Organizada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do seu curso de medicina, do campus de Lagarto, a oficina Vigilância em Saúde, Ambiente e Trabalho visa diagnosticar a situação de saúde das trabalhadoras e trabalhadores lagartense.
Essa foi a segunda edição da oficina, que aconteceu na últimas sexta-feira, dia 24 e contou com a participação de coordenadoras e coordenadores da subsede Centro Sul do SINTESE, que lecionam em escolas de Lagarto, tanto municipais como estaduais.
O projeto de extensão da Universidade é da professora do departamento de medicina, Cátia Justos, e os dados coletados junto as trabalhadoras e trabalhadores de Lagarto farão parte de um estudo realizado nacionalmente.
O objetivo do estudo é reduzir a subnotificação de casos de ocorrências relacionadas ao trabalho, como acidentes e doenças ocupacionais. A pesquisa visa também realizar intervenções nos locais de trabalho e fomentar a criação de políticas pública na proteção da saúde das trabalhadoras e trabalhadores.
Saúde da professora e do professor
As atribuições da “profissão professor” envolvem uma gama de desafios que, infelizmente, muitas vezes vão além da formação acadêmica destes profissionais. Professoras e professores vivem no dia a dia do chão da escola os reflexos dos mais diversos problemas sociais que envolvem estudantes, famílias e as próprias condições materiais para exercer a sua profissão.
Por isso, é considerada uma profissão penosa, pois exigi das professoras e professores grande esforço físico, emocional e mental, o que gera as trabalhadoras e trabalhadores em educação diversas doenças ocupacionais durante e após sua vida de trabalho.
A coordenadora de comunicação do SINTESE na região Centro Sul e professora em Lagarto, Isa Oliveira, ressaltou a alegria de contribuir com uma pesquisa que vai falar sobre a saúde dos trabalhadores de sua cidade e a importância da pesquisa feita pelo departamento de medicina da UFS, campus Lagarto.
“Precisamos entender que o mundo trabalho só é possível porque existem os trabalhadores, por isso é fundamental pensar sobre a saúde da nossa classe. No nosso caso, professor, somos a profissão que forma as outras profissões e temos uma imensa sobrecarga em nosso físico e emocional. Somos uns dos profissionais que mais têm problemas com depressão, além de doenças diversas geradas pelo constante esforço físico. Precisamos pensar na nossa saúde, estar vivos e saudáveis para conduzir a educação de nossas crianças e jovens. Precisamos proteger a saúde e a vida do conjunto da classe trabalhadora e ter uma pesquisa que trace um cenário sobre essa realidade é fundamental para aumentar a fiscalização e a criação de política públicas”, a avalia a dirigente do SINTESE.











