Aula na rua: professores e professoras de Itaporanga seguem diálogo com a população, na luta pelo piso e por educação digna

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Professores e professoras de Itaporanga d’Ajuda seguem firmes na luta e mais uma vez tomaram as ruas da cidade para denunciar a população a falta de compromisso da gestão do prefeito, Otávio Sobral, com a educação.

O magistério itaporanguense começou a segunda-feira, dia 5, ocupando a praça da Rodoviária, onde foi realizada uma assembleia. O professor da rede municipal e membro da comissão de negociação do SINTESE, Uilson Hora, abriu a assembleia e falou sobre o cenário perverso que a educação de Itaporanga vem enfrentado na administração de Otávio Sobral.

A categoria deliberou, durante a assembleia, organizar, junto com as comunidades escolares, a marcha do Grito dos Excluídos, no próximo sábado, dia 10. A atividade vai acontecer na feira da cidade.

Além disso, os professores e professoras decidiram, mais uma vez, paralisar suas atividades na terça-feira, dia 13. Neste dia será apresentado e discutido o projeto de Gestão Democrática construído pelo SINTESE. Este documento foi entregue a prefeitos e prefeitos, em 74 municípios de Sergipe, onde o SINTESE representa os professores e professoras.

Após a debate, os educadores de Itaporanga sairão em caminhada pelas ruas da cidade e vão até a prefeitura para protocolar a proposta da Gestão Democrática, que o magistério sergipano defende para as nossas escolas públicas.

Assim que a assembleia foi encerrada, os professores e professoras deram início a uma aula pública, onde dialogaram, de maneira didática, com a população sobre os principais problemas enfrentados pela educação no município de Itaporanga.

O prefeito Otávio Sobral não cumpre o que estabelece a Lei e até a presente data não garantiu a atualização do piso salarial de 2022 para professores e professoras da rede municipal de ensino. Vale lembrar que o piso salarial é garantido a professores e professoras desde 2008, pela Lei Nacional 11.738. O piso deve ser atualizado anualmente, em janeiro, e deve respeitar a carreira.

Mas o desrespeito vai além, e atinge também os estudantes. As escolas da rede municipal de ensino Itaporanga estão abandonadas. Muitos prédios estão em situação precária e necessitam de reformas urgente. Falta material didático para os professores e professoras desenvolverem seus trabalhos. Uma situação que dificulta e prejudica o processo de ensino e aprendizagem.

Presente na atividade, a vice-presidenta do SINTESE, professora Ivônia Ferreira, fez questão de parabenizar os professores e professoras de Itaporanga pela força da luta e lembrar também que a luta faz a Lei.

“A luta é o processo de construção da vitória, é ela a responsável por fazer a Lei. E no que depender da força e resistência dos professores e professoras de Itaporanga a vitória virá. É sempre importante dizer que a atualização do piso não é um favor ou uma benevolência do prefeito, o piso é Lei. E Lei deve ser cumprida. Esperamos que o prefeito Otávio Sobral não queira que sua gestão seja marcada pela falta de diálogo, pela falta de respeito a educação e aos direitos de professores e estudante. O SINTESE segue aberto ao diálogo”, afirma a vice-presidenta.