“FESTIDIERI”: GOVERNADOR AUTORITÁRIO, MIMADO E BIRRENTO

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Autor: Professor Ricardo André de Souza

No início de 2024, o SINTESE apresentou a pauta de reivindicações dos professores e professoras da Rede Estadual ao governador Fábio Mitidieri, a fim de que ele desse uma resposta positiva. Entre os pontos da pauta está a atualização do Piso Salarial de 3,62%, o descongelamento de gratificações fixas reajustáveis, o retorno do auxílio Internet e tecnológico e a realização do Concurso Público para professores. De lá pra cá, o SINTESE tentou inúmeras vezes buscar uma resposta do governador a respeito da pauta do Magistério Estadual, sem sucesso. Com a nítida intenção de enganar a população e colocá-la contra a categoria, na mídia, o governador limitou-se a dizer que “já estava cumprindo o acordo com o SINTESE”. O “acordo” a que se refere o governador é a retomada rebaixada da Carreira do Magistério, acordado ano passado, e sua implementação iniciada neste ano, como se essa fosse a única reivindicação da categoria. A retomada da Carreira é apenas um ponto dentre outros reivindicados pelos educadores(as).

Por conta da recusa do governo em apresentar uma proposta de como iria atender as reivindicações, os professores e professoras deliberam em assembleias seis dias de greve: nos dias 22, 23 e 24 de maio, e 4, 5 e 6 de junho, para cobrar do mesmo que respeitasse e valorizasse os trabalhadores e trabalhadoras em educação, apresentando uma proposta.

Ao invés de apresentar a proposta ou chamar o sindicato para negociar, de forma autoritária, o governador entrou com ações judiciais, no TJSE, pedindo a ilegalidade das duas paralisações, o que foram rapidamente julgadas ilegais, com pesadas multas impostas ao sindicato, pelo desembargador Roberto Porto.

Como se não bastasse, surpreendentemente o governador, em entrevistas nas rádios, afirmou que fechou as portas de diálogo com o SINTESE, que o sindicato podia morar nas dependências da SEDUC, mas não iria receber de jeito nenhum os dirigentes do SINTESE. Com essa fala raivosa, ficou claro como a água, que o governador é autoritário, mimado e birrento.

AUTORITÁRIO, porque preferiu recorrer à justiça para tentar impedir que os trabalhadores e trabalhadoras em educação exercessem seu direito constitucional de fazer greve, a sentar para negociar com o SINTESE. MIMADO, porque facilmente se chateia quando se discorda dele. No primeiro “tranco” da administração, se desespera, não tem estrutura emocional para enfrentar e resolver os problemas. BIRRENTO, porque não pode ser contrariado que faz birra, empaca, não dialoga, é egocêntrico. Está claro que o problema de Fábio “Festidieri” é ‘birra política’. E essa é uma postura inadequada para um gestor público, que deve tratar dos interesses públicos, mas parece que ele trata o Estado como se fosse uma extensão de suas empresas.

Um governador, filhinho de papai, autoritário, mimado e birrento, criado em uma redoma, cheio de vontades, com valores invertidos, pois, para ele, mais importante que valorizar professor(a) é gastar milhões com festas. Quem não pode ser contrariado, pode ser um bom governante?
Que vergonha, FESTIDIERI!!!!