Professores e professoras de Carmópolis seguem em luta por valorização e melhores condições para as escolas municipais

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Em Carmópolis a luta continua. Professores e professoras mais uma vez foram às ruas dialogar com a população sobre o descaso da gestão da prefeita, Esmeralda Cruz, com a educação municipal. A mobilização do magistério aconteceu na última sexta-feira, dia 30.

Os professores e professoras cobram que a prefeita cumpra o que determina a Lei e garanta a atualização do piso salarial de 2022. Além disso, exigem também melhores condições de trabalho nas escolas, alimentação escolar digna para as crianças e jovens matriculados na rede municipal de ensino e transporte adequado para os estudantes do povoado Aguadas.

Outra reivindicação é a necessidade urgente de reforma e manutenção nos prédios que abrigam as escolas municipais. A estrutura precária, que vai desde os banheiros às salas de aula, não confere a estudantes e professores um espaço adequado para a construção do processo de ensino e aprendizagem

Corte indevido de salários e dívidas

Mas os problemas não terminam por aí. Até o presente momento a prefeita, Esmeralda Cruz, não devolveu aos professores e professoras o dinheiro retirado de seus salários de forma indevida no mês de julho. Os cortes foram feitos como forma de ameaça, em retaliação a dois dias de paralisação da categoria, 1 e 15 de julho.

A situação dos cortes é completamente absurda. Mesmo o SINTESE tendo cumprido tudo o que estabelece a Lei com relação a paralisação dos professores; mesmo com o direito assegurado aos trabalhadores e trabalhadoras, pela Constituição Federal, a aderir paralisações e greves, a prefeita Esmeralda cortou os salários dos professores e professoras.

Para tornar ainda mais inacreditável a situação, foram cortados salários de professores que estavam de licença, de professores que estavam de folga nos dias de paralisação. O que demonstra um claro desejo de perseguição por parte da gestão municipal.

Além de não ter cumprido ainda com a atualização do piso salarial dos professores em 2022, conforme preconiza a Lei, a prefeitura deve também aos professores e professoras da rede municipal de ensino de Carmópolis o sexto ferial de 2022.

O membro da Coordenação do SINTESE, na região do Vale do Cotinguiba, e professor da rede municipal de Carmópolis, Gilvanir de Jesus, fez questão de colocar que o SINTESE está aberto ao diálogo

“Estamos nas ruas para cobrar e para sensibilizar a população e a gestão municipal sobre a nossa situação. Queremos dialogar, queremos solucionar os problemas que assolam a educação em nosso município. Mas não vamos aceitar perseguição ou qualquer manobra no intuito de nos calar. Queremos construir, abrir canal de diálogo, mas queremos respeito para isso”, afirma o professor.