Magistério de Japoatã delibera paralisar atividades dias 17 e 18

Por nossos direitos e por escola de qualidade para todas e todos. Esses são os objetivos da luta dos professores e professoras das escolas municipais de Japoatã e por causa deles, o magistério de Japoatã definiu em assembleia paralisar as atividades nos dias 17 e 18 (terça e quarta).

Semana passada os educadores se reuniram em praça pública em vigília para aguardar o resultado da audiência da comissão de negociação do Sintese, coordenação da subsede, Departamento de Bases Municipais do Sintese. Em assembleia realizada no mesmo local, após audiência, os professores e professoras rejeitaram por unanimidade a proposta da gestão municipal.

Ao invés de apresentar que faria a aplicação da atualização do piso de 33,24% conforme a lei, o prefeito de Japoatã, Cláudio Dinisio (conhecido como Careca da Saman) fez a proposta de reduzir os valores do escalonamento horizontal (incremento nos salários a partir do tempo de serviço no magistério) e congelar a gratificação por titulação (que o professor receber ao ter maior qualificação) e ser corrigida pelo INPC e não pelo porcentagem do vencimento inicial como é atualmente. A justificativa da administração é a falta de recursos.

Apesar de compreender a tentativa do município, essa proposta acaba se tornando o início de um processo de desvalorização do magistério, pois vale lembrar que piso, como diz o próprio nome, é o início, o mínimo, e não se pode correr o risco de transformá-lo em teto e por isso os professores e professoras não aceitaram a proposta.

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