Colégios estaduais de Maruim sofrem com problemas de estrutura e falta de segurança

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Os dois Colégios da rede estadual de Maruim, Colégio Estadual Felipe Tiago Gomes e Colégio Estadual Matagal toma conta da área da quadra no Colégio Felipe Tiago GomesDr. Alcides Pereira, estão entregues a própria sorte. Problemas envolvendo estrutura e segurança assolam as comunidades escolares das unidades de ensino.

C.E. Felipe Tiago Gomes

Bem-vindo a selva! Esta é a sensação que temos ao nos dirigirmos para a quadra do Colégio Estadual Felipe Tiago Gomes. Um matagal alto toma as imediações do espaço de esporte dos estudantes. Há quase um ano o local não é capinado, o que contribui para a proliferação de insetos, ratos e até cobras.

O colégio tem uma atmosfera decadente, a sujeira esta em todos os lugares, escorre água do bebedouro que forma uma poça cheia de limo no meio do pátio. Os banheiros têm vazamento, algumas pias estão quebradas e no banheiro masculino não há portas nos sanitários.

O laboratório de química está complemente abandonado, tomado pela poeira. Os equipamentos (tubos de ensaio e outros) estão guardados em caixas deixadas em um canto. Uma das salas da unidade de ensino virou um depósito. Caixas de papelão, armário, uma máquina de xérox e mesas estão jogados nesta sala. A biblioteca da unidade de ensino é na verdade um amontoado de livros pelo chão e em mesas. A sujeira também toma conta do local.

Na cozinha do colégio a únicas coisas que havia era cinco pacotinhos de macaxeira embalada a vácuo,Laboratório de química do Colégio Felipe Tiago Gomes completamente abandonado uma panela cheia de batatas doces que começavam a apodrecer e curiosamente muitas caixas de molho de tomate.

“Não tem alimentação no colégio. Quando vem é rocambole, broa e suco de caixa. Meu filho nunca chegou lá em casa dizendo que  tinha arroz, feijão e carne para comer na escola”, conta dona Simone Santos, mãe de um aluno do Felipe Tiago Gomes, que estuda há três anos na unidades de ensino.

Contrariando os procedimentos de segurança, um botijão de gás está dentro da cozinha ao lado do fogão, quando deveria estar do lado externo, em local próprio e reservado para este fim. Outro botijão está dentro da despensa de alimento.

Há quatros anos o Colégio Estadual Felipe Tiago Gomes não recebe verbas de programas do governo federal, a exemplo do programa ‘Dinheiro Direto na Escola’, entre outros porque um ex-diretor da unidade de ensino deixou de prestar contas das verbas que chegam ao colégio  e estas foram suspensas. Sem dinheiro não há como fazer a manutenção do colégio ou fazer pequenas obras necessárias para o bom funcionamento do prédio.

Para tornar a situação ainda pior, a Colégio Estadual Felipe Tiago Gomes é constantemente alvo de bandidos, que costumam roubar alimentos e materiais da escola. Quando eles não roubam simplesmente entram no prédio para praticar atos de vandalismo.

  

 C.E. Dr. Alcides Pereira

Mas o problema com a falta de segurança não está presente somente no Felipe Tiago, o ColégioQuadra do Colégio Estadual Dr. Alcides Pereira não é coberta o que inviabiliza a prática de esportes no período de chuva e em dias de calor intenso Estadual Dr. Alcides Pereira também sofre com o problema. De acordo com relatos da coordenadora da unidade de ensino, praticamente todo o fim de semana bandidos entram na escola e “fazem a festa”.

Entre os roubos mais recentes está o de 50 quilos de frango que estavam no freezer  do colégio para serem servidos aos estudantes. Em outra ocasião, também recente, ladrões levaram sete computadores da sala de informática, o roteador de internet e o modem.

Apesar de existir uma sala de informática no colégio, mesmo antes do roubo, não era utilizada pelos estudantes. Não se sabe se os computadores que ali estão em condições de uso.

O mais curioso é que o colégio fica próximo a delegacia da cidade e praticamente em frente a sede da Guarda Municipal, mas até o momento nenhum responsável pelos roubos chegou a ser detido.

Apesar de ter um prédio amplo, o Colégio Estadual Dr. Alcides Pereira tem um número pequeno de estudantes para o seu tamanho. Pela manhã são apenas 218 estudantes e a noite 134. A unidade de ensino fechou as turmas do turno da tarde. O número reduzido de estudantes é reflexo da falta do processo de Chamada Pública, que deveria ser feito pela Secretaria de Estado de Educação (SEED) para trazer mais alunos para a Escola, uma vez que o número de estudante está diretamente ligado ao aumento ou a diminuição de recursos repassados pelo governo federal a educação.

O Colégio possui recursos vindo de programas do governo federal, o que possibilita a realização deQuadro de sala de aula do Colégio Estadual Dr. Alcides Pereira pequenos reparos. A direção está reformando o refeitório e reformou os banheiros. Ainda assim os problemas estruturais estão presentes no colégio, pois a SEED não faz sua parte e relega boa parcela das escolas da rede estadual ao esquecimento.

A quadra de esporte não tem cobertura, o que torna praticamente inviável a prática de esportes no meio e fim da manhã. Um matagal cresce ao redor da quadra, o que facilita a proliferação de inseto. Em algumas salas os quadros estão destruídos.

Ofícios

O SINTESE irá encaminhar ofício ao Mistério Público Estadual denunciando a situação dos colégios de Maruim e também a Secretaria de Estado as Educação para exigir que o órgão tome as medidas cabíveis para melhorar as estruturas da unidade de ensino e garantir mais segurança.