Salários: conselheiros do TCE suspendem férias e vão tratar do assunto

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O SINTESE participou, na manhã de hoje, dia 10 de janeiro, de audiência no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) para tratar do atraso no pagamento dos salários de dezembro e 13º referentes ao ano de 2023 em alguns municípios. Os dirigentes sindicais foram recebidos pela diretora geral do TCE-SE, Ana Roberta Roberti.

O sindicato havia entrado com um pedido de medida cautelar para que o Tribunal, através da presidenta Susana Azevedo, atuasse de modo a obrigar os gestores municipais a fazerem o pagamento emergencial dos salários dos professores.

“Foi-nos informado que os conselheiros suspenderam as férias e retomaram as atividades na casa. Por conta disso, fomos orientados a acionar os conselheiros responsáveis por cada município, para que intervenham quanto ao pagamento dos salários”, disse Roberto Silva, presidente do SINTESE.

A cidade de Umbaúba virou o ano com essa pendência, mas já fez o pagamento. Graccho Cardoso e Monte Alegre informaram que o depósito deve ser feito hoje, dia 10, e o valor fica disponível na conta de servidoras e servidores amanhã.

Carmópolis vai pagar a segunda parte do 13º salário no próximo dia 30 de janeiro. Situação grave vivem trabalhadoras e trabalhadores de Tomar do Geru. Consultada na manhã de hoje, a prefeitura da cidade disse que talvez amanhã, dia 11, tenha uma previsão de quando pagará o salário de dezembro de 2023.

“Esse tipo de desrespeito é inadmissível. Salário traz dignidade a trabalhadoras e trabalhadores e suas famílias. Hoje é dia 10 e estas pessoas não sabem quando vão receber o salário do mês anterior. É alimentação, saúde, contas e muitos outros aspectos da vida destas pessoas que estão em jogo por conta disso”, observou Roberto.

Além de pedir uma intervenção do TCE-SE neste assunto, o SINTESE está pedindo audiências com os conselheiros para tratar de outras pautas, a exemplo das matrículas escolares, especialmente do período integral e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Há questões muito sérias que precisamos discutir, fiscalizar e atuar para que tenhamos acesso pleno a uma educação pública, gratuita e de qualidade, que é um direito fundamental do povo brasileiro”, destacou Roberto.

Também participaram da audiência, diretoras e diretores do SINTESE, como Arlete Silva, Emanuela Pereira, Milena Santana, Vera Lúcia da Silva e Wanderclan Nascimento.