Para marcar o dia do professor os educadores de Sergipe realizaram ato público na manhã desta quarta-feira, 15, no Calçadão da Rua João Pessoa, em Aracaju. Entre as reivindicações do magistério sergipano estavam a restruturação da carreira, o fim da violência nas escolas, melhores condições de trabalho, garantia de educação de qualidade aos filhos dos trabalhadores de Sergipe e a luta por uma escola pública democrática e popular.
O ato do dia do professor é organizado anualmente pelo SINTESE e tem por objetivo reafirmar as bandeiras de luta da categoria. Para a presidente do SINTESE, Ângela Maria de Melo, a data é mais um dia de luta, um momento de reflexão sobre as conquistas e sobre o que ainda falta ser conquistado. “No dia de hoje devemos refletir sobre as lutas e conquistas de nossa categoria. A nossa maior conquista foi o piso salarial, que infelizmente todo o ano temos que travar uma batalha, com o estado e com os municípios, para recebê-lo. Ainda há muito a conquistarmos. Ao profissional do magistério não são assegurados respeito e valorização, que só podem ser alcançados através da garantia de nossos direitos. Só assim podemos ter um magistério forte e valorizado”, acredita a presidente.
Avaliações
O cenário de falta de valorização e respeito à categoria descrito pela presidente do SINTESE
pôde ser visto nas avaliações feitas, durante o ato, pelos coordenadores e representantes do SINTESE nas regiões do estado. A realidade apontada mostra que muitos municípios sergipanos desrespeitam direitos assegurados, atrasam e parcelam salários de professores.
No Centro Sul de Sergipe dos oito municípios que fazem parte da região apenas quatro estão fazendo o pagamento dos professores em dia. “Os professores estão passando dificuldades. Em Pedrinhas, além de atrasar os salários, o prefeito ainda paga de forma parcelada. Em Riachão do Dantas os professores estão sendo pagos em datas diferentes, um grupo recebe dias 10 e 12, outro dia 20. Em Salgado não há perspectiva para o pagamento do salário do mês de setembro. Em Lagarto a prefeitura ainda não reajustou o piso salarial de 2014, que deveria ter sido reajustado em janeiro”, descreve o coordenador do SINTESE na região, professor Estefane Lindemberg.
Na região Agreste a realidade também não é diferente. “Os professores de São Domingos
ainda não receberam o salário de setembro. Os de Campo do Brito estão recebendo de forma parcelada. Outro problema que a região agreste enfrenta é a falta de funcionários nas escolas da rede estadual. Faltam merendeiras, vigilantes e executores de serviço geral. Sem este profissionais o funcionamento das escolas fica comprometido”, aponta a representante do SINTESE na região Agreste, professora Rita de Cássia.
A coordenadora do SINTESE na região Sul de Sergipe, professora Ivônia Ferreira, denuncia a situação da previdência em Tomar do Geru. “É um caso escandaloso o da previdência de Tomar do Geru. O atual prefeito da cidade não repassa os descontos da previdência. Os desmandos realizados pelos gestores municipais de Tomar do Geru colocam em risco a aposentadoria dos professores daquele município”, alerta a coordenadora.
Na região do Vale do Cotinguiba muitos municípios devem aos professores o retroativo do piso
salarial. “Dos nove municípios que compõem a região cinco devem retroativo do piso salarial. São eles: Capela, General Maynard, Maruim, Santo Amaro e Siriri. Além disso, em General Maynard a prefeitura ainda não pagou o reajuste do piso de 2014; em Capela os professores estão recebendo seus salários de forma parcelada; em Santo Amaro a prefeitura pagou parte dos professores no dia 30 e deixou os demais para serem pagos no dia 10 e em Maruim a prefeitura mantém 28 professores contratados contrariando o princípio constitucional do concurso público”, conta a representante do SINTESE na região, professora Emanuela Pereira.
O repasse da situação dos municípios do Baixo São Francisco II foi colocado pela coordenadora de comunicação da região, professora Benalva Santos. Naquela região professores de alguns municípios ainda estão para receber o reajuste do piso salarial de 2014. “Em Santana de São Francisco o projeto do reajuste falta ser votado na câmara de vereadores. Em Ilha das Flores os professores receberão o piso de forma parcelada nos meses de novembro e dezembro de 2014. No município de Neópolis a prefeitura deve aos professore as férias de dezembro e de junho, além disso, os professores estão recebendo em datas diferentes”, expôs Benalva Santos
Presenças e apresentações
A professora e deputada estadual reeleita, Ana Lúcia, também esteve presente no ato. Ela
parabenizou os professores pelo seu dia e mais uma vez colocou seu mandato a serviço da defesa da educação pública com vistas na qualidade social e na emancipação humana. A assessoria do vereador por Aracaju, professor Iran Barbosa, também esteve presente no ato e levou o abraço e a solidariedade de Iran aos professores da rede pública de Sergipe. O vereador não pôde estar presente no ato devido à votações que aconteceriam na câmara durante a manhã desta quarta-feira.
O ato também contou com a animação do trio pé de serra ‘Três Moleques do Forró’. Os professores ainda foram brindados com uma bela apresentação do grupo de dança folclórica do SINTESE, formado por professoras aposentadas, que levaram as batidas do samba de coco aos presentes. Para finalizar o ato do dia dos professores foram entregues rosas vermelhas a população que transitava pelo calçadão.












