Revista Paulo Freire: edição 45 traz em pauta a educação escolar indígena, a privatização da água e o papel do Conselho Estadual de Educação

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Foi lançada, no último dia 15 de março, a edição 45 da Revista Paulo Freire e a pauta principal desta edição é a importância da educação escolar indígena. “Trazemos para professoras, professores e a sociedade em geral um debate que entendemos como crucial, que é a história e a luta dos povos indígenas em terras sergipanas, luta essa que as elites vem sempre tentando apagar da História oficial do Estado de Sergipe”, disse Roberto Silva, presidente do SINTESE.

“A pauta indígena passa por um triplo apagamento. Primeiro, com os massacres e o genocídio na invasão dos territórios, que costumam chamar de colonização. O segundo aparece no reconhecimento da condição do ser indígena. As pessoas tem dificuldade de se reconhecer indígena e, quando conseguem, ficam em dúvida se realmente o são, pois sai a figura da resistência e entra a figura do indígena colaborador da civilização. Por último, temos o apagamento total da memória indígena na História de Sergipe”, comentou Cristian Góes, editor da revista.

“A escola ela tem o papel de reverter esse apagamento e desconstruir esta narrativa. E isto é possível com ferramentas como a Revista Paulo Freire”, detacou Katia Azevedo, editora assistente. “A Revista Paulo Freire alimenta, movimenta e estimula o debate nas escolas e ela deve ser usada em sala de aula”, complementou Cristian.

E a leitura tem papel fundamental nestas desconstruções. “Como disse Paulo Freire, a leitura do mundo precede a leitura da palavra. O aluno já tem uma relação com o mundo antes de depreender a palavra, ele não chega na escola como uma página em branco e esta relação deve ser levada em conta no processo de ensino e aprendizagem”, observou Leila Moraes, diretora de Comunicação do SINTESE.

Outras pautas

A Revista Paulo Freire traz outras duas pautas importantes. Uma delas é a usurpação do papel do Conselho Estadual de Educação (CEE) por parte do Governo do Estado. “O Conselho é quem normatiza a educação nas redes de ensino e o governo está, através de portarias, tentando usurpar e atropelar este papel, na busca de destruir a educação pública. Não podemos deixar isto se tornar uma prática”, disse Roberto. “Nesta edição de nossa revista, trazemos uma ampla discussão sobre o assunto. É uma leitura importante”, comentou.

Outra pauta de extrema importância é a privatização da água. “Precisamos ficar atentos e combater esta manobra do Governo Fábio Mitidieri pois a água é direito fundamental e básico do ser humano”, disse Roberto Silva, presidente do SINTESE. “Ele está aos poucos destruindo a empresa para entregar a distribuição e a cobrança de tarifa à iniciativa privada. Precisamos combater este instinto privatista desse governo porque, da mesma forma que ele está fazendo com a água, ele quer fazer com a educação, outro direito básico do cidadão”, reforçou Roberto.

“Por isso, conclamo a todas e a todos a estarem na marcha em defesa da educação e contra a privatização da água, que vai acontecer no dia 22 de março, com concentração às 7h, em frente à Deso, na rua Campo do Brito, 331, bairro 13 de Julho, em Aracaju. Esta é uma luta de toda a sociedade sergipana”, convocou.

Os exemplares da Revista Paulo Freire estão à disposição na sede e subsedes do SINTESE e nas escolas da rede pública de ensino. Você também pode fazer o download em nosso site www.sintese.org.br.

E se você quiser publicar na Revista Paulo Freire, entre em contato pelo email revistapaulofreire@sintese.org.br ou pelo WhatsApp 79-99896-5807.