Luta na rua: professores e professoras relembram a população o massacre de suas carreiras cometido por Belivaldo Chagas

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Mais um dia 22, mais um dia de luta para professores e professoras da rede estadual de ensino. Nesta sexta-feira, 22 de julho, o palco da luta foi a feira do bairro Castelo Branco, em Aracaju.

Lá, professores e professoras, dialogaram com os feirantes e com a comunidade e lembram os 14 deputados e deputadas, que juntamente com o Governador Belivaldo Chagas, acabaram com direitos, destruíram a carreira do magistério e jogaram uma pá de cal sobre a paridade entre ativos e aposentados.

“Esse é o nosso 4º “dia 22”, nosso 4º mês de luta. Há quatro meses, no dia 22 de março, estávamos na frente da Assembleia Legislativa, cercados por uma descomunal força policial, para intimidar trabalhadores e trabalhadoras que lutava ali pela conservação de seus direitos. Naquele dia vimos Belivado, e 14 deputados, sem qualquer remorso, jogar uma pá de cal e enterrar a nossa carreira, incorporando direitos, congelando gratificações, massacrando ainda mais os aposentados e aposentadas. Naquele momento professores e professoras decidiram que não deixariam o povo de Sergipe esquecer daqueles e daquelas que desprezam e desvalorizam a educação no nosso estado. Por isso, estamos aqui e seguiremos todos os dias 22, até o final do ano. Nem professores, nem a população, vão esquecer esse massacre”, afirma a vice-presidente do SINTESE, professora Ivônia Ferreira.

Para a diretora do departamento de aposentadas do SINTESE, professora Maria Luci, o que Belivado fez, ao longo de seus dois mandatos, com os aposentados de Sergipe deixa seu governo marcado como perseguidor e caçador de direitos dos aposentados

“Já estávamos sofrendo com o confisco indevido dos 14% de nossos proventos de aposentadoria e não satisfeito em tomar o nosso dinheiro, nos humilhar, Belivaldo acaba com a paridade entre ativos e aposentado. Quando me aposentei tive a sensação de dever cumprido, eu contribuí para o estado, eu eduquei milhares de crianças, fui uma boa servidora pública e ao invés do Governo proteger e cuidar dos direitos daqueles e daquelas que dedicaram suas vidas a educação do povo sergipano, somos tratadas com desprezo, como uma coisa qualquer. E esse sentimento não é só meu, é de todas a companheiras aposentadas que seguem firmes aqui na luta. Por isso, também o dia 22 é importante, para mostrarmos como Belivado e sua corja tratam idosos e idosas sergipanos, que serviram e este estado, mas que hoje se vêm empobrecidos e envergonhados. Mas não vamos abaixar a nossa cabeça, vamos à luta até o fim”, enfatiza

No famigerado dia 22 de março de 2022, professores e professoras da rede estadual de ensino de uma só vez tiveram o direito a Regência de Classe incorporado; sofreram o congelamento dos valores do triênio; foi também congelada a gratificação de professores e professoras que trabalham no tempo integral e, para completar, o governo igualou o salário de todos que estão em atividade. Ainda criou um abono sem base legal, que só vai durar até dezembro deste ano, e pago somente para os professores em atividade.

O pacotão de maldades acabou com a paridade entre professores da ativa e aposentados.

O local e horário do próximo do ato no dia 22 de agosto ainda será debatido e decidido entre os professores e professoras. O certo é que terá luta.

Para não esquecer

Relembre os 14 deputados e deputadas que foram cumplices de Belivaldo Chagas no massacre contra a carreira dos professores:

Luciano Pimentel, Vanderbal Marinho, Zezinho Guimarães, Janier Mota, Maísa Mitidieri, Adailton Martins, Garibalde Mendonça, Zezinho Sobral, Francisco Gualberto, Jeferson Andrade, Gracinha Garcez, Capitão Samuel, Goretti Reis e Luciano Bispo.