Professoras e professores da Rede Estadual de Ensino definirão próximos passos de luta em assembleia unificada

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Embora o SINTESE tenha feito esforços reiterados para conseguir reabrir o canal de diálogo e negociação, até o momento, o Governo do Estado ainda não marcou audiência para tratar sobre as pautas de reivindicações de professoras e professores da Rede Estadual de Ensino.

Diante deste cenário, o SINTESE convoca professoras e professores da Rede Estadual Ensino para uma assembleia da categoria, no dia 30 de julho, logo após o início do segundo semestre letivo na Rede. A assembleia será às 9h, no Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju.

Esta será uma assembleia unificada entre as redes Estadual e Municipais de ensino. O objetivo da assembleia é traçar ações de luta, tanto para a Rede Estadual, diante da falta de diálogo e não marcação de audiência, como para as Redes Municipais de Ensino, onde os mandatos de prefeitas e prefeitos chegam ao fim em 2024 e professoras e professores precisam estar atentos para que as gestões municipais não deixem de cumprir com suas obrigações, gerando passivos trabalhistas.

Sem audiência e sem propostas concretas haverá luta

No dia 14 de junho dirigentes do SINTESE, juntamente com um grupo de professoras e professores, estiveram em Itabaiana, na festa junina da Diretoria Regional de Educação 3 (DRE3), para cobrar diretamente do secretário de estado da educação, Zezinho Sobral, que recebesse o SINTESE em audiência e apresentasse propostas a nossa pauta de reivindicação.

Na ocasião, Zezinho Sobral se comprometeu a receber o Sindicato na semana seguinte. O SINTESE enviou ofício, fez contato por telefone, por diversas vezes, mas até a presente data, quase 1 mês após a nossa ida a Itabaiana, nenhuma audiência foi agendada.

O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, relembra que no mês de junho fizemos ações em Aracaju e no interior do estado, no intuito de conseguir marcar audiência entre o SINTESE e a Secretaria de Estado da Educação.

“Mesmo diante da postura Governo, seguimos fazendo nossas ações de luta pelo interior e na capital. Até que no dia 14 de junho, Zezinho Sobral, afirmou que nos receberia na semana seguinte, mas quase um mês se passou e nada foi marcado. O SINTESE está aberto ao diálogo e a negociações, só que esta não é uma via de mão única. Faremos assembleia no dia 30 julho e vamos decidir nossas ações de luta para o segundo semestre de 2024”, coloca o professor Roberto Silva.

O SINTESE espera que, até o dia 30 julho, o silêncio do Governo do Estado seja rompido e uma proposta seja apresentada ao magistério estadual. O Sindicato segue na busca pelo diálogo e pela marcação de audiência com a Seduc.

O que querem as professoras e professores da Rede Estadual de Ensino?

– Descongelamento da GATI (Gratificação de Tempo Integral), do triênio e de gratificações fixas reajustáveis, que estão há dois anos congeladas;

– Garantia da recuperação do poder aquisitivo do Magistério Público Estadual, em relação às perdas salariais acumuladas, no período de 2012 até 2024;

– Melhorias nas condições de trabalho e nas estruturas físicas das escolas;

– Retorno dos auxílios internet e tecnológico;

– Convocação de concurso público para Rede Estadual de Ensino.