Professoras e professores de Japoatã paralisam suas atividades no próximo dia 4 de abril

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Apesar da gestão do prefeito, Cláudio Dinisio Nascimento, popularmente conhecido como “Careca da Samam”, ter se comprometido, em audiência com o SINTESE, ocorrida em Aracaju, na quinta-feira, dia 23, de apresentar proposta para a atualização do piso salarial de professoras e professores da rede municipal de ensino, nada foi apresentado a categoria.

Diante da falta de compromisso e de uma resposta evasiva por parte do prefeito, em ofício enviado ao SINTESE, as professoras e professores decidiram paralisar suas atividades no dia 4 de abril (terça-feira).

Neste dia professoras e professores farão ato pelas ruas da cidade para dialogar com a população e cobrar da gestão municipal nova audiência, apresentação de proposta para a atualização do piso salarial de 2023 e também soluções para as demais pautas reivindicadas pelo magistério municipal.

A decisão pela paralisação foi tomada pela categoria na última sexta-feira, dia 24, em assembleia.

“Tivemos audiência com a gestão municipal de Japoatã, na quinta, dia 23, foi prometido que na sexta-feira, dia da nossa assembleia a prefeitura enviaria uma proposta para ser apresentada aos professores, mas não foi isso que ocorreu. Recebemos um ofício sem qualquer proposta, que não dizia de que forma a prefeitura iria assegurar a atualização do piso, que sequer trazia a data de uma nova audiência. Não podemos ficar com promessas vazias, estamos finalizando o mês de março e ainda não temos nada garantido, por isso vamos paralisar as atividades”, explica a coordenadora do SINTESE na região do baixo São Francisco II, Alecsandra Alves.

A atualização do piso salarial é garantida, desde 2008, a professoras e professores da rede pública de todo o Brasil por meio da Lei Nacional 11.738. A Lei diz que o piso deve ser atualizado anualmente, sempre em janeiro.

A atualização deve ser feita de forma automática e assegurando os direitos da carreira, cumprindo decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça.