São Cristóvão: magistério mobilizado em busca de direitos e autonomia pedagógica

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Em assembleia realizada na tarde da última quarta, dia 01, professoras e professores das escolas municipais de São Cristóvão reafirmaram o compromisso na luta por direitos e por autonomia pedagógica.

Integrantes da comissão de negociação e da direção executiva do SINTESE informaram sobre a atualização do piso e recuperação da carreira.

Há alguns dias, a administração municipal atualizou os vencimentos iniciais em 20%, embora o percentual seja acima do que preconiza a lei federal para 2023, que é de 14,95%, ainda não atualiza os vencimentos iniciais do magistério sancristovense para o valor mínimo do piso do magistério para a jornada de 40 horas. Com a aprovação do projeto o vencimento inicial em São Cristóvão passa para R$4.200,93, o valor nacional é de R$4.420,55.

A perspectiva do sindicato e da categoria é que através do diálogo o percentual que falta para que o magistério tenha em seus vencimentos iniciais o valor do piso para 2023.

“Estamos atentos e vamos buscar a negociação com a prefeitura de São Cristóvão para que possamos construir em 2023 a recuperação da nossa carreira”, afirma o professor Carlos Bastos, integrante da comissão de negociação.

Autonomia pedagógica

As professoras Vera Lúcia e Arlete Costa dirigentes do Departamento das Bases Municipais informaram como foi a audiência com a secretária de Educação no que diz respeito a pauta pedagógica de reivindicações.

Construída em curso de formação realizado em janeiro pelo SINTESE com os professores e professoras da rede municipal sancristovense, a pauta trata de questões como:  criação de salas de atendimento educacional especializado; ampliação do quadro de profissionais como psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais; disponibilizar insumos básicos para todas as unidades de ensino equipamentos como impressoras, copiadoras, armários; organização da rede com vistas de melhorar a distribuição de estudantes por turmas; ampliação no número de profissionais de apoio nas unidades que trabalham com Educação infantil; melhoria na estrutura física das escolas; estabelecimento de uma gestão que seja efetivamente democrática; entre outros.

“A mobilização dos professores e professoras aliados aos debates e reflexões sobre sua atuação profissionais são fundamentais para a autonomia pedagógica e a cobrança que a Secretaria de Educação cumpra as reivindicações pedagógicas”, afirma Arlete Costa diretora do Departamento de Bases Municipais.

Ação judicial

Foi lembrando também que os professores e professoras que não impetraram ação judicial para recuperar os valores retroativos da atualização do piso entre os anos de 2018 e 2022 e da regência de classe dos aos de 2012 e 2013 ainda podem fazê-los, levando os documentos:  Procuração, Cópia do RG/CPF, Comprovante de residência atualizado e em nome do titular da ação, Decreto de Nomeação do Cargo e Histórico Financeiro de 2018, 2019, 2020 e 2021.