemos que diante da desigualdade e da fome que ainda que assola o nosso estado e o nosso país, a alimentação escolar é de extrema importância, muitas veze é a única refeição digna para muitas crianças e jovens.

O fato é que a falta de servidores acarreta um desequilíbrio no ambiente escolar. As escolas municipais de Lagarto estão sujas; mal cuidadas, sem vigilantes para garantir a segurança dos prédios escolares; os estudantes sem acesso a alimentação escolar, em alguns casos, sem professor em sala de aula.

SINTESE cobra soluções

A situação não é só desrespeitosa a estudantes, professoras, professores e demais funcionários das escolas, ela vai de encontro ao que exigem a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que é o padrão de qualidade como princípio para garantir a educação.

Os problemas apontados no dossiê elaborado pelos professores e professoras de Lagarto violam uma série de direitos e Leis que protegem criança e jovens e que garantem a eles o ensino e aprendizagem em ambiente limpo, saudável, com acesso a alimentação e digno.

O SINTESE espera que o Ministério Público Estadual, chame a administração municipal a sua responsabilidade e cobre soluções rápidas e duradoras para os problemas apontado no dossiê elaborado pelas professoras e professores da rede municipal de ensino de Lagarto.

Para o diretor do Departamento de Bases Municipais do SINTESE e também professor da rede municipal de ensino de Lagarto, Benizário Júnior, é fundamental que o direito a educação seja assegurado em sua integralidade, de maneira digna.

“Não podemos permitir que o acesso e permanência de nossas crianças e jovens nas creches e escolas de nossa cidade seja comprometido por conta de uma política de descaso e a abando da nossa educação. Educação não é gasto é investimento para o nosso povo e em seu futuro. Esperamos que a gestão da prefeita, Hilda Ribeiro, comece o quanto antes a ter isso em mente e coloque me prática”, enfatiza o dirigente do SINTESE

Clique no link abaixo veja o ofício encaminhado pelo SINTESE ao Ministério Público Estadual e principais os problemas encontrados, por professoras e professoras, nas 21 escolas da rede municipal de ensino de Lagarto.