Magistério púbico municipal de Lagarto rejeita proposta da gestão e ocupa prefeitura

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A indignação com a proposta apresentada pela administração municipal, de parcelar em oito vezes o retroativo da atualização do piso de 2022 e adiar as negociações de 2023, para o mês de abril, levou professoras e professores das escolas municipais de Lagarto a ocuparem o prédio da prefeitura na manhã desta segunda, 13.

O magistério lagartense aguardava com ansiedade a proposta da administração de Hilda Ribeiro prometida desde a última audiência com o sindicato, no dia 20 de janeiro, a resposta da categoria foi a rejeição por unanimidade em assembleia realizada no início da manhã e depois de uma caminhada pelas ruas da cidade, os professores e professoras ocuparam a sede do poder executivo municipal. Pouco depois das 13h o magistério desocupou o prédio.

Considerando as finanças do município, que dados oficiais mostram que são favoráveis, os professores e professoras esperam uma proposta de pagamento das dívidas com o magistério e a atualização do piso fossem mais rápidas.

“A indignação da categoria é grande, pois dados oficiais mostram que há condições de atualizar o piso para 2023 e pagar o retroativo em um menor tempo”, afirma Benizario Júnior, professor da rede municipal de Lagarto.

A lei é explícita quando estabelece que a atualização deve ser feita em janeiro e com relação aos retroativos, o sindicato dialoga desde maio do ano passado para que eles fossem pagos ainda em 2022, mas a gestão não considerou a argumentação do sindicato e empurrou o pagamento para 2023.

Uma solicitação de audiência foi protocolada e uma nova assembleia está marcada para o dia 06 de março. Horário e local serão divulgados posteriormente.