Aquidabã: por falta de negociação magistério paralisa as atividades

O ato terminou com uma ocupação relâmpago da prefeitura

No primeiro dia de paralisação, os professoras e professores de Aquidabã ocuparam as ruas do município em ato público. Nem a chuva espantou os representantes do magistério que colocaram a sua indignação com a falta de proposta do prefeito Mário Lucena com relação ao reajuste do piso no ano de 2018 e também dos anos anteriores (2012, 2015, 2016 e 2017).

O ato faz parte da agenda de luta de dois dias de paralisação. Na quarta os professores participam do primeiro encontro de Formação Sindical com o tema “Poder, Classe Sociais e Estado”.

Além de não reajustar o piso para os valores de 2018, a administração municipal não pagou a gratificação de férias deste ano (os valores do terço ferial deveriam ter sido pagos em janeiro).

Nos últimos anos, os governos municipais de Aquidabã têm se destacado pelo total desrespeito aos direitos do magistério. Além do reajuste do piso, a dívida do município consiste em: Décimo terceiro e terço ferial (2013, 2014, 2015, 2018), Salários (junho e dezembro de 2016)

“A administração de Aquidabã há anos tem sido marcada pelo desrespeito aos direitos dos professores e professoras. Em todas as gestões buscamos dialogar com o Poder Executivo para solucionar esse passivo trabalhista, mas até o momento não há proposta. Por isso os professores e professoras estão nas ruas”, afirma a diretora do Departamento de Assuntos das Bases Municipais, Sandra Morais.

Atualmente o vencimento inicial do magistério em Aquidabã é de R$1.388 (valor equivalente ao piso em 2011). O valor atualizado do piso salarial do magistério é de R$2.455,35.

A única proposta apresentada pela administração é de um reajuste de 14,65% em cima do atual valor recebido, mas tal percentual não atende a legislação do piso do magistério. A expectativa dos professores e professoras é que o prefeito Mário Lucena apresenta uma proposta que contemple o exigido pela lei do piso.

“Sempre estamos abertos ao diálogo, por isso esperamos que o prefeito pague o terço de férias e apresenta uma proposta para o cumprimento da lei do piso para que o processo de negociação seja estabelecido. Não há mais condição de ficarmos sem o que temos direito”, aponta Vandelei Silva, professor da rede municipal de Aquidabã e coordenador geral a subsede Baixo São Francisco I do SINTESE.

A categoria, como comum, assume o compromisso de repor as aulas decorrentes da paralisação garantindo o direito dos estudantes dos 200 dias letivos.

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