Professores fazem ato e pedem apoio da sociedade

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Professores da rede estadual estão em greve desde segunda-feira, 18, por valorização e por educação de qualidade social

Em ato, no Calçadão da João Pessoa, nesta quinta-feira, 21, os professores da rede estadual buscaramProfessores da rede estadual estão em greve desde segunda-feira, 18, por valorização e por educação de qualidade social dialogar com a população, que transitava pelo Centro de Aracaju, sobre os motivos que levaram a categoria a deflagrar greve no início desta semana (segunda-feira, 18). Os principais problemas enfrentados por professores, mães, pais, estudantes e funcionários das escolas da rede estadual de Sergipe foram elencados em uma carta entregue durante o ato.

Falta de recursos pedagógicos, desde livros a computadores; escolas feias, sujas e em prédios que estão caindo aos pedaços; alimentação escolar de péssima qualidade, resumida à broa de milho e suco de caixa. Esta é a realidade enfrentada diariamente por crianças, adolescentes, jovens e professores sergipanos dentro das escolas da rede estadual. Além disso, a violência circunda e adentra aos portões das escolas e a cada dia faz novas vítimas.

Aos professores o governo do estado dedica o desrespeito e a falta de valorização. O governador,A vice-presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz, expôs a forma criminalizadora como o governo do estado está tratando professores Jackson Barreto, nega o direito ao reajuste do piso salarial aos educadores de Sergipe. O Piso Salarial do Magistério é um direito assegurado pela Lei Federal 11.738/2008 a todos os professores da rede pública do Brasil. O piso deve ser pago, dentro da carreira, tanto para os professores que têm nível médio como para os com nível superior e pós-graduados.

Para tornar a situação ainda mais grave o governador, Jackson Barreto, tem usado emissoras de rádio e TV para atacar, humilhar, criminalizar e jogar a população contra os professores.

“Jackson Barreto está gastando, e gastando muito, o dinheiro do Estado, o nosso dinheiro, para dizer mentiras nas rádios e na televisão. Diariamente assistimos e ouvimos propagandas nas quais o governo coloca que não há problemas nas escolas estaduais, que está tudo maravilhoso. Diariamente estamos sendo bombardeados na mídia por propagandas que dizem que professor ganha R$ 10 mil. Não há professor que esteja dentro de sala de aula que ganhe R$ 10 mil. Quem ganha R$ 10 mil são os apadrinhados políticos, os assessores do governo, como seus gordos Cargos de Comissão, mas professor dando aula não tem este salário. Ao invés de usar o dinheiro do estado para realmente investir na educação, garantir aos nossos estudantes condições de aprendizagem, pagar trabalhadores, Jackson Barreto prefere gastar o dinheiro do povo para financiar mentiras na TV”, apontou a vice-presidente do SINTESE, Ivonete Cruz, durante o ato no Calçadão.

A vice-presidente do SINTESE solicitou o apoio de pais, mães e estudantes e lembrou quem era o realA parte lúdica do ato ficou por conta do grupo de Samba de Coco do SINTESE Cultural   culpado pela greve. “Estamos em greve para exigir mais respeito e valorização. Pedimos aos pais, mães, estudantes e toda a sociedade que apoiem nossa luta. Sabemos que uma greve prejudica a todos: estudantes, pais e professores, mas nenhum de nós é responsável por esta greve. O único responsável é o senhor Jackson Barreto, governador do nosso estado, que tripudia do trabalhador, não respeita a Lei do Piso e oferece para nossas crianças e adolescentes uma escolas fétidas e caindo aos pedaços”, colocou.

Solidariedade

Presente no ato o presidente do SINDIFISCO, Paulo Pedrosa, colocou-se mais uma vez ao lado da luta dos professores. “Vejo a preocupação do SINTESE, e de toda a categoria, em fazer que as crianças e os jovens de Sergipe tenham uma educação de qualidade. É triste ver que o governo do estado, através da Secretaria de Estado da Educação, vem tentando criminalizar os professores. O SINDIFISCO não poderia deixa de estar solidário a esta categoria. Não podemos assistir passivos ao que o governo está fazendo com os servidores públicos”, pontuou.

O Presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (SINDIPEN), Edilson Santos Souza, também participou do ato. “A luta pela educação é uma luta que diz respeito a todos nós. Não tenho dúvida que o que o governo quer é nos enganar. Estaremos juntos nesta luta e não vamos deixar este governo fazer pouco caso do servidor público”, enfatizou.

Estudantes do Colégio Estadual Vitória do Santa Maria, localizado no bairro Santa Maria, em Aracaju, também estavam presentes no ato dos professores e prestaram sua solidariedade.   

O ato contou ainda com a apresentação do grupo de Samba de Coco, do SINTESE Cultural, formado por professoras aposentadas filiadas ao SINTESE.

Coletiva de Imprensa e Assembleia

Na próxima segunda-feira, 25, às 7h:30, o SINTESE irá realiza no Auditório da Central Única do Trabalhadores – CUT – (Rua Porto da Folha, 1039 – Bairro: Cirurgia) uma coletiva de imprensa para tratar sobre as irregularidades na prestação de contas dos recursos do FUNDEB e MDE 2014 e janeiro e fevereiro de 2015; serão apresentados estudos sobre a queda de matrículas na rede estadual, perfil da estrutura física das escolas da rede estadual e relatório sobre alimentação escolar.  

Os professores da rede estadual se reunirão em nova assembleia também na segunda-feira, 25, às 15h, no Instituto Geográfico e Histórico de Sergipe, em Aracaju, para deliberar os rumos da luta.