Estudantes do Felisbelo Freire em Itaporanga protestam contra a gestão da escola

541

Na manhã desta quarta, 13, um grupo de estudantes do Centro de Excelência Felisbelo Freire, ex-estudantes e mães realizaram um protesto pelas ruas do município de Itaporanga D’Ajuda.

Acompanhados por representantes da USES e pelas professoras Ivônia Ferreira e Elvira Rocha, e de integrantes da direção do SINTESE, a comunidade escolar reclama que a diretora da escola, que funciona na modalidade em tempo integral, não faz o devido acolhimento dos estudantes e muito menos aos pais, mães e responsáveis.

“Soube que minha filha passou mal na escola porque uma coleguinha dela ligou. Não é assim que a direção de uma escola tem que agir”, disse Fátima Reis, mãe de Ana Paula, estudante do primeiro ano que já teve dois episódios de ansiedade no ambiente escolar.

Fátima Reis

Segundo relatos, muitos estão sofrendo com crises de ansiedade e desmaios durante as aulas. Mães e estudantes contaram também que nas últimas semanas dezenas de estudantes foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento, que fica próximo à escola.

As dirigentes sindicais foram informadas também que diversos estudantes, assim que o ato desta terça foi marcado, foram ameaçados pela diretora da escola.  

“Não é normal vermos uma situação dessas, por isso a reivindicação é justa e viemos aqui prestar solidariedade à comunidade escolar e buscar uma solução para o problema”, afirmou Elvira Rocha.

Hoje, durante o protesto, vários estudantes passaram mal, pois estavam proibidos de sair da escola. Alguns foram socorridos pela ambulância municipal, outros foram levados ao atendimento pelo veículo do SINTESE.

“Não estamos aqui contra a pessoa da diretora, mas queremos que nossos filhos sejam respeitados e bem tratados. Não é normal ter tantos casos de gente desmaiando em uma escola”, relata Cessi de Jesus, mãe de Joceline, estudante do primeiro ano do ensino médio.

Cessi de Jesus

A falta de condições estruturais do prédio também é um fator de tensão. O refeitório existente foi improvisado a partir de duas salas de aula. Há também, segundo os estudantes, insuficiência no cardápio da alimentação.

De acordo com o site da Secretaria Estadual da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc, a escola conta hoje com 729 matrículas sendo, 506 do Ensino Médio e 223 da Educação de Jovens e Adultos.

Ministério Público

Ainda pela manhã, o grupo foi ao Ministério Público em busca de agendar uma audiência com o promotor responsável pela área da Educação. Alguns foram recebidos pela assessoria do promotor que informou já ter recebido denúncias sobre a situação e solicitações de reuniões para tratar da questão. A professora Ivônia sugeriu que fosse realizada uma audiência pública onde pais, mães, responsáveis, professores, estudantes e a direção da escola fossem ouvidos.

Além da audiência com o Ministério Público as dirigentes do SINTESE informaram aos estudantes e mães que vão buscar agendar uma audiência na Seduc para tratar do que vem ocorrendo no Felisbelo.

“Pelo que ouvimos das mães e dos estudantes, a situação é muito grave. Por isso vamos buscar uma audiência na Seduc. É preciso que a secretaria tome efetivo conhecimento do que está se passando e tenha uma solução”, disse Ivônia.