Carta aberta aos(as) professores(as) da rede estadual de Sergipe

É fundamental que estejamos juntos e na luta. E o palco da luta hoje é dentro e em frente à Assembleia Legislativa. cartaaberta 2019greveDecidimos na assembleia no dia 28 de novembro que vamos continuar a greve e a vigília na Assembleia Legislativa.
O momento para nós é crucial. Os projetos só não foram votados do jeito que estavam, porque os professores e professoras encheram a praça Fausto Cardoso e estão em vigília dentro da Assembleia Legislativa, dormindo desde a terça, dia 26.
No processo de diálogo com os deputados e deputadas iniciado com a vigília apresentamos emendas aos projetos de lei, aprovadas pelos professores e professoras na assembleia, para garantir direitos conquistados com muita luta e sacrifício.
Cada professor e cada professora que hoje está na rede estadual tem um papel primordial na manutenção destes direitos.
Direito é conquistado com luta a resistência
Mas como em toda luta e resistência, há também a reação. Circulou no whatsapp, texto atribuído ao diretor do Departamento de Recursos Humanos da SEDUC, Jorge Costa, que ameaça os professores e professoras com corte de ponto, caso não retornem as aulas imediatamente.

Por isso, vamos explicar alguns pontos:
A liminar que decretou a ilegalidade da greve não trata do corte de ponto. Além disso, o sindicato irá contestar os argumentos utilizados pelo governo ao solicitar a ilegalidade.
O SINTESE lamenta o teor do texto, pois a SEDUC deveria buscar o diálogo para garantir o direito dos professores e professoras.
Além disso é preciso lembrar que os 200 dias letivos, garantidos na LDB, são dos estudantes, ou seja, qualquer aula que não for ministrada é, obrigatoriamente, reposta. Caso haja corte de ponto, o governo diz que os professores e professoras não estarão obrigados a repor as aulas. O que, consequentemente, não encerra o ano letivo.
Integrantes do governo tem dito na tv e no rádio que se preocupa com estudantes. É com essa ação que o governo diz se preocupar eles?

Por isso, professores e professoras é fundamental que estejamos juntos e na luta. E o palco da luta hoje, amanhã e até que consigamos garantir nossos direitos é dentro e em frente à Assembleia Legislativa.

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