O diploma de jornalista de Gleice Queiroz não lhe assegura salvo conduto para caluniar, mentir e difamar

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“No jornalismo, não há fibrose. O tecido atingido pela calúnia não se regenera. As feridas abertas pela difamação não cicatrizam. A retratação nunca tem o mesmo espaço das acusações.”

Felipe Pena

A Direção Executiva do SINTESE – Sindicato de Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe, através do seu Conselho Estadual de Representantes, optou durante aproximadamente 11 meses em não responder às provocações, informações deturpadas e ataques infundados da jornalista Gleice Queiroz, pelas seguintes razões: a) A jornalista em questão nunca se conformou com a demissão do cargo em comissão, de livre nomeação e exoneração do Poder Executivo, que ocupou por 16 anos na SEDUC/SE, mesmo tendo atuado ativamente na campanha eleitoral do atual Governador; b) Quem pauta as ações político-sindicais do SINTESE são os Professores e Professoras, filiados(as) a este Sindicato, nas Assembleias Gerais e no Congresso Sindical Estadual; c) As ações e deliberações do SINTESE são aprovadas no seu Congresso Estadual, nas Assembleias Gerais, no seu Conselho Estadual de Representantes e através da suas Direções Executiva Estadual e Regionais, logo a categoria não se guia por intrigas e provocações de grupos políticos, de setores partidarizados da imprensa ou por pessoas estranhas a categoria.

Os conflitos políticos, de parte a parte, que envolvem a Jornalista Gleice Queiroz, o Governador Fábio Mitidieri e o vice-governador e Secretário de Estado da Educação Zezinho Sobral não dizem respeito e nem interessam ao SINTESE. As prioridades das ações do SINTESE visam reestabelecer a carreira dos Profissionais do Magistério Estadual, nos patamares da legislação aprovada em 2009 para implementar o Piso Salarial da categoria em todos os níveis e classes da carreira; é lutar para que seja aprovado uma nova legislação que assegure a autonomia e a gestão democrática das escolas públicas estaduais e municipais, atualmente descaracterizada pela farsa do falso verniz de meritocracia; é lutar para garantir condições efetivas de trabalho, de formação continuada e de valorização do trabalho docente; é lutar pela revogação do excludente ‘novo  ensino médio’; é lutar para que as políticas públicas educacionais sejam de estado, construídas democraticamente com a participação da sociedade civil, sem a interferência ou aparelhamento das fundações privadas educacionais  e, dentre outras pautas, lutar para garantir alimentação escolar, materiais didáticos, transporte e condições universais de acesso à educação básica obrigatória aos estudantes de educação básica de Sergipe.

No seu blog, edição de 13/11/2023, a jornalista Gleice Queiroz, extrapolou todos os limites éticos ao publicar a matéria intitulada “A lua de mel do SINTESE com Mitidieri – A relação amorosa entre o Governo Fábio Mitidieri e o SINTESE continua de vento em popa”, fato que obriga o SINTESE a restabelecer a verdade dos fatos e tomar as medidas cabíveis e legais que julgar serem necessárias, a saber:

 

  1. O SINTESE pauta todos os governos, independente da orientação partidária ou ideológica, pelos princípios classistas da autonomia e liberdade sindical. Assim tem sido, sendo que historicamente a entidade sobreviveu às perseguições, às tentativas judiciais de fechamento desta entidade, a atos administrativos de intolerância e a substituição das relações que deveriam ser democráticas por políticas de ódio e perseguições;

 

  1. O citado evento na matéria da jornalista Gleice Queiroz, ocorrido em 13/11/2023, no Teatro Atheneu, foi a etapa estadual da CONAE 2024 – Conferência Nacional de Educação Básica, que ocorrerá em janeiro do próximo ano em Brasília/DF, cujo objetivo é elaborar o projeto de lei do novo PNE – Plano Nacional de Educação, com vigência prevista para 2024 – 2034. Eventos similares, ao que ocorreu em Sergipe, estão sendo realizados em todos os 26 estados e no distrito federal. O FEE/SE – Fórum Estadual de Educação, instituição criada pela Lei nº 8.025, de 04 de setembro de 2015, é composta por órgãos governamentais e dezenas de organizações da sociedade civil sergipana, sendo o SINTESE um dos membros efetivos. O FEE/SE organizou e coordenou 5 etapas intermunicipais e uma estadual da CONAE 2024. O SINTESE, entidade sindical que representa 26 mil Profissionais do Magistério Público e atua em todos os 75 municípios não pode ter a sua voz censurada, na solenidade de abertura da etapa estadual da CONAE 2024, pelos interesses políticos da jornalista Gleice Queiroz e de quem quer que seja;

 

  1. Ao longo de 2023 o SINTESE realizou inúmeros atos na porta dos Palácios, em frente a Secretarias de Estado, na porta de órgãos públicos, na Assembleia Legislativa, no TCE/SE, no Ministério Público, durante inaugurações de obras públicas e no acompanhamento da agenda oficial de autoridades (presidente Lula, Ministros, Secretários e o Governador). Todas essas ações foram públicas, deliberadas nas instâncias do sindicato e publicizadas. Logo, esclarecemos que a jornalista Gleice Queiroz não pauta e nem delibera as ações do SINTESE, pois não pertence ao quadro efetivo do Magistério Público Sergipano e nem foi eleita pela categoria para dirigir este sindicato.

 

  1. O SINTESE e demais entidades da sociedade civil, somente durante a solenidade de abertura, é que tomaram conhecimento que a palestra de abertura seria feita pela assistente social Itanamara Guedes, assessora do Ministério da Educação. É pérfida e abjeta a insinuação de que a mesma foi escolhida palestrante por fazer parte de uma rede de relações políticas com esta entidade sindical.

 

  1. São gravíssimas as calúnias e as injúrias de que o SINTESE realizou um ato no final de 2022, na porta da SEDUC/SE, articulado por Zezinho Sobral, que presidiu a equipe de transição do então governador eleito e a Secretária Municipal de Educação de Nossa Senhora do Socorro e presidente da Undime/SE, a professora Josevanda Franco. No caldeirão dos venenos, a referida jornalista destila: “Até o cargo do neto de Lula no governo de Sergipe passou pela transição da Educação.” O SINTESE não faz e nem nunca fez acordos com autoridades para realizar atos públicos, muito menos participou de nenhuma equipe de transição entre governo que sai e o eleito. Nesse sentido, a assessoria jurídica do SINTESE encaminhará todas as medidas judiciais cabíveis para reparar tal matéria difamatória.

 

  1. Foi a ação político-sindical do SINTESE, seja nas audiências com a gestão municipal, no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado que obrigou a Secretaria Municipal de Educação de Nossa Senhora do Socorro a realizar o PSS – Processo Seletivo Simplificado para contratação de Professores(as) e afastar estagiários de salas de aula. Além disso, tramita na justiça estadual uma ação civil pública, patrocinada pelo SINTESE, para que seja realizado concurso público em Nossa Senhora do Socorro. Em todas as audiências do SINTESE, com a gestão municipal de Nossa Senhora do Socorro, o sindicato tem cobrado a nomeação da Comissão Organizadora do Concurso Público, a contratação da instituição que realizará o referido concurso público e a publicação do edital. É calunioso, pois é exemplo de jornalismo antiético-degradante, a afirmação de que existe um pacto de silêncio do SINTESE com a administração do Padre Inaldo, em Nossa Senhora do Socorro ou com qualquer outro gestor(a) público(a) em Sergipe. Liberdade de expressão do jornalismo não é habeas corpus para a disseminação de mentiras vis e caluniosas que visam destruir a imagem de uma instituição e seus dirigentes perante toda a sociedade sergipana.

 

  1. O XVIII Congresso do SINTESE, que contou com a participação efetiva de mais de 1900 Professores e Professoras, eleitos(as) em seus locais de trabalho, realizado no último período de 09 a 11 de novembro do corrente ano, debateu e aprofundou sobre os graves problemas que afligem os Profissionais do Magistério Público de Sergipe, analisou os estruturais nós críticos educacionais de Sergipe, discutiu a necessidade de ampliar o financiamento da educação básica e refletiu sobre as consequências das políticas neoliberais na educação brasileira. Assim, compreendemos que o SINTESE vai continuar seguindo o seu curso histórico, composto por um coro de milhares de vozes, que bradam e lutam em todos os lugares de Sergipe pelo acesso ao direito à educação e por uma política efetiva de valorização dos Profissionais do Magistério Público em Sergipe, nos sistemas estadual e municipais de ensino.

 

Aproveitamos o ensejo para lembrar a jornalista Gleice Queiroz, respeitosamente, para que guie o seu profícuo trabalho jornalístico pelo art. 12 do Código de Ética do Jornalismo:

O jornalista deve:

I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;

II – buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;

III – tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;

 

 

Aracaju(SE), 14 de novembro de 2023

 

CERES – Conselho Estadual de Representantes do SINTESE

Direção Executiva Estadual do SINTESE

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Agreste

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Alto Sertão

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Baixo São Francisco I

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Baixo São Francisco II

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Centro Sul

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Sul

Direção Executiva da Subsede Regional do SINTESE no Vale do Cotinguiba