Professoras e professores de Poço Redondo tentam diálogo com prefeita e não vão parar até conseguir audiência

266

 

Diante da falta de diálogo e dos problemas que afligem a educação de Poço Redondo, professoras e professores decidiram em assembleia da categoria, realizada na última sexta-feira, dia 28, que no decorrer dessa primeira semana de agosto iriam todos os dias à prefeitura até conseguirem marcar audiência com a prefeita, Aline Vasconcelos.

Ao chegarem na prefeitura, nesta terça-feira, dia 1, a comissão de negociação sindical e alguns professores, foram recebidos pela secretária do gabinete da prefeita. A secretária informou que amanhã, quarta-feira, dia 2, entrará em contato com representantes da categoria para marcar uma data de audiência.

Em Poço Redondo, a prefeita Aline Vasconcelos ainda não atualizou o piso salarial de 2023, descumprindo com o que estabelece a Lei Nacional 11.738/2008, e decisões do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça que afirmam que o piso salarial das professoras e professores da rede pública de todo o Brasil, deve ser atualizado, anualmente, sempre em janeiro, no vencimento inicial e respeitando as carreiras do magistério.

Além disso, o número de matrículas na rede municipal de ensino de Poço Redondo teve uma expressiva queda e urge a necessidade de a prefeitura realizar, junto a secretária municipal de educação e demais órgão municipais responsáveis, a chamada pública e a busca ativa para trazer mais estudantes para a rede municipal de ensino.

É importante lembrar que as verbas da educação estão diretamente ligadas ao número de estudantes matriculados na rede, ou seja, mais estudantes, mais verbas.

“Sabemos que uma gestão que prioriza o povo, a educação, a valorização dos professores, deve estar aberta ao diálogo, aos espaços de negociação. Ainda há tempo da prefeita se mostrar disposta a dialogar, para que sua gestão não fique na lembrança do povo poço-redondense como uma gestão que não ouve os interesses da população, que desrespeita direitos de professores e que desrespeita a educação do município. Seguimos abertos ao diálogo e esperamos que de fato haja uma audiência o quanto antes” enfatiza o coordenador do SINTESE na região do Alto Sertão, Cloverton Santos.