SINTESE realiza intervenção em semana pedagógica no município de Poço Redondo

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Diante da falta de diálogo por parte da gestão da prefeita Aline Vasconcelos, do descaso com a educação de Poço Redondo e do não cumprimento de direitos garantidos a professoras e professores, o SINTESE realizou uma intervenção/protesto na semana pedagógica da rede municipal de ensino, que aconteceu nesta segunda-feira, dia 19.

Foram distribuídos entre as professoras e professores presentes adesivos (praguinhas), que cobrava da prefeita Aline Vasconcelos o cumprimento da Lei do piso. A adesão foi massiva e a categoria participou do espaço da semana pedagógica, fazendo seu protesto com adesivos estampados no peito.

Para o diretor geral do SINTESE, na região do Alto Sertão sergipano, Cloverton Santos, embora a mobilização seja silenciosa ela é simbólica, demarca o espaço e o recomeço da luta das professoras e professores em Poço Redondo.

“É uma mobilização silenciosa, mas de impacto visual. Mostra que estamos aqui, que vamos iniciar mais um ano letivo, mas também vamos iniciar mais um ano de luta. Infelizmente a gestão da prefeita Aline Vasconcelos tem sido marcada pela falta de diálogo e pelo desrespeito a direitos. Ano passado professores fizeram diversos atos, paralisaram suas atividades, correram atrás de audiência com a prefeita, muitas vezes sem qualquer sucesso. Mas todas estas mobilizações tinha um objetivo: dialogar e negociar. E seguimos abertos a isso. Esperamos que não apenas o ano seja novo, mas que as atitudes da prefeita Aline também”, coloca o dirigente do SINTESE

As professoras e professores de Poço Redondo cobram a atualização do piso salarial. A gestão da prefeita Aline não cumpriu com o pagamento do percentual do piso de 2022, não cumpriu a atualização de forma integral em 2023 e ainda não cumpriu a atualização de 2024.

É sempre importante lembrar que a atualização do piso é assegurada a professoras e professores da rede pública de todo o Brasil, desde de 2008, por meio da Lei Nacional 11.738. A lei é taxativa ao impor que a atualização deve ser feita anualmente, sempre em janeiro, respeitando a carreira.

A categoria cobra também transporte escolar de qualidade; a realização de Chamada Pública, para que haja mais matrículas na rede municipal de ensino, e, consequentemente, o aumento das verbas para a educação e a resoluções de diversos problemas de ordem pedagógica enfrentados pelas escolas municipais.