Em audiência SINTESE solicita informações sobre alterações no Ipesaúde


No final da manhã desta quinta, 14, a presidenta e o vice-presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz e o professor Roberto Silva dos Santos foram recebidos pelo diretor-presidente do Ipesaúde Christian Oliveira. Na pauta, os representantes do sindicato solicitaram mais informações sobre as alterações no Ipesaúde propostas em projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa.

De acordo com o gestor do órgão a proposta é estender a cobertura do Ipesaúde para cônjuges ou companheiros com rendimentos próprios de até três salários mínimos e não seja beneficiário do Ipesaúde e também para descendentes (filhos, netos, bisnetos) até 35 anos.

Atualmente, a legislação permite que os beneficiários com dependentes (filhos) continuem com o vínculo até os 18 anos, estendendo-se até os 24 caso seja estudante universitário.

O projeto prevê que a inclusão desses novos dependentes será feito a partir de solicitação da servidora ou servidor público e o pagamento desses benefícios será feito através de boleto bancário.

Os valores a serem pagos pelos novos dependentes serão: R$ 83,21 para pessoas de 0 a 18 anos; de R$140,17 para dependentes de 19 a 29 anos; e de R$197,10 para quem tem entre 30 e 35 anos.

Outra novidade que o projeto prevê é o convênio com as Prefeituras e Câmaras Municipais. A propositura do Poder Executivo sendo aprovada, o Ipesaúde fará convênios com os entes federativos municipais, mas o pagamento não será via consignação, mas também por boleto bancário.

A tabela prevista para este modelo é: para dependentes de 0 a 18 anos, valor de R$83,21; de 19 a 29 anos, R$140,17; de 30 a 39 anos, R$197,10; de 40 a 49 anos, de R$262,38; de 50 a 59 anos, R$328,49; e para pessoas acima de 59 anos, o valor previsto é de R$394,20.

Para o SINTESE é importante que o Ipesaúde melhore o atendimento e garanta mais possibilidades para os servidores públicos, mas considerando os valores a serem pagos é extremamente necessário que o governo do Estado reveja sua política de valorização do funcionalismo público. O magistério está com a carreira destruída (sem reajuste do piso na carreira por 4 anos seguidos) e os demais servidores estão sem reajuste desde 2012, nesse cenário o servidor público terá dificuldade em arcar com mais essa “despesa”.

“É preciso que o governo garanta o reajuste do piso na carreira do magistério e uma política de reajuste para os demais servidores públicos para que todos possam usufruir dos serviços do Ipesaúde sem onerar suas remunerações, pois no atual momento de empobrecimento do funcionalismo público não há como incluir nenhum pagamento, mesmo que seja relacionado a saúde” aponta Ivonete Cruz.

A representação do sindicato também questionou o gestor do Ipesaúde sobre uma vaga no conselho do órgão para os servidores públicos e sugeriu que o índice de reajuste seja vinculado ao reajuste geral do funcionalismo.

“Somos além de beneficiários, nós também financiamos o instituto e por isso é fundamental que os servidores públicos tenham representação no Conselho do Ipesaúde”, afirmou o vice-presidente do SINTESE.

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