Na luta por direitos, professoras e professores de Graccho Cardoso paralisam suas atividades no próximo dia 18

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A máxima “direitos devem ser respeitados” parece não fazer parte do vocabulário do prefeito de Graccho Cardoso, Arakém Aragão. Professoras e professores têm enfrentado pagamentos de salários atrasados, dívidas que se acumulam devido ao desrespeito aos seus direitos e Leis que não são cumpridas. E diante desse cenário absurdo só existe uma alternativa: lutar!

Por isso, professoras e professores da rede municipal de ensino de Graccho Cardoso decidiram em assembleia ocorrida na segunda-feira, dia 11, que vão paralisar suas atividades no dia 18 de setembro, próxima segunda-feira. O objetivo é dialogar com a população e mostrar como a educação e os professores de Graccho Cardoso vêm sendo desrespeitados e desvalorizados pela gestão do prefeito Arakém.

Neste dia de luta e mobilização, professoras e professores farão vigília em frente a prefeitura municipal, a partir das 9h.

A gestão do prefeito Arakém Aragão deve as professoras e professores de Graccho Cardoso:

– 1/6 ferial de 2022;

– 1/6 ferial de 2023;

– 20% do piso de 2022

– Atualização do piso de 2023

– Pagamentos de salários feitos com atraso, no dia 10 do mês subsequente ao trabalhado.

“O SINTESE sempre buscou a via do diálogo, mas diante do descumprimento de uma série de direito, de leis, de desrespeito até no essencial, que é o pagamento dos salários em dia, as professoras e professores da Graccho Cardoso não podiam mais esperar pela “boa vontade” do prefeito e por promessas não cumpridas e por isso vão paralisar suas atividades. Precisamos dialogar com a população de Gaccho, mostrar como aquelas e aqueles que cuidam do futuro das crianças e jovens são tratados pela gestão municipal. Seguimos abertos ao diálogo, mas queremos mais que promessas, queremos direitos respeitados”, afirma taxativamente o coordenador do SINTESE na região do Alto Sertão, Cloverton Santos