População constrói caminhada em Aracaju em defesa da democracia e por direitos

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Por Iracema Corso CUT/SE

‘Bolsonaro é responsável’, foi a frase da faixa de frente que puxou o ato unificado ‘Por direitos e democracia’ que eclodiu na tarde da sexta-feira, dia 13 de janeiro, pelas ruas do Centro de Aracaju.

Na concentração do ato ‘Por Direitos e Democracia’, na Pça General Valadão, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe), Roberto Silva, abriu o ato que saiu em caminhada pelas ruas do Centro até a Orlinha do Bairro Industrial.

“É assim que vai se fortalecer a nossa luta pela revogação da reforma trabalhista, da reforma da previdência, por mais investimento para a reforma agrária, para a moradia popular… É esta luta que fazemos agora que vai fortalecer todas as nossas lutas históricas”, afirmou Roberto.

Além do pronunciamento dos dirigentes sindicais e de membros dos movimentos sociais, o percurso foi marcado pelo som engajado do ‘Descidão Quilombolas’.

Ao longo do percurso, os manifestantes solicitaram a punição a todos os financiadores do golpe.

Dona Maria das Graças Santos, militante do MTST, comemorou a derrota do golpe contra a democracia que teve o financiamento de muitos empresários de vários estados brasileiros.

“Não adiantou os empresários pagarem pessoas para quebrar vidraças. A democracia não é uma vidraça. Ela foi construída com muita luta, muito sangue e muito suor. Esses empresários sempre nos chamaram de terroristas e de marginais. Agora a máscara caiu. Os marginais são vocês que não respeitam as leis, não respeitam nada nem ninguém. Pois aceitem o resultado das eleições, porque vocês fizeram de tudo e perderam as eleições do Brasil. Nós ganhamos e o presidente do Brasil é Lula”, discursou Maria.

A manifestação em Aracaju ‘Por Direitos e Democracia’ foi construída pela Frente Popular por Democracia e Direitos, formada por centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis.